Na Europa, a Inter foi o clube que mais se reforçou em quantidade e, ao que parece, em qualidade também: os excelentes e selecionáveis brasileiros Maicon (ex-Cruzeiro e Monaco) e Maxwell (ex-Ajax) nas laterais; o tetracampeão Grosso, que veio do Palermo; o sensacional Patrick Vieira (ex-Arsenal e Juventus) e os atacantes Hernán Crespo (ex-River, Milan e Chelsea) e Slatan ibrahimovic (ex-Ajax e Juventus).
Os experientes argentinos Javier Zanetti (capitão), Walter Samuel e Esteban Cambiasso; o português Luís Figo (ex-Barcelona e Real Madrid), que parece como vinho; no gol, seja com o brasileiro Júlio César (ex-Flamengo), seja com o grande Francesco Toldo; Adriano Imperatore, o ótimo meia sérvio Stankovic e, finalmente, o tetracampeão Materazzi.
Este é o atual campeão italiano, que ganhou o scudetto mais por honestidade do que por demonstrar em campo que tinha mais time do que a rebaixada Juve e do que seu tradicional adversário, o Milan.
Como Ibrahimovic disse ao final da partida, “foram 11 leões na arena”. Afinal de contas, virar para 4×3 em uma emocionante prorrogação um jogo que parecia praticamente perdido por 3×0 ainda no 1º tempo demonstra uma capacidade emocional e física fantástica!
A Inter, assim como o Chelsea, o Barça, o Milan e o Real Madrid, com o Olympique Lionnais e o Werder Bremen correndo por fora, é uma das maiores candidatas a bicho-papão na temporada que está apenas começando: citei apenas 15 grandes jogadores, mas o grupo como um todo é forte inclusive contando os nomes menos famosos que sequer citei.
Ao contrário das últimas temporadas, quando não chegou a empolgar nem na Itália e muito menos na Champions, desta vez as coisas devem ser diferentes – apesar do indeciso e ainda inexperiente mas vitorioso técnico Roberto Mancini, que foi um dos melhores meias do final dos anos 80′s e do início dos anos 90′s na Azzurra. Mancini fez fama e história como vice-campeão da Champions em 1992 (contra o Barcelona de Romário e Stoichkov) e como campeão italiano pela Sampdoria de Genoa em 1990/1991. Formou uma dupla inesquecível com o avante Gianlucca Vialli e ambos fizeram parte da Azzurra 3º lugar na Copa de 1990.
A Roma vai ficar devendo: é um time que, com ou sem Totti (que teve participação decisiva em apenas duas partidas na campanha do tetra na Alemanha e parece estar bichado), tem apenas Mancini (o ala brasileiro, não o técnico da Inter) como referência.
Mancini, um dos injustiçados de Parreira, talvez seja velho demais para 2010. Mesmo que não seja e mantenha o memso nível, atua por um clube que não oferece condições de conquistar mais do que uma singela Copa da Itália. E, na sua posição, há ainda Cicinho, Daniel Alves e o próprio Maicon. Uma pena.
A Inter, por sua vez, teve um Crespo marcando gol de cabeça apenas 4 minutos depois de entrar em campo no 2º tempo; um Figo soberbo, mostrando que aprendeu a ter muita atitude com Felipão na seleção portuguesa e que ainda tem muito gás para oferecer ao futebol, que marcou o gol do título e da virada histórica através de uma falta magistralmente cobrada do lado direito, sem chances para o goleiro romanista; um Vieira soberbo como o que quase deu o bi para a sua França já chegou marcando dois gols em uma final e lembrou suas atuações contra Coréia do Sul, Espanha e Brasil no Mundial. Finalmente, um pivô forte e mais ágil do que Adriano: Ibrahimovic, o sueco.
A temporada promete! ;)
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