Coisa linda a loirinha que entrou com o Riquelme em campo: dá vontade de ter uma filha assim! :)
Olha… Eu torço para a Argentina, mas será uma pena se a Alemanha cair fora, pois os jogadores estão muito, muito unidos, como raras vezes se viu. Eles cantam o hino abraçados, o presidente do comitê organizador Franz Beckenbauer e sua linda esposa idem, ao lado da chanceler Angela Merk e pelo menos 80% das 71.000 espectadores presentes no Estádio Olímpico de Berlin.
É um jogo pra lá de histórico, em uma festa inolvidável.
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Depois de alguns entreveros, um cartao para Podolski e muito toque de bola argentino, a Alemanha teve uma oportunidade incrível aos 17′, quando encaixou um contra-ataque onde Schneider cruzou da intermediária e Ballack cabeceou perigosamente para fora.
Aos 18′, depois de uma levantada para a área na cobrança de uma falta sofrida por Podolski, na sobra, o zagueiro Mertesacker chuta por sobre a meta de Abbondanzieri.
Tévez segura Schneider atrás combinando com Sorín. Riquelme e Lucho armam as jogadas, mas o toque de bola dos hermanos é mais lento.
Do início do jogo até os 20′, a Argentina procura marcar bem à frente, com uma linha de três zagueiros (Coloccini, Ayala e Heinze), para haver sempre um homem na sobra da marcação dos atacantes Klose e Podolski, que ainda não jogaram. À frente do trio de zagueiros, Mascherano, como cão de guarda.
Mais à frente, Riquelme e Lucho armam as jogadas. Riquelme combina com Sorín e Tévez, infernizando o deficiente lado direito da defesa alemã. Pelo lado direito, é Maxi, Lucho e Crespo.
A Alemanha não consegue chutar de fora da área e o ótimo Lahm não tem podido apoiar. Seu único cruzamento da linha de fundo e sua única ultrapassagem pelo último zagueiro bem aberto pela ponta foi para longe, sem nenhum companheiro livre.
O lado direito de defesa da Argentina também joga mais recuado. Porém, tem mais qualidade técnica do que o lado direito alemão. Somete agora, aos 29′, os alemães conseguiram a primeira jogada entre Lahm, Ballack, e Schweinsteiger. A marcação cisplatina tem sido implacável até aqui.
Nos primeiros 30′, mesmo que a Argentina ainda não tenha dado nenhum chute perigoso e já tenha levado uma cabeceada da Alemanha, a posse de bola dos sul-americanos é muito maior porque eles procuram tocar curto, observar o deslocamento dos companheiros, param o meio-de-campo alemão e correm menos riscos.
A Alemanha, que não consegue jogadas de linha de fundo nem chutes de longa distância, também não consegue trocar passes na entrada da área adversária como conseguiu nos dois gols contra a Suécia. Tocam a bola como podem, tentam explorarm mais as jogadas com Lahm, mas a cobertura é implacável. Só resta a ligação direta, que é uma arma para o contra-ataque.
Aos 33′, temos 63% a 37% de posse de bola pró-Argentina. Isso significa que o técnico hermano José Pekerman consegue, até aqui, neutralizar os principais focos de ataque dos perigisos donos da casa. Por outro lado, como a dominante Argentina também não consegue entrar na área alemã, o pouco que consegue até aqui são bolas paradas. Como os zagueiros alemães são mais altos do que os atacantes argentinos, as bolas aéreas não têm funcionado.
Tévez costuma ganhar na corrida com facilidade de Friedrich, mas não consegue o arremate e nem a jogada com Crespo, pois este joga preso entre Meresacker e Metzelder. E, mesmo com o jogo chato de muitos toques que, quando a bola chega perto da área, as zagas rechaçam, o meio-de-campo alemão não está funcionando. E foi justamente aí, com Schneider, Frings, Ballack e Schweinsteiger que o país do chucrute teve seus melhores momentos no Mundial. No primeiro tempo desta quarta-de-final, ainda não foi bem-sucedido como nas fases anteriores.
Contudo, o jogo está longe de ser chato: é uma verdadeira partida de xadrez, onde um único movimento pode pôr o rei em xeque.
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A menos de 1′ do 2º tempo, Sorín leva amarelo por falta em Schneider. Se a Argentina passar para a semifinal, o importante jogador, capitão albiceleste, está fora da partida.
GOOOOLLLL!!! DA ARGENTINAAAA!!! AYALA!!! Aos 47′, Riquelme cobra escanteio rasante no meio da pequena área. O zagueiro Ayala, na posiçao de centroavante, se joga de palomita, sozinho, sem marcação: 1×0 Argentina.
Agora, a Alemanha é obrigada a atacar. O jogo fica mais franco, emocionante e atraente. Com isso, abre o contra-ataque como agora há pouco, aos 54′, quando Riquelme lançou Maxi na direita e este, ao invés de chutar cruzado, atrasou para Lucho chutar nas pernas da zaga.
A Alemanha joga tensa e pressionada, mas ainda consegue ter a frieza necessária para que não jogue desorganizada. Portanto, a situação ainda não é desesperadora, apesar da ligação direta.
Aos 60′, Mascherano leva um cartão pelo carrinho errado em Schneider. Mais uma vez, conforme tudo o que a Alemanha fez até aqui nesta partida, a cobrança direta de Podolski quase sem ângulo por sobre o gol foi muito inconseqüente.
A grande chance da Alemanha parece vir com a substituição do volante-direito Schneider pelo atacante Odonkor, aos 63′. Ele foi o responsável pela assistência para o gol de Neuville contra a Polônia. Como Lahm está muito marcado e Friedrich não avança, Klinsmann enfraquece a marcação no meio para atacar mais pelo lado em que a Argentina tem dois jogadores com cartões amarelos: Mascherano e Sorín.
Aos 64′, um suposto pênalti de Heinze em Ballack, que o árbitro não viu. Aos 65′, uma cobrança de falta pelo lado esquerdo. Lahm levantou para Klose, mas ele e o goleiro Pato Abbondanzieri se passaram da bola. Na sobra, Ballack chuta mascado, a bola quica e Ayala rebate.
Aos 67′, escanteio para a Alemanha: Schweinsteiger cobra com muito efeito para a cabeça dos atacantes e Fabián Ayala, que não é alto para um zagueiro, cabeceia para fora da área com muita força. Ele é um gigante!
Até os 69′, Fabricio Coloccini surpreende pela lealdade. Nesse instante, o goleiro Roberto “Pato” Abbondanzieri sente o encontrão com Klose naquele escanteio. Entra agora o goleiro Leo Franco, companheiro do excelente meia-direita Maxi Rodríguez no Atletico Madrid/SPN. A lesão foi real e ele precisou mesmo sair, mas valorizou bastante.
Agora, aos 72′, Pekerman retira Riquelme e introduz Cambiasso. O time fica mais forte na marcação e Lucho vira o único homem de criação.
Aos 73′, Tévez faz grande jogada, limpa dois marcadores e toca para Maxi. Este chuta cruzado na rede pelo lado de fora.
Aos 75′, dois lances emblemáticos da arbitragem: o eslovaco Lubos Michels não deu falta violenta de Schweinsteiger em Maxi no ataque e deu uma falta totalmente inexistente de Tévez na entrada da área argentina: a cobrança foi ridícula, rasteira, explodindo na barreira.
Peço perdão por não conseguir ser imparcial, mas meu sangue latino ferve com qualquer tentativa de manipulação da arbitragem.
Borowski entra no lugar de Schweinsteiger. Os dois meias abertos pelas pontas foram trocados, pois não há nem jogadas de linha de fundo e nem infiltrações suficientes. As grandes jogadas alemãs ocorrem sem muita precisão e em quantidade muito menor do que nas outras partidas.
Aos 79′, sai o cansado e esforçado Crespo, que jogou entre os zagueiros e nada conseguiu, mas ajudou bastante na marcação lá na frente, para a entrada de Julio Cruz, da Internazionale/ITA. Julito é um centroavante típico, porém de jogadas por baixo.
GOL DA ALEMANHA: aos 80′, Lahm toca para Ballack, que levanta para a área. O alto Borowski penteia por sobre Ayala e sobra para Klose, bem mais alto que Sorín, cabecear para o gol de Leo Franco.
É um jogo de mais raça do que técnica ou organização. Pekerman agora se vê en dificuldades, pois seu time passou a ser mais defensivo, embora mais técnico. Klinsmann e seu auxiliar tático acertaram nas substituições. Um jogo que parecia mais argentino, agora é mais alemão. Falta poucos minutos e Klose fez o seu 5º gol no Mundial.
Aos 85′, o explosivo Neuville entra em lugar de Klose.
Aos 89′, Tévez, em impedimento, faz belo cruzamento para Lucho González cabecear forte e com estilo bem no canto esquerdo. Lehmann faz uma defesa monumental, mas o árbitro já havia parado a jogada.
Nos acréscimos, Odonkor leva amarelo por entrada por trás em Lucho. Vamos para a prorrogação.
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Aos 91′, Julito Cruz pega mascado na bola no campo de ataque pela lateral-direita e erra: seu pé bate forte na canela de Friedrich. Ele sente dor, mas não houve falta e nem intenção.
Julito participa da partida muito mais do que Crespo o fizera. Porém, Neuville pela esquerda, Odonkor pela direita ee Borowski pelo meio fazem Lahm e Ballack aparecerem mais no jogo. A Alemanha joga com mais calma do que no 1º tempo.
Aos 94′, Tévez sofre um encontrão leal e machuca o nariz. Ao contrário do que se viu entre Portugal x Holanda, desta vez os alemães foram legais, devolvendo a bola para a Argentina.
Aos 96, Julito deixou o cotovelo no rosto de Frings e leva o amarelo. O argentino foi desleal.
O jogo agora, sim, fica chato: afinal de contas, cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém, exceto ao torcedor, que fica entediado.
Aos 99′, os argentinos fazem pressão sobre o árbitro, após entrevero entre Ayala e Ballack, mas foi marcada apena suma falta do meia alemão.
Ballack está caminhando: ele caiu com cãibras após um lance de marcação no meio-campo. Se cair, a Alemanha ficará com apenas 10 homens.
Aos 105′, com a vantagem de um homem na frente e atrás, pois Ballack não pode marcar, correr e nem atacar, a Argentina volta a tocar mais a bola. Na sobra de um cruzamento de Julio Cruz (que entrou muito bem no jogo), Lucho González encerra o 1º tempo extra chutando alto, cruzado, pela linha de fundo. Um belo chute.
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Aos 106′, Carlitos Tévez chuta forte da intermediária para defesa de Lehmann no meio do gol, em dois tempos.
Vitórias pessoais no toque de bola e na marcação ofensiva fazem a Argentina voltar a dominar o jogo com a bola no pé, mas os contra-ataques aéreos da Alemanha são sempre perigosos.
Aos 113′, Tévez toca para Coloccini, que chuta forte, de longe, para fora.
Aos 115′, mais uma vez ele, Coloccini, vê Lehmann adiantado e tenta surpreendê-lo de longe: a bola bate no travessão e sai pela linha de fundo.
Aos 116′, Ballack lança Neuville, que lança a Odonko livre, na ponta-direita. Sem ângulo, ele cruza chutando, mas, além de ninguém chegar (ao contrário do cruzamento para Neuville entre os zagueiros contra a Polônia no último minuto), Leo Franco está atento e agarra firme. Na continuação, Ballack caiu e precisou ser atendido.
Aos 118′, Tévez recebe livre na entrada da área, mas chuta muito mal, bem alta sobre o gol de Lehmann.
TERMINA O TEMPO REGULAMENTAR: quem será que irá perder a sua invencibilidade de três decisões nas penalidades?! Quem passará às semifinais?!
O principal craque alemão, Michael Ballack, está extenuado; e o melhor meia argentino, por sua vez, foi poupado de mais uma “amarelada” contra Lehmann, depois daquela semifinal entre Villareal x Arsenal.
O jogo teve muita garra e uma enorme capacidade defensiva, porém sem nenhuma espécie de retranca. Inclusive o amorcegamento para não correr muitos riscos não foi antipático. Mesmo assim, o jogo não teve tanta dramaticidade nem tanta qualidade técnica quanto o público merecia.
Enquanto o fisioterapeuta alemão trata de relaxar o goleirão Jens Lehmann e tenta pôr em pé o meia Michael Ballack para cobrar a sua penalidade, a Argentina se abraça e mostra mais união do que a Alemanha, que fez uma rodinha mais comedida. Por outro lado, Oliver Kahn, escolhido o melhor jogador da Copa de 2002 (injustamente, pois bateu roupa para Ronaldo marcar na final), foi cumprimentar e dar toda a força para o rival de posição e atual titular.
Oliver Neuville é o primeiro a cobrar pela Alemanha. Todos os jogadores de ambas as equipes estão abraçados. Neuville chuta forte de perna direita no canto esquerdo de Leo Franco à meia altura, sem chances para Leo Franco: 1×0.
Julio Cruz agora, com o estádio inteiro vaiando, toma distância: bonito, no ângulo superior direito. 1×1.
Vai ele, Ballack. Ajeitou e bateu con raiva de direita, no lado direito, tirando Leo Franco da foto: 2×1.
Fabian Ayala: cobrança fraca, rasteira, no lado direito. Lehmann defende. Na caminhada para a bola, já senti que ele estava perturbado com as vaias e telegrafou.
Podolski de esquerda no canto esquerdo, tirando Leo Franco da foto: 3×1.
Chegou a vez de Maxi Rodríguez. Bem no cantinho, sem chances para Lehmann, que acertou o canto outra vez: 3×2 Alemanha.
Vem Tim Borowski, do Werder Bremen. Mais uma vez, goleiro num lado, bola no outro. Cambiasso não pode errar agora…
Vai Cambiasso, de esquerda: correu e Lehmann defendeu. 4×2. Alemanha é semifinalista!