Vou assistir na manha e comentar esse jogo somente após o seu término, pois creio que deverá ser um modorrento 2×0 para a Itália, com algumas estilingadas ucranianas no contra-ataque que, no final das contas, não deverão dar em nada.
A seleção do técnico Marcello Lippi tem um problema sério na escalação do ataque, pois não houve ainda nenhuma definição. Toni precisa de melhores cruzadores e de melhores lançadores. Pelas pontas, os laterais italianos não são muito bons. E pelo meio, se Totti não conseguir jogar direito, é sinal de que o habitual povoamento de meio-campistas praticado pelo treinador ucraniano Oleg Blokhin impede que os excelentes volantes milanistas Pirlo e Gattuso possam chegar ou em Totti, ou nos avantes.
Aposto que Lippi escalará Inzaghi ao invés de Del Piero ao lado de Toni e que Iaquinta será a última opção, entrando somente em caso de urgência urgentíssima.
Mesmo com desfalques, a zaga italiana ainda pode ser sólida contra Shevchenko. O lesionado Voronin, melhor meio-de-campo da Ucrânia, não volta mais à Copa. E ele faz muita falta nas jogadas de ataque.
O sucesso ucraniano só poderá vir através de dois homens: o excelente meia-direita Kalinichenko, que também é o cobrador de todos os escanteios; e, naturalmente, Sheva.