PRIVATIZAÇÕES: CORREIO DO POVO MANIPULA DEBATE

O jornal Correio do Povo, de propriedade do rei do agronegócio gaúcho, sr. Renato Bastos Ribeiro, publicou, na edição nº 022 do ano 112, neste domingo, 22 de outubro de 2006, a pequena matéria abaixo transcrita:

Privatização: Debate Está Equivocado

A cientista política Lucia Hippolito afirmou neste sábado que a questão das privatizações vem sendo discutida de forma equivocada na disputa pelo Palácio Piratini. A abordagem dogmática do tema, “submersa em picuinhas de campanha”, disse, esconde o ponto que deveria ser essencial ao debate: o tamanho do Eatado ideal precisa corresponder às características de cada região.

Ressaltou que o RS, mesmo enfraquecido pela crise financeira, não depende do poder público na mesma proporção que o Nordeste, onde a pobreza se consolidou há séculos. “Mesmo enfrentando conflitos pontuais, como estiagem, penúria dos cofres públicos e invasão de produtos chineses, é inconcebível imaginar queos gaúchos precisem de estado tão grande como nso confins do país”, comparou. Situações extremas, porém, não podem servir como regra geral, salientou. Fazer “cavalo-de-batalha” com as privatizações, conforme Lucia, configura irresponsabilidade política e demagogia.
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A visão neoliberal da cientista política foi propositadamente não-contrabalanceada pelo editor de política nem pelo repórter responsável em matéria não-assinada: deveria, sim, ter sido pego o depoimento de outro cientista político, sociólogo ou antropólogo de visão esquerdista para promover um saudável debate ou uma simples justaposição de idéias antagônicas.

Minha crítica vai mais de encontro à posição do jornal. A grave e premeditada omissão de informações que pudessem endossar a crença de quem pretende conhecer melhor a proposta da Frente Popular perante o tema. Na verdade, o recado do jornal foi uma mensagem sutil para endossar a candiadatura da direita.

Quanto à cientista política Lucia Hippolito, afirmo que seu critério de grandeza ou de pequenez da máquina pública aproxima-se de transformar o quase mínimo em máximo dos máximos: o RS já foi largamente privatizado entre 1994-1998 e, em menor escala, no governo que está terminando agora no final de 2006. Portanto, tecnicamente, a cientista política – que tem todo o direito de opinar e de pensar conforme suas referências teóricas – deixa implícito que o seu modelo sociológico não contempla quase nada de controle do Estado sobre a economia ou sobre os empresários.

Ate Delfim Netto Concorda com o Modelo Economico do Governo Lula

Como sempre digo, para adquirir conhecimentos sobre cidadania, política, solidariedade; sobre a burocracia das instituições de educação, saúde, meio ambiente e Terceiro Setor (ONGs),basta única e exclusivamente que o indivíduo tenha o desprendimento e a vontade de abrir a sua mente para uma visão mais fraterna e cooperativa da sociedade. Para despertar a atitude necessária para lutar por um mundo melhor, é preciso ter, antes de mais nada, paciência para ler bastante e vontade de conhecer pessoas muito diferentes daquelas que a classe média está habituada a conviver dentro do seu microcosmo.

Independentemente do que tenha feito como ministro da fazenda do governo Figueiredo, de ter sido da ARENA (que virou PDS, PPB e, hoje, atende pela sigla PP) durante boa parte de sua carreira política e de estar agora nos quadros do PMDB que apóia o Governo Lula, o veterano economista Antônio Delfim Netto é respeitado por quase todos os setores da economia e por todos os partidos de esquerda e de direita confirme a visão de mundo que hoje defende.

Ele escreve semanalmente para a revista Carta Capital e também tem uma coluna no jornal de economia de mercado que segue a agenda neoliberal dos grupos Abril e Folha, o Valor Econômico. Apesar desse detalhe, não me furto a saber como a direita pensa e age e muito me importa a interpretação daquilo que é editado pelos jornais e revistas, de como eles vêem o atual governo, o que é omitido, o que é supervalorizado, etc. Afinal de contas, é importante conhecer as demandas dos adversários e dos setores que defendem a sua presença no poder a fim de que possamos não apenas dialogar cordialmente, discutindo idéias mas, sobretudo, para sabermos defender nosso ponto-de-vista quando qualquer acordo que fira o pensamento político, econômico, cultural e social de esquerda torne impossível chegarmos a algum acordo.

Pois bem: no interessantíssimo artigo publicado hoje no Valor, o deputado federal reeleito fala sobre o artigo chamado “Justiça Distributiva”, do filósofo político estado-unidense John Rawls em 1967.

Reproduzo trecho da coluna de Delfim Netto:

“Voltando a John Rawls (que faleceu em 2004, com 81 anos), é preciso lembrar que seu livro “A Theory of Justice”, promoveu uma revolução nos meios acadêmicos. No fundo, tentava propor uma solução ética para o problema distributivo: um liberalismo que protegia os menos afortunados, apoiado em duas condições importantes;

1º ) o mais absoluto respeito aos direitos e às liberdades individuais, o que é perfeitamente compatível com o funcionamento do “mercado”;

2º ) diante das desigualdades sociais que são inevitáveis e, numa certa medida justificáveis e explicáveis pelo próprio funcionamento de uma sociedade dinâmica e próspera, A POLÍTICA ECONÔMICA DEVE DAR PRIORIDADE À`NECESSIDADE DOS MENOS FAVORECIDOS, COM CUIDADO PARA NÃO COMPROMETER O CRESCIMENTO NO FUTURO. E ISTO O “MERCADO” NÃO PODE FAZER. O ESTADO PODE E DEVE, COMO SUGERE A INTUIÇAO DO PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA.”

Um economista que era de direita e assume agora uma postura de centro-esquerda acaba de defender, através da citação de um respeitável filósofo político dos Estados Unidos, o berço do neoliberalismo, que programas como o Bolsa Família (que envolve também o Fome Zero, a construção de cisternas no sertão, o Luz para Todos e movimenta a economia do pequeno comerciante local e do pequeno agricultor).

Só não vê quem não quer que o Bolsa Família é um programa e um projeto de governo claro, sólido, fundamentado com competência e com firmeza de propósito do início ao fim, na teoria e na prática. Todo o projeto é voltado para suprir momentaneamente as carências básicas, transformando a miséria em pobreza e a pobreza em classe média. Há um círculo virtuoso de consumo baseado no modo de produção capitalista com a contrapartida de que a sociedade deve crescer parelha e constantemente. Só que o crescimento precisa ser sustentável. E, para garantir a sua continuidade, infelizmente, não dá para acelerar o seu ritmo da maneira que a direita neoliberal cansou de nos mostrar que, para o povo, seu método de crescimento não funciona.

Franklin Martins Defende-se de Calunia de Diogo Mainardi

“Desafio a um difamador

O sr. Diogo Mainardi, em artigo intitulado ?Jornalistas são brasileiros?, publicado na revista Veja de 16 de abril de 2006, acusou a mim e a outros profissionais de imprensa de sermos ?moralmente frouxos? e de mantermos ?relações promíscuas? com o poder político. No meu caso, saiu-se com a estapafúrdia história de que eu teria uma cota pessoal de nomeações no serviço público. Nessa cota, estariam meu irmão, Victor Martins, diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), e minha mulher, Ivanisa.

Seguem-se alguns esclarecimentos. Devo-os não ao sr. Mainardi, mas a meus leitores, telespectadores e ouvintes, e também a meus colegas de profissão que, com razão, continuam a acreditar que o jornalismo só tem valor se for exercido com espírito público e ética:

1. Não tive, em qualquer momento ou em qualquer instância, nada a ver com a nomeação de meu irmão, profissional conceituado na área de petróleo, para a diretoria da ANP. Jamais intercedi junto a quem quer que fosse no Poder Executivo para sua indicação. Jamais pedi a qualquer membro do Senado, a quem cabe constitucionalmente aprovar ou recusar as diretorias das agências reguladoras, que olhasse com simpatia seu nome. Não movi uma palha nesse episódio. Meu irmão tem a vida profissional dele e eu, a minha.

O sr. Mainardi não é obrigado a acreditar no que digo. Mas, se não fosse um difamador travestido de jornalista, teria se esforçado para apoiar suas acusações em fatos que revelassem uma conduta inadequada da minha parte, e não apelado para trechos de discursos desse ou daquele parlamentar com referências à minha pessoa que não significam absolutamente nada. Sobre o que falam deputados e senadores nem eu nem o sr. Mainardi temos a menor responsabilidade. Qualquer pessoa medianamente informada sabe disso. Somos eu e ele responsáveis apenas pelos nossos atos.

Por isso, lanço-lhe um desafio. Se qualquer um dos 81 senadores ou senadoras ? um só, não é necessário mais do que um ? vier a público e afirmar que o procurei pedindo apoio para o nome de meu irmão, me sentirei sem condições de seguir em meu trabalho como comentarista político. Pendurarei as chuteiras e irei fazer outra coisa na vida. Em contrapartida, se nenhum senador ou senadora confirmar a invencionice do sr. Mainardi, ele deverá admitir publicamente que foi leviano e, a partir daí, poupar os leitores da ?Veja? da coluna que assina na revista.

Tudo ou nada, bola ou búrica. O sr. Mainardi topa o desafio ?

Se topa, proponho que escolha uma pessoa de sua confiança, enquanto eu pedirei à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) que designe um profissional acima de qualquer suspeita, para que ambos conversem imediatamente com todos os senadores e senadoras e ponham essa história em pratos limpos.

Se não topa o desafio, o sr. Mainardi estará apenas confessando que não tem compromisso com a verdade e deixando claro que não passa de um difamador.

Sei os riscos que estou correndo. Entre os 81 senadores, há vários que, em um ou outro momento, já foram frontalmente criticados por mim. Outros devem ter discordado inúmeras vezes de minhas opiniões e avaliações. É provável que haja, inclusive, quem, em algum episódio, tenha se sentido injustiçado por alguma palavra minha. Mesmo assim duvido que apareça um só senador, governista ou oposicionista, do Norte ou do Sul, veterano ou novato, que confirme a afirmação insultuosa do sr. Mainardi de que fiz tráfico de influência para nomear um irmão para a ANP. Duvido que apareça por uma razão muito simples: isso simplesmente nunca ocorreu.

2. Quanto à minha mulher, é funcionária pública há mais de 20 anos. E servidores públicos, sr. Mainardi, por incrível que lhe pareça, trabalham no serviço público. Não sei qual a razão de sua surpresa com o fato. Devo esclarecer que, embora seja profissional extremamente competente, com mestrado em planejamento social na London School of Economics, já tendo dirigido agências e programas nacionais na área, no momento minha mulher não exerce cargo comissionado e sequer tem função gratificada. Por que? Não sei. Coisas do serviço público …

Dados os esclarecimentos, sigo adiante.

Nem sempre concordo com o que escrevem Eliane Cantanhede, da ?Folha de S. Paulo?, e Helena Chagas, de ?O Globo?, também difamadas pelo sr. Mainardi no artigo mencionado. Mas isso não me impede de dizer que são duas tremendas profissionais, das melhores jornalistas deste país. Na nossa profissão, como em todas outras, há gente séria e gente que não presta, pessoas íntegras e pessoas sem caráter. Eliane e Helena estão na primeira categoria e me honra ter sido colocado na companhia delas. Para mim, desabonador seria o contrário.

Os ataques que sofremos Eliane, Helena e eu talvez sejam os mais graves, mas não são os primeiros que o sr. Mainardi lançou recentemente contra jornalistas. Nos últimos meses, semana sim, semana não, pelo menos duas dúzias deles, foram vítimas de investidas absolutamente desrespeitosas, carregadas de insinuações capciosas contra suas atividades e carreiras. Mas como ninguém deu pelota para os arreganhos do rapaz ? nem os jornalistas, que simplesmente não o levam a sério, nem os leitores da ?Veja?, que já se cansaram de ver um anão de jardim querendo passar-se por um gigante da crônica política ?, o sr. Mainardi decidiu aumentar o calibre de seus ataques. E partiu para a difamação pura e simples.

Vivemos numa democracia, felizmente. Todos têm o direito a defender suas idéias, mesmo os doidivanas, e a tornar públicas suas posições, mesmo as equivocadas. Em compensação, todos estão obrigados a aceitar que elas sejam criticadas livremente. O sr. Mainardi, por exemplo, tem a prerrogativa de dizer as bobagens que lhe dão na telha, mas não pode ficar chateado se aparecer alguém em seguida dizendo que ele não passa de um bobo. Pode pedir a deposição do presidente Lula, mas não pode ficar amuado se alguém, por isso, chamá-lo de golpista. Pode dizer que o povo brasileiro é moralmente frouxo, mas não pode se magoar depois se alguém classificá-lo apenas como um tolo enfatuado. Ou seja, o sr. Mainardi pode falar o que quiser, mas não pode querer impedir que os outros falem.

Mais ainda: o sr. Mainardi é responsável pelo que fala e escreve. Enquanto permaneceu no terreno das bobagens e das opiniões disparatadas, tudo bem. Faz parte da democracia conviver com uma cota social de tolices e, além disso, presta atenção no bobo da corte quem quer. Mas quando o bufão passa a atacar a honra alheia, substituindo as bobagens pela calúnia e as opiniões disparatadas pela difamação, seria um erro deixá-lo prosseguir na sua torpe empreitada.

No Estado de Direito, existe um caminho para os que consideram que tiveram a honra atacada por um detrator: recorrer à Justiça. É o que farei nos próximos dias. No processo criminal, o sr. Mainardi terá todas as oportunidades de provar que usei minha condição de jornalista para traficar influência. Como é mais fácil um burro voar do que ele dar substância às suas invencionices a meu respeito, estou confiante de que se fará justiça e o difamador será condenado pelo seu crime.

Desde já, adianto que, se a Justiça fixar indenizações por danos morais, o dinheiro será doado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e à Associação Brasileira de Imprensa. Não quero um centavo dessa causa. Não dou tanta importância a dinheiro como o sr. Mainardi, que já definiu seu próprio perfil: ?Hoje em dia, só dou opinião sobre algo mediante pagamento antecipado. Quando me mandam um e-mail, não respondo, porque me recuso a escrever de graça. Quando minha mulher pede uma opinião sobre uma roupa, fico quieto, à espera de uma moedinha?.

Prefiro ficar com Cláudio Abramo: ?O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter?. Mas, para tanto, o sr. Mainardi está incapacitado. Não porque lhe seja escassa a inteligência; simplesmente falta-lhe caráter. A história da moedinha diz tudo.

Da minha parte, seguirei fazendo o único jornalismo que sei fazer, o que busca dar informações ao leitor, ao telespectador, ao ouvinte, com inteligência e respeito, para que ele forme sua própria opinião sobre os fatos. Não quero fazer a cabeça de ninguém. Não creio que essa seja a missão da imprensa, ainda que alguns jornalistas e alguns órgãos de comunicação, de vez em quando, queiram ir além das suas chinelas. Existimos para informar à sociedade, e não para puxá-la pelo nariz para onde quer que seja.

E desse jornalismo não vou me afastar, apesar das mentiras, da gritaria e das difamações do colunista da ?Veja?.

O macartismo não me intimida. O sr. Mainardi, muito menos”

Os Velhacos da Grande Midia II

Luiz Nassif apud Cláudia Zardo:

“Com licença, tios poderosos…

Sim, podem torcer o nariz que a cidadã-sobrinha-chatonauta vai reclamar novamente:

Vocês captam os movimentos da sociedade? É bom começar a prestar atenção, pois ” vai respingar (piiii) em todos “. Ecos que ganham força no submundo da internet espalham : “chegou no limite dos limites da baixaria, da falta de responsabilidade, da manipulação e do abuso de poder”.

É a sociedade sinalizando. É sinal de que está passando da hora de reunir todas as raposas – as do bem e as do mal – e trabalharem em parceria numa campanha para melhorar a imagem da imprensa, e especialmente as atitudes – na prática- de alguns “profissionais” da imprensa. Operação pente-fino mesmo!

É verdade que a imprensa melhorou em muitos aspectos. Por outra ótica, contudo, é perceptível que aquele conto da maça podre -que contamina todas as outras – chegou ao mundo real e a audiência está sentindo o cheiro de podridão: há um movimento forte na sociedade anti-imprensa. Vocês mesmos estão destruindo o ganha-pão de vocês e de muitas famílias. Existe lógica no que estão fazendo?

Eu me pergunto : Será que no meio de homens que tão bons são com as palavras e com imagens, não existe um líder que seja visionário e capaz de pensar no todo? Capaz de reunir os da banda de lá e da banda de cá para pensarem no melhor para todos? Capaz de unir ao invés de dividir?

Senhores, sinceramente, agora não é hora de vocês brigarem entre si. Não é hora de ficarem medindo quem tem o ego maior ou quem fica com o naco maior dos dividendos ou com as glórias. Não é hora de atacarem uns aos outros nem é hora de apontar os erros alheios sem olhar para o próprio umbigo.

O que está feito não tem como ser mudado. Vou prevenir hoje o fato de amanhã. O fato é que se um cair, levará o resto com ele para o fundo. E aí ninguém vai ganhar mais nada. Todos vão perder o pouco e o muito que têm.

Está é passando da hora de pôr um breque, de colocar as diferenças de lado, de sentar com os amigos e inimigos e de usar todas as cabeças para avançar. Pra frente… pra frente…batalhão! É melhor todos empurrando para frente do que cada um puxando para um lado , pois assim ninguém vai sair do lugar.

Eu começaria pelo topo: colocando uma espécie de Corregedor-Geral para pôr limite em abusos como este da Veja. Não tem uma única informação consistente naquele desperdício de papel, de tempo e de árvores. E pior, quem sai perdendo não é a marca Veja, a imprensa inteira perde com os abusos de uns poucos. E se é a maior revista do País, imaginem o estrago que ela está fazendo na reputação de vocês?

Por favor, tios. Façam alguma coisa “juntos”. Empreguem juntos a inteligência em prol de todos, pois é assim que todos ganham individualmente.

Beijão e boa semana!”

Os Velhacos da Grande Midia I

Jornalistas experientes, atentos e de ilibada moral como os confiáveis Mino Carta, Luiz Nassif e Elio Gaspari (em que pese a contundente falta de respeito deste último contra todo e qualquer político que cometa algo errado’, seja do partido que for situação) são unânimes em apontar a tramóia da Grande Mídia pra cima do PT. A partidarização pelo PSDB, a torcida e a militância explícita de quem deveria pelo menos fazer de conta que sabe ser imparcial a favor da candidatura de Geraldo Alckmin ocasionou em uma série de factóides jogados a esmo, com o claro objetivo de incriminar o presidente Lula e de criminalizar o PT.

É muito triste ver alguns repórteres e colunistas famosos agindo como velhacos. Verdadeiros cafajestes histriônicos, que servem aos propósitos das elites. Como bem escreveu Carta hoje em seu blog:

“Sempre e sempre, a mídia nativa serviu o poder, salvo raras e honrosas exceções. Faz sentido, ela é uma das faces do próprio. Nunca, no entanto, a não ser há mais de quatro décadas, na preparação do golpe de 1964, e na campanha de 1989 a favor do caçador de marajás, a mídia nativa assumiu de forma tão desbragada o papel de partido político. Já disse neste espaço, e volto a repetir: só falta convocar a Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade. A desfaçatez, a hipocrisia, a má fé estão a ser exibidas em triunfo. A reportagem de capa da Veja desta semana, sobre os pretensos esforços do ministro Marcio Thomaz Bastos para ?blindar? Lula no caso dossiê, é uma aula de jornalismo às avessas. Aliás, este verbo, blindar, deveria ser banido das redações, como inúmeros outros vocábulos esbanjados ao longo de textos penosamente primários, todos eles representativos do lugar comum. A mídia nativa venera o lugar comum.”