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Se você
realmente gosta de futebol, é absolutamente impossível esquecer de Alex
de Souza. Este meia ágil, criativo, driblador e cerebral é dono de um
chute preciso no calibre, na distância, na colocação e na força – da
pequena área até a meia-distância.
Como ele, há muito poucos no
mundo. Vamos começar a procura? Deixemos de lado o Barcelona de
Ronaldinho e o Milan de Kaká. Vamos dar um tempo para o Porto de
Anderson (pois este, além de lesionado, ainda pode – e deve – evoluir
muito mais em função de sua juventude) e para outros dois barcelonistas
que, além de muito jovens, serão coadjuvantes de Ronaldinho ainda
durante muitos anos a seguir – o mexicano Giovani dos Santos e o
argentino Lionel Messi.
Depois da aposentadoria de Zinedine Zidane, o Real Madrid não
conseguiu encontrar outro craque no mesmo nível. Robinho, que sempre
foi mais segundo atacante do que meia-atacante, ainda não conseguiu
recuperar o brilhantismo dos tempos de Santos justamente por estar
sendo lentamente adaptado a um posicionamento mais recuado e está
ganhando massa muscular, a fim de chutar com força e precisão de longa
distância. David Beckham está no banco, Júlio Baptista foi para o
Arsenal (e irá se dar bem na Inglaterra – acredite). Por isso, o clube
merengue está desesperado, pentelhando o Milan para que lhe venda Kaká,
ídolo na Itália e melhor meia brasileiro no vexame da Copa da Alemanha.
Nenhum
dos grandes clubes ingleses com bala na agulha pra investir tem de onde
comprar algum jogador semelhante. O Chelsea precisa contentar-se com
seus meias atuais. Lampard, Essien, Ballack e Joe Cole são muito bons.
Porém, nenhum deles possui tanto talento quanto o quarteto brasileiro
Ronaldinho, Kaká, Alex e Juninho Pernambucano.
O Arsenal, depois
do envelhecimento e da recente aposetadoria do ex-craque holandês
Dennis Bergkamp, nunca mais se encontrou. O que mais se aproxima do
quarteto brasileiro em qualidade técnica é o jovem espanhol Cesc
Fabregas. Mas este também não tende a jogar tanto quanto Anderson,
Giovani dos Santos ou Messi no futuro. Há ainda a aposta em um prodígio ainda mais “verde” do que Fabregas: o inglês Carrick, que foi à Alemanha apenas para ficar esquentando o banco – assim como Parreira fizera com Ronaldo em 1994.
O Manchester United
apresenta um estilo de jogo e um plantel muito parecidos com os do
Chelsea, embora os Reds tenham a vantagem de ter gastado menos do que
os Blues do norte de Londres com atacantes mais velozes e de menos
idade do que o rival. Cito aqui Wayne Rooney e Cristiano Ronaldo.
Porém, ambos são atacantes, não são meias cerebrais.
Na minha
opinião, Alex, que já encantou os torcedores do Coritiba, do Palmeiras
e do Cruzeiro é, para mim, melhor do que Kaká, Ricardinho e Juninho
Pernambucano.
Como nunca, ele está matando a pau na Turquia, pelo Fenerbahçe.
Alex ainda tem idade para ser um veterano ídolo em forma para a Copa de 2010 na África do Sul. Desde 1998, ele tem sido esquecido por todos os técnicos. Poderia ter disputado três Copas do Mundo com destaque, mesmo que fosse reserva, pois certamente entraria em quase todas as partidas para alterar a ordem das coisas.
Embora esteja pessimista quanto a uma convocação do craque, fico torcendo para que Dunga não se esqueça dele.
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