VíDEO: Paródia do Título Mundial Colorado

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Narração da Gaúcha + balões tripudiando em cima do Barça.

Clip divertidíssimo e muito criativo!

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VíDEO: GOL! Adriano Gabiru 1×0 Barcelona

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“Uh! Uhu! Adriano Gabiru!”

Quem diria: por incrível que pareça, justamente o mais contestado jogador do plantel colorado deu à torcida do Internacional a sua maior glória em todos os tempos.

Nada como um dia após o outro! ;)

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VíDEO: INTER 2 X 1 AL AHLY. GOL DO ALEXANDRE PATO EM JAPONÊS

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Narração e legendas em japonês do gol que abriu a campanha para o título mundial colorado no Japão.

Esse guri é iluminado!

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VíDEO: Alexandre Pato Levando no Ombro

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Alexandre Pato, o menino-prodígio colorado, fazendo malabarismo com a bola sobre o ombro na semifinal do Mundial de Clubes da FIFA contra o Al-Ahly (EGY).

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[FCWC] SC INTERNACIONAL 1×0 FC BARCELONA

Para a alegria imensurável e gratidão eterna de todos os colorados, o Internacional obteve o maior título de sua história de maneira justa, leal e competente. Foi fisicamente resistente, disciplinado taticamente e organizado administrativamente. A conquista do último domingo, 17/12/2006, em Yokohama, no Japão, coroou o esforço dos mais capazes. Ninguém merecia mais esse título na Catalunha do que em Porto Alegre, uma pequena metrópole provinciana no sul do Brasil.

Porto Alegre destoa tanto do resto do Brasil que seu clima nem tropical é. Não tem praia. Tem um lago chamado de rio. Tem um povo que torce mais pelos seus próprios clubes do que pela seleção nacional. Eventualmente, se irrita com o próprio país e torce contra – com toda a justiça, diga-se de passagem.

Pois essa cidade de aproximadamente 1,5 milhão de habitantes acaba de ser contemplada, laureada, presenteada e abençoada com o seu segundo título mundial de futebol masculino profissional! ;)

No mesmo palco do pentacampeonato mundial da Seleção, finalmente o clube alvi-rubro da capital de todos os gaúchos conseguiu igualar a proeza de seu tradicional adversário, o Grêmio FBPA, que já é campeão mundial de clubes desde 11/12/1983.

Antes da partida, só se falava em Barcelona, Ronaldinho, Deco, etc. A constelação blaugrana ainda é mais forte do que pelo menos 70% das 32 seleções que disputaram a Copa da Alemanha. Enquanto isso, qualquer comentarista esportivo, dirigente, técnico ou jogador brasileiro atuando dentro do país em pleno gozo de suas faculdades mentais sabia que, mesmo que possível, não estava sendo esperadauma vitória colorada.

Daria para montar pelo menos três escretes brasileiros em condições de disputar para ficar pelo menos entre os oito primeiros colocados em uma Copa do Mundo apenas com os jogadores que atuam na Europa. Em compensação, o Campeonato Brasileiro vem decaindo de qualidade ano após ano, em função da ida de nossos melhores talentos para o Velho Mundo de maneira cada vez mais precoce: eles não chegam a vingar aparecer aqui por mais de uma temporada.

Já os catalães possuem o capitão e mais dois titulares da seleção da Espanha (Puyol, Xavi e Iniesta); o capitão da seleção do México (Rafa Márquez); o pentacampeão mundial pelo Brasil, Edmilson; o vice-campeão da Euro 2004 e 4º colocado na última Copa, o português Deco; dois atacantes da seleção da Argentina (Saviola e Messi); o melhor centroavante do mundo, Samuel Eto’o; e, finalmente, ele, o jogador mais caro, mais alegre e mais espetacular do planeta, Ronaldinho.

Quanto ao jogo, o Barça mostrou durante todo o primeiro tempo sua maior qualidade técnica, principalmente através de Deco, o principal armador do time. Em duas oportunidades, ele avançou e serviu ao veloz baixinho francês Giuly, que serviu ao centroavante islandês Gudjohnsen. Na primeira vez, ele cabeceou livre, ao lado esquerdo da baliza de Clemer. Na segunda, não consegiu chutar bem.

Deco também arriscou de fora da área com certo perigo, mas a bola subiu demais.

Ronaldinho teve duas chances: uma delas foi a sua jogada clássica – uma cobrança de falta. Ele esperou a barreira saltar e bateu rasteiro, forte, com efeito. Bem posicionado, Clemer defendeu em dois tempos. Na outra, driblou um marcador pela esquerda, invadiu a área e seu chute foi interceptado pelo corajoso capitão Fernandão, que literalmente deitou-se na frente da bola.

O lance mais polêmico de toda a partida foi outra jogada de Ronaldinho. Ele invadiu a área pelo lado esquerdo, mas foi derrubado por uma mão nas costas. Um suave empurrão encoberto pelo próprio corpo do zagueiro índio. A arbitragem não considerou falta e deixou seguir.

Quem mais deu trabalho ao Internacional na primeira etapa foram Deco, Ronaldinho, Giuly, Gudjohnsen e o lateral-direito italiano Gianluca Zambrotta. O tetracampeão mundial pela Squadra Azzurra na Alemanha foi o responsável pela eficiente marcação sobre o noviço Alexandre Pato (que só teve uma chance no 2º tempo) e apoiou o ataque junto com Giuly e Deco.

Os primeiros 45 minutos, embora marcados pela maior posse de bola e maior quantidade de chances de gol dos blaugrana, não apresentou uma superioridade avassaladora do campeão europeu, que teve quase todas as conclusões interceptadas pelos volantes Edinho e Wellington Monteiro e pela eficiente dupla de zaga formada por índio e Fabiano Eller.

O Colorado não jogou retrancado, fechado, atrás, esperando o Barcelona. Caso contrário, seria suicídio. Contra os catalães, o ataque (ou o contra-ataque) é a melhor defesa. Contudo, apesar da desconfiança em relação à solidez da dupla de zaga formada por Carles Puyol e Rafael Márquez, as faltas e a marcação forte do volante brasileiro Tiago Motta evitaram o mano a mano de Fernandão, Iarley e Pato em vários lances. Pelas laterais, Ceará foi obrigado a ficar atrás, pois quem caía pelo seu lado era ele, Ronaldinho. No lado esquerdo, Rubens Cardoso subia mais e Iarley tinha um pouco mais de espaço disponível do que o menino Pato do outro lado.

As tentativas pelo alto de ambas as partes foram muito mal-sucedidas. O Barcelona teve vários escanteios a mais do que o Internacional que, por sua vez, preferia alçar bolas para a área, principalmente através de Rubens Cardoso e Alex. Em ambos os casos, as defesas superaram – e muito – os ataques.

No 2º tempo, muita coisa mudou. O Inter conseguiu aumentar o seu tempo com a bola nos pés, adiantou e apertou ainda mais a marcação. Zambrotta, um perigo constante para os colorados antes do intervalo, lesionou-se e teve que ser substituído por Juliano Belletti, pentacampeão mundial em 2002 com Felipão como reserva de Cafu e herói do título da UEFA Champions League, autor do gol da virada contra o Arsenal. Esta foi a primeira séria defecção dos catalães.

Mais adiante, várias faltas depois, Tiago Motta levou seu cartão amarelo. Como corre risco constante de expulsão devido à sua característica imposição física agressiva, foi substituído pelo melhor passador do plantel blaugrana, o baixinho Xavi. Motta só jogou porque outro brasileiro, Edmilson, passou o Mundial de Clubes inteiro com problemas intestinais e perdeu muito líquido. Esta foi uma enorme perda para Frank Rijkaard.

Contra um adversário forte como o Inter, Giuly e Gudjohnsen provaram que, apesar de bons jogadores, não são excelentes como os titulares de suas respectivas posições, Lionel Messi e Samuel Eto’o, que são muito mais velozes, mais fortes e mais brilhantes tecnicamente. Essas perdas foram certas, pois ambos lesionaram-se no Campeonato Espanhol. O que não se esperava é que a diferença entre os titulares e os reservas do ataque barcelonês se fizesse tão grande justamente diante do desafio mais importante para o clube desde 1992.

Gudjohnsen, no final, quando o time já havia sofrido o gol, deu lugar a Ezquerro, um centroavante comum, de área, que só funciona quando a bola chega exatamente nele. E a bola não chegou.

As circunstâncias que levaram o Barcelona a perder três titulares importantes para a decisão não diminuem a virtude colorada, assim como não se pode questionar as convicções do técnico holandês Rijkaard durante o jogo por pura falta de opção.

Rijkaard ganhou o Mundial Interclubes duas vezes como jogador, em 1989 e em 1990, e ajudou o Ajax a chegar lá liderando o jovem time que levantou a Champions em 1995. Foi um meia brilhante e é um técnico vencedor. Contudo, A necessidade de utilizar e depois perder Motta e a perda da ofensividade com a lesão de Zambrotta custaram-lhe um preço que ninguém gostaria de pagar.

Abel Braga estudou muito com os jogadores a recente vitória do Chelsea sobre o Barcelona pela Champions 2006/2007, a fim de mostrar-lhes que ninguém é imbatível e que a marcação deveria adiantar-se tanto quanto a dos blaugrana. A chance colorada era em aproveitar um raro contra-ataque em velocidade.

E foi o que aconteceu, aos 36 minutos. Edinho interceptou de cabeça uma bola mal rifada vinda do campo de
defesa do Barça. Também de cabeça, o jovem Luiz Adriano (que decidira a
semifinal contra o Al-Ahly), substituto de Pato, cansado e inoperante,
fez um excelente lançamento para Iarley. Em velocidade, deu um corte seco em Puyol e tirou o capitão do Barcelona da jogada. Poderia ter escolhido Luiz Adriano na direita, mas preferiu o sempre contestado Adriano Gabiru (que já havia mudado o Gre-Nal do 2º turno do Brasileirão definindo o clássico em pleno estádio Olímpico Monumental), que entrava mais rapidamente pela esquerda. Adriano passou por Belletti, que errou o carrinho, e ficou frente a frente com o pequenino goleiro Victor Valdés. De perna direita, o 16 colorado (o mesmo número do predestinado gremista de 1995 e 1996, Jardel) deu um tapa à meia altura, em direção ao canto esquerdo. Valdés ainda tocou na bola, mas ela entrou quase no meio do gol.

Essa foi a história do segundo título mundial para o futebol porto-alegrense, gaúcho e sulino.

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