Pra começo de conversa, peço imensas desculpas a todos os leitores (que, infelizmente e – oxalá – por enquanto ainda são poucos): confesso que ando muito descuidado em relação à assiduidade dos posts no Palanque, mas prometo melhorar. ;)
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Até que enfim: jornalista comprometido precisa ser responsabilizado pelo que fala ou deixa de falar e deve, acima de tudo, deixar claro que vociferam em função das suas conexões com políticos de direita, latifundiários, banqueiros e megaempresários ou pelegos, ou estrangeiros sem o objetivo de contribuir para o crescimento social, econômico e cultural do país.
No dia 29/01, o sempre bem-informado, corajoso e, acima de tudo, independente Daniel Pearl publicou, em seu excelente blog Desabafo País, que o ex-ministro do Governo Lula, Luiz Gushiken, solicitou ao Ministro da Justiça e ao diretor-geral do Departamento da Polícia Federal, delegado Paulo Lacerda, que investigasse os jornalistas Diogo Mainardi (já citado neste blog), Lauro Jardim (da coluna Radar, do mesmo papel higiênico chamado Veja, da editora Abril da família Civita), Leonarto Attuch (editor da Istoé, que já foi uma boa revista em meados da década de 1980), além do sempre suspeito empresário, banqueiro ou seja lá o que for Daniel Dantas.
Gushiken reage contra a difamação que sofreu em virtude de um assalto sofrido por ele e por sua família, no qual os ladrões roubaram algo entre $2,400.00 e $2,700.00, ao contrário da mentirada que Jardim escrevera, afirmando que o ex-ministro comprara um vinho francês e fumara um charuto caríssimos, inventando que a conta do restaurante dera em torno de R$3.500,00. Gushiken forneceu todas as provas em contrário a Jardim e seu direito de resposta não foi publicado.
A bronca com Dantas, Attuch e Mainardi vem da arapongagem ilegal cujos resultados foram inventados contra o ministro, através da firma estado-unidense de espionagem Kroll, a serviço de Dantas. Os jornalistas publicaram em Istoé e Veja, respectivamente, uma série de inverdades, onde envolviam o ex-ministro em falcatruas jamais comprovadas, das quais tinha documentos de sobra para se defender.
A notícia inicial surgiu do graaande Conversa Afiada, do Paulo Henrique Amorim. O jornalista recebeu uma carta do próprio ministro que, obviamente, tinha a intenção de que o fato virasse notícia e fosse divulgado através do veículo capitaneado por um profissional de ilibada reputação, profundo conhecedor da Grande Mídia.
Afinal de contas, para atingir a opinião mais exigente e menos servil do internauta, só mesmo através de alguém que conhece a linguagem necessária a fim de obter rápida difusão entre a parcela da população que mais cresce, que é a verdadeira classe média – a C.
Já citei, em um post antigo, links para o blog e para o podcast do péssimo Diogo Mainardi. Ele pode até conhecer a técnica da crítica e ser “bem-relacionado” – pelo menos de acordo com o público ao qual precisa prestar contas e para quem deseja comunicar.
O que ele oferece como informação não tem qualidade: não por pensar diferente de mim, mas porque se a função do jornalista é buscar a verdade dos fatos para informar a todos, ele não a cumpre, pois a verdade de poucos para poucos não passa de uma grande mentira.
Link para o que eu falei a respeito do comprometimento dele e do investimento por parte de um patrocinador do seu folhetim para a elite paulistana, carioca, belo-horizontina, recifense, soteropolitana e porto-alegrense.
Mas link para o que ele faz, não merece. No máximo, para a esmagadora maioria de comentários contrários à minha visão. Como este espaço é livre, faço questão de responder às críticas e sugestões, embora minha posição seja bem clara.
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