PESQUISA METHODUS: OLIVIO ENCOSTA!!!

Conforme noticiado pelos insuspeitos cronistas políticos de extrema direita Políbio Braga e Diego Casagrande, inicialmente postado nos blogs do Marco Aurélio Weissheimer, correspondente da Agência Carta Maior no RS; e da querida blogueira Brisa do Sul, o Galo Missioneiro Olívio Dutra e a vice Jussara Cony da coligação Frente Popular (PT-PC do B) avançaram rápida e fortemente, tornando quase tênue a diferença outrora aparentemente intransponível para a candidatura da coligação direitista “Rio Grande Afirmativo”, composta por Yeda Crusius (PSDB) e pelo vice Paulo Feijó (PFL).

A diferença agora é de apenas 6,1 pontos percentuais, com margem de erro de 2,3 pontos (para mais ou para menos). São 4% de indecisos e 3,8% de votos nulos e brancos.

Os mutirões da militância ao redor do Rio Grande têm sido ostensivas, de maneira simpática e ordeira, mas sempre numerosa, com alegria. É assim que se convence as pessoas de que a nossa proposta é verdadeira, sincera, voltada para o social.

A peleia está cada vez mais braba para “eles”, pois a nossa aproximação traz um elemento psicológico importantíssimo: a auto-estima, a confiança, a vontade de sair às ruas de bandeira e camisa vermelha todo adesivado panfleteando aumenta, assim como a força de vontade deles, que são aparentemente menos engajados do que nós, diminui.

Nossa presença maciça hoje na torcida pelo companheiro Olívio no debate da RBS TV e todas as ações de caminhadas, bandeiraços e panfleteações coordenadas pela agenda do Partido dos Trabalhadores tornam-se cada vez mais decisivas na conquista de novos votos. Se cada 5 militantes nossos fazendo volume conseguirem ganhar um voto, a virada consolidar-se-á! [;)]

Apesar das boas novas, não podemos JAMAIS calçar salto alto nem calça apertada quando precisamos de pés firmes e leves para caminhar sem parar rumo à vitória!!!

Ha Tao-Somente Duas Classes Sociais

No meu 1º semestre como estudante de Comunicação Social na Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FABICO/UFRGS), ainda novinho, com meus 18 anos recém feitos, em meados de 1991, tive aula de Sociologia da Comunicação com um excelente professor que, além de sociólogo, era advogado e chefe de departamento da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais (Direito), sediada no famoso casarão da avenida João Pessoa.

Um parêntese: pra quem não conhece a história da UFRGS ou mesmo de Porto Alegre, a família do respeitável desembargador André da Rocha (nome de uma rua que desemboca na Praça Argentina, poucos metros acima do CEUE (Casa do Estudante Universitário de Engenharia) e da Faculdade de Ciências Econômicas e Atuariais, doou o Casarão à então Universidade do Rio Grande do Sul (URGS, antes de ser federalizada) com a seguinte condição: de que a faculdade de Direito da universidade fosse sediada na mansão.

O nome do professor é Milton Bins. Acredito que ele ainda não tenha chegado aos 70 anos de idade, já deve estar aposentado do serviço público e, caso esteja vivo e saudável, acredito que esteja advogando. Ele era um sujeito materialista e suspeito que não fosse de esquerda – o que não impede que seja sábio, nem tampouco que o conhecimento que ele transmitiu à nossa geração fabicana seja menor do que aquele conhecimento adquirido de professores claramente posicionados à esquerda do espectro político-sociológico.

Finda a sessão nostalgia, nunca esqueço que o prof. Milton Bins disse o seguinte:

“O que chamam de “classes” A, B, C, D e E NÃO EXISTE! Isso são apenas “castas” ou “estamentos”. CLASSE SOCIAL SÓ HÁ DUAS:

1) A DOS QUE GANHAM MAIS DO QUE PRODUZEM;
2) A DOS QUE PRODUZEM MAIS DO QUE GANHAM.

Bem… Antes do Governo Lula, aqueles que ganham mais do que produzem ganhavam menos do que estão ganhando agora. Na teoria, nao teriam do que reclamar, salvo as ações da Polícia Federal, que estão atingindo os empresários corruptos de todos os tamanhos e de todos os Estados, doa a quem doer, até mesmo se forem do PT.

Antes do Governo Lula, aqueles que produzem mais do que ganham produziam 10x pra ganhar 0,5x e, agora, ganham 2x. É muito pouco, mas pelo menos é um começo que só pode ser melhor desenvolvido se tiver continuidade.

Pra quem entende o bom português, continuidade e continuísmo são duas palavras completamente diferentes: continuidade significa seguir fazendo o que já estava sendo feito antes com maior experiência a fim de melhorar o que já foi feito. E continuísmo é seguir fazendo o que já estava sendo feito sem se preocupar em melhorar o que já foi feito.

O Rio Grande do Sul tem mais de 10 milhões de habitantes. Desses, as 20.000 famílias (vamos pôr em média 25 pessoas por família, contando agregados e a terceira geração), ou cerca de 500 mil pessoas ganham 60% do PIB (Produto Interno Bruto) do Estado.

Configura-se aí uma verdadeira fossa abissal por causa da divisão de 40% do total de dinheiro produzido pelo trabalho de todo o povo gaúcho para aproximadamente 9,5 milhões de habitantes, enquanto 6 em cada 10 reais gerados a partir do sangue, do suor e das lágrimas desses 9,5 milhões de pessoas vão parar nas mãos de apenas 5% da população!

Portanto, a FIERGS, a FEDERASUL e a FARSUL, entidades de classe de industriais, empresários e latifundiários congregam pessoas que defendem a liberalização e a privatização do Estado para si, sem a contrapartida de gerarem mais postos de trabalho nem tampouco de produzirem mais para desenvolver o RS como um todo.

Não existe a menor preocupação deles com a “qualidade de vida” da população em geral, pois não querem perder seu status quo. No máximo, dizem que defendem a bandeira da educação apenas para que tenham mão-de-obra mais qualificada para competir na globalização neoliberal, sem sequer preocuparem-se com a quantidade dos postos de trabalho.

Por que? Simples: porque eles preferem manter MILHÕES de hectares parados, sem produzir absolutamente nada, lucrando absurdamente especulando no mercado financeiro.

Falando em uma líingua que todos podem entender: se eu tiver R$100.000,00, posso comprar um apartamento novo de um quarto em um bairro casta B de Porto Alegre para alugá-lo por R$600,00 por mês. Se eu puser um valor mais alto, não consigo alugar o imóvel. Se eu puser um valor menor, alugo facilmente, porém, não vale a pena, já que o rendimento da caderneta de poupança (o investimento mais baixo existente no mercado financeiro) me rende 0,6% ao mês ou, seja, o mesmo valor que eu posso cobrar pelo aluguel. Como o gasto com reformas depois que o inquilino sair do meu apartamento é um incômodo e também reduz o meu faturamento, é muito mais cômodo investir os R$100.000,00 na poupança do que comprar um imóvel.

Os latifundiários também agem dessa forma. Porém, com um agravante: eles querem cada vez mais arrego dos governos, mas sem devolverem uma contribuição social relevante.

Sobre a Mecanica dos Debates

No 2º turno das eleições para governador do Estado do Rio Grande do Sul (RS), à exceção dos debates da TV2 Guaíba e da TVCOM, até agora, a candidata da coligação Rio Grande Afirmativo (PSDB/PFL + PMDB, PP, PTB, PDT e outros menos votados) Yeda Rosato Crusius já fugiu de 4 debates e de 2 entrevistas coletivas com o candidato da Frente Popular (PT/PC do B) Olívio de Oliveira Dutra.

A elitista economista neoliberal não parece nada à vontade quando é obrigada a forçar a barra para equilibrar-se diante do carismático bancário socialista: enquanto ela é a arrogância em pessoa, ele é a síntese do carisma sério porém simpático e confiável, representando o ícone daquele tipo que seria um ?gaúcho ideal?.

Impressionante: ela deixou escapar uma chance muito clara de receber bolinhas quicando do generoso mediador oficial da RBS, Lasier Martins, e de vários colegas de Rádio Gaúcha, Zero Hora, RBSTV e TVCOM que certamente seriam escalados para tentar endossar a visão latifundiária, industrial e privatista daquela que pode vir a dar ainda mais empréstimos a juros baixíssimos e a perder de vista para o 6º maior grupo de comunicação do mundo!!!

Por outro lado, assim como parece estar sendo armada a derradeira arapuca para o Presidente Lula no debate da próxima sexta-feira na TV Globo, ela ganhou dois dias de fôlego para encarar Olívio novamente, desta vez sob o olhar de uma audiência maior na RBS TV amanhã à noite.

A meu juízo, os debates deveriam ser transmitidos em datas menos tensas, não tão em cima das eleições. E, como é tecnicamente fácil concentrar esforços, a fim de evitar a banalização dos debates na Grande Mídia e sem privilegiar o veículo A nem o B, um pool de rádio e televisão poderia transmitir um debate bem no meio da campanha, nunca no início ou no fim.

Da mesma forma, deveria haver um debate junto a todos os sindicatos de empregados, outro junto a todos os sindicatos patronais e mais um junto a todos os movimentos sociais organizados. Um debate na mídia e mais três no tête-a-tête junto às maiores lideranças do Estado divididas por segmentos afins.

De qualquer forma, mesmo com as regras do jogo favorecendo a ela, temos 4 dias de trabalho árduo pela frente para tentarmos eleger o Galo Missioneiro.

DEBATE NA RECORD: LULA DESTROÇA DE VEZ A ARGUMENTAÇÃO PÍFIA DE ALCKMIN

Embora em exagerada quantidade e repetitivos em função da cantilena alckmista, os debates sempre apresentam algum argumento novo. Graças à arrogância do candidato ultraconservador da extrema direita neoliberal representante do que há de pior na oligarquia paulista e brasileira, seu destempero serviu apenas para proporcionar ao presidente Lula a possibilidade de detalhar melhor ao eleitor as políticas de comércio exterior, diplomacia e, sobretudo, de poder apresentar números incontestáveis da política social mais bem-sucedida da história deste país, sobretudo na região Nordeste.

Não há descrição melhor para Geraldo Alckmin do que “cavalo do comissário” – expressão cunhada pelo ex e – oxalá – possível futuro governador de todos os gaúchos nos acalorados e saudosos debates contra o ex-governador e ex-candidato Antônio Britto, de tristíssima memória. O homem que a Opus Dei pretende colocar no poder para concretizar seu projeto de controle e de poder – não de governo – tão ou mais nefasto do que a soma sionismo + presbiterianismo fundamentalistas e absolutistas dos Estados Unidos, do Reino Unido e de Israel nada mais é do que um pau mandado que, apesar de ter cultura, experiência administrativa e atitude, é objetivamente um covarde, que age como capataz do capital especulativo.

Destilada a minha indignação, voltemos ao debate: Alckmin, sempre que confrontado pelo ex-operário nordestino de origem miserável sem poder defender o seu ponto-de-vista com nenhum argumento objetivo e verdadeiro, demonstrava claramente uma raiva e, muito provavelmente, um ódio repugnante pelo primeiro presidente do povo eleito pelo povo da República Federativa do Brasil. Era nítida a enorme vontade do representante da oligarquia em dar uma bocha na cara do presidente. Para o bem geral da nação, o governador de SP consegue se conter, mantendo, assim, a civilidade, apesar de adorar faltar com o respeito: em apenas um momento, ele referiu-se ao Presidente como “presidente”. É incapaz de dizer “vossa excelência”, enquanto o chama de “Lula” e de “você”.

Pra quem não é gaúcho, existe um ditado gaudério que diz: “Quanto mais se abaixa, mais o cu aparece”. Ora, sem ser desrespeitoso, o Presidente Lula passou a tratá-lo não como “governador”, nem tampouco como “vossa excelência”: era “Alckmin” e “você”, na mesma moeda.

O povo não embarca nessa e possui mais sensibilidade, ao contrário do grosso da classe média alta urbana, que tem uma parcela significativa no eleitorado imutável do oposicionista: se, para a classe média, parece um deleite assistir ao tratamento informal em relação ao Presidente da República com a clara intenção de apresentar-se como um indivíduo superior, o pobre sabe muito bem que o tiro sai sempre pela culatra. Contra fatos não há argumentos. Portanto, Lula é um ser humano muito mais sensível do que Alckmin, sem falar na clareza com que expõe seu plano para os próximos quatro anos e a humildade com que afirma que o que foi feito ainda foi muito pouco e é preciso fazer muito mais até podermos dizer que o Brasil é um país justo.

Aquela morena linda que apresenta o Jornal da Record com o Celso Freitas (o melhor mediador de debates até aqui, pois não puxou a sardinha para o lado de ninguém e desligou o microfone de Alckmin diversas vezes quando ele estourou o tempo, assim como fizera também com o Presidente) é bonita mais ordinária: ela perguntou ao Presidente Lula qual virtude ele via no seu adversário e perguntou ao oponente qual defeito via em si próprio. Ardilosamente, para quem não é da área de Comunicação, ela pretendia transformar os quatro minutos da resposta de Alckmin em oito, praticamente subtraindo quatro minutos de Lula para falar em si, nas realizações de seu governo e no projeto para o próximo governo sem infringir as regras do debate.

Felizmente, o Presidente de TODOS OS BRASILEIROS Luiz Inácio Lula da Silva, representante do projeto SOLIDÁRIO do Partido dos Trabalhadores, saiu-se muito bem da sinuca de bico que a apresentadora-repórter havia feito, dizendo que a principal qualidade de Alckmin era a antiga cordialidade e a antiga possibilidade de diálogo cortês porém firme nas diferenças ideológicas e programáticas travadas entre o Presidente e vários integrantes conhecidos do PSDB nacional. Contudo, segundo o funcionário público número um da República, essa qualidade perdeu-se nestas eleições, onde todos eles estão muito nervosos.

Na resposta do candidato tucano, ele foi ardiloso: não respondeu qual era o seu principal defeito. Nem sequer citou um único defeito seu. Apenas disse que, dentre tantos defeitos, um que ele não tem é o de ser corrupto. Ora, ora: a pergunta foi combinada com a bonitinha mas ordinária. Felizmente, o homem destemperado e arrogante bateu tanto nessa tecla que, apesar do que os jornais impressos do país e a edição do debate no Jornal da Record de hoje possam fazer para eliminar ou minimizar a importância da resposta anterior do Presidente dentro do sórdido contexto, a moral de cuecas do candidato Alckmin comprova que o Brasil decente é mesmo o de Lula, não o que ele preconiza.

Aliás, o Presidente citou a entrevistadora na réplica à resposta de Alckmin chamando-a de “perguntadora”. O golpe rasteiro que ela tentou dar no Presidente Lula comandada pelo dono da emissora e pelo seu editor com a crença de que uma mulher bonita tem mais empatia perante o público e, por conseguinte, passaria maior credibilidade à pergunta e geraria maior atenção à contundência da resposta faz dela exatamente isso: uma mera “perguntadora”. De qualquer forma, a moça não deixa de ser muito inteligente. Só que quem percebeu a sutileza da sua intenção é muito mais esperto – no bom sentido.

Para mim, o momento crucial do debate veio na pergunta seguinte do jornalista Bob Fernandes, do portal Terra, que fez com que o Presidente Lula tocasse, pela primeira vez, em um ponto essencial à transparência, ao respeito às instituições e aos detentores de cargos públicos independentemente do partido ou do status de concursado, que é a democratização dos meios de comunicação de massa.

Lula conseguiu sair-se muito bem, muito provavelmente despertando indiretamente a ira das famílias proprietárias da Grande Mídia sem ameaçá-la objetivamente, embora os eleitores mais esclarecidos saibam que a concessão de dezenas de emisoras de TV, de rádio e de jornal pertencentes às famílias Marinho, Sirotsky, Civita, Frias, Magalhães, Collor e outras menos votadas terminam em 2007.

O Presidente falou que, se não fosse a mídia, que deve, sim, ter liberdade de expressão, ele não seria nada, nem teria chegado aonde chegou. Contudo, a bofetada com luva de couro veio em seguida, quando disse que os excessos precisam ser controlados e que é fundamental apoiar a democratização dos meios de comunicação de massa alterando a lei de concessões de emissoras a fim de evitar que o pai seja dono de uma TV em uma cidade, a mãe em outra, a filha em outra e o filho em outra. Ele falou sobre a televisão digital, que deve possibilitar a liberação de canais para setores da sociedade civil raramente ouvidos, como os movimentos sociais, as comunidades carentes e os sindicatos. WO-HOO!!! :D

Esperemos, pois, o assustador debate na Globo, sexta-feira próxima. A armadilha está lá, assim como a edição do Jornal da Globo na seqüência e dos jornais Hoje e Nacional de sábado…