Michel Platini é o Novo Presidente da UEFA

Depois de 17 anos, o sueco Lennart Johansson perdeu a eleição à presidência da UEFA para o eterno ídolo francês Michel Platini. Dos 52 votos dos delegados representantes de cada uma das confederações filiadas, Platini recebeu 27 votos; Johansson, 23. Dois votos foram anulados.

Platini é o sétimo presidente da história da UEFA e o segundo da mesma nacionalidade.

O ex-craque do Nancy, do Saint Etiènne, da Juventus e, obviamente, dos Bleus, maior jogador francês de todos os tempos, é o primeiro presidente da confederação européia de futebol nascido após a sua fundação: a UEFA é de 1954 e Platini é de 1955.

Reproduzo, abaixo, trechos da entrevista do novo presidente:

Você conquistou diversos troféus em sua carreira: Campeonato Europeu de Seleções, Copa dos Campeões e Recopa. Há como comparar esses títulos com a vitória de hoje?

Não muito. Quando você vence dentro de campo, você está junto de seus companheiros de time, dá uma volta olímpica e era isso. Aqui, é o início de uma nova aventura. É um novo começo. Logo, a situação é um pouco diferente.

Esta aventura se inicia imediatamente? Quais serão os primeiros passos?

Nós temos uma primeira reunião do Comitê Executivo nesta tarde (hoje, sexta). Nós temos que nomear os vice-presidentes. Eu não preparei nada antes das eleições. Agora, irei começar meu trabalho, ouvindo e consultando as pessoas, conversar com Lennart Johansson.

Lembrando Lennart Johansson e seus 17 anos como presidente da UEFA, qual o legado que ele deixou para você?

O que ele obteve não pertence a ele mas, sim, às federações nacionais e ao futebol europeu como um todo. Lennart é uma pessoa pela qual tenho tido em altíssimo conceito, apesar de ter lutado muito contra ele. Foi muito corajoso por voltar e concorrer a um novo mandato após ter decidido aposentar-se. Gosto muito dele como pessoa, tanto é que pedi imediatamente para que ele fosse nomeado Presidente Honorário, pois eu gostaria que ele permanecesse conosco e compartilhasse os bons e os maus momentos com a gente e nos ajudasse com seus conselhos e com a sua experiência. Uma pessoa que esquece do passado não tem futuro.

Você sempre foi um futebolista romântico. Suas atitudes perante o futebol irão inspirá-lo para as suas futuras obrigações?

Felizmente, eu sou um romântico. Nós vivemos em um mundo civilizado, onde o futebol é um grande esporte, um tesouro, uma jóia. É bom que ainda existam românticos: 99,99% das pessoas são românticas que amam os artistas, os jogadores e o futebol. Não há apenas política, negócios, violência, hooliganismo e corrupção no futebol. Há tantas coisas belas no futebol… E eu faço parte daquelas pessoas que defendem essas coisas. Futebol também é um jogo. Não podemos nos esquecer disso.


Tive que fazer uma pausa pra chorar. :)

Mas é isso, mesmo: desde Pelé, nenhum outro jogador foi tão vitorioso em um clube. Em Copas do Mundo, apenas Maradona encantou mais do que ele. O cara tentou ser técnico, ficou quatro anos à frente da seleção do seu país sem ter tido nenhuma experiência anterior em algum clube, numa França tão crítica e exigente. Depois, virou um dirigente muito bem-sucedido: foi vice chairman do comitê organizador da Copa de 1998 e é vice-presidente da Federação Francesa de Futebol.

No próximo post, algumas medidas polêmicas de um presidente que pretende diminuir a diferença entre os pequenos e os grandes países.

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Jardel Tenta a Sorte no Chipre

Nada como uma boa surfada pelo site da UEFA: quando pensava em postar sobre o novo presidente do futebol eutropeu, descobri uma notícia insólita, publicada em 18/01/2007.

Mário Jardel, ex-ídolo do Grêmio, do Porto e do Sporting, foi goleador da Libertadores de 1995 (quando consagrou-se com a camiseta nº 16) e duas vezes Chuteira de Ouro como o homem-gol da Europa em 1999 e em 2002.

Depois de tantas andanças após seu futebol e seu casamento terem degringolado em função das noitadas regadas a muito àlcool, o veterano centroavante de 33 para 34 anos, há muito tempo fora de forma e desmotivado, já passou por um monte de clubes, sempre sem sucesso. Dentre eles, o Bolton Wanderers/ENG, o Ancona Calcio/ITA, o CA Newell’s Old Boys/ARG, a SE Palmeiras/BRA, o EC Goiás/BRA e, ultimamente, o SC Beira-Mar/POR, por onde marcou apenas três gols em 12 partidas disputadas.

Agora, ele tenta novamente a sorte. Desta vez, em um contrato de apenas cinco meses de duração, com opção para mais uma temporada completa. Jardel irá desbravar o mercado cipriota, onde tentará, faltando apenas nove rodadas para o final, ajudar o terceiro colocado Anorthosis Famagusta FC a tirar quatro pontos de diferença para o líder Apoel FC, da capital Nicosia.

Jardel diz que sua meta é fazer 10 gols nos nove jogos que restam. Ele não consegue chegar a uma média sequer parecida com esta (0,8 que seja) desde a temporada 2001/2002 pelo Sporting.

Ele estava esquecido no Vasco. Se não fosse o interesse do Tricolor dos Pampas, teria sido emprestado ao pequeno Botafogo de Ribeirão Preto, do interior do Estado de São Paulo. No Grêmio, formou uma inesquecível dupla de ataque com o pequenino e esperto “Diabo Loiro” Paulo Nunes. Dos pés de Jardel, saiu a maior parte dos gols que tornaram o Grêmio do hoje mundialmente consagrado Felipão bicampeão gaúcho, campeão da Libertadores e vice campeão mundial entre 1995 e 1996.

Não é apenas a paixão clubística e a memória afetiva que me deixam triste ao ver que um cara que tinha tudo para ter uma carreira inteira como rei se perdeu. Ele tem a minha idade.

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Grêmio: Time Original, Publicidade "Falcatrua"

Tenho muito a dizer sobre o que penso dos episódios recentes e passados de violência absurda praticada por falsos torcedores que se fazem passar por alegres integrantes do bonito espetáculo que a Geral do Grêmio oferece às TVs de todo o mundo, para deleite dos fotógrafos escalados para cobrir as partidas do Tricolor dos Pampas no Olímpico Monumental.

Também tenho muito a dizer sobre o bom plantel que está sendo montado para a exigente e esperançosa temporada de 2007, onde enfrentaremos a Libertadores, nosso maior sonho.

Todavia, este post tem como tema principal algo que não posso deixar passar batido, pois sou profissional da área: o diretor de arte responsável, o diretor de criação da agência SLM/Ogilvy e o marketing do Grêmio tiveram a cara-de-pau, a falta de sensibilidade, a ignorância e a total falta de (boa) inspiração de lançarem na mídia uma campanha cuja peça mais vista teve como imagem de fundo uma foto do tradicional adversário levantando a Copa Libertadores. O único trabalho que tiveram foi o de trocar o fundo vermelho pelo azul e de vetorizar a foto.

Agradeço a imagem publicada pela mente irreverente, ácida e criativa do blog Kibe Loco, de Antonio Tabet. Confiram,  a imensurável falta de talento:

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Ronaldo: Moratti e a Inter Ressentidos


Como dizem na Itália, “è finito” o relacionamento de Ronaldo com o Real Madrid. Segundo Ernesto Bronzetti, conselheiro milanista para o mercado espanhol, o Milan pagará €6 milhões pelo maior goleador cumulatuvo de todas as Copas do Mundo.

Aos 31 anos incompletos (o aniversário dele será em setembro), ao que tudo indica, o Fenômeno perdeu o prazer pelo Real Madrid e pela Espanha. Suas longas noitadas e seus rápidos namoros com belas mulheres estão minando a capacidade física do craque que, pela idade, ainda pode ter cerca de duas ótimas temporadas, caso resolva levar o seu corpo e o seu ofício com responsabilidade, interesse e, acima de tudo, prazer.

Sou fã desse cara. Ele é pouco mais de três anos mais novo do que eu e, quando surgiu no Cruzeiro em 1993, eu já pregava a convocação dele para a Copa de 1994. Parreira o levou, mas Ronaldo sequer entrou em campo: foi para os EUA esquentar banco. Embora imaturo, ele poderia ter feito mais do que Viola (que jogou bem melhor do que Romário e Bebeto na melodramática final contra a Itália).

Ele jogou uma temporada e meia pelo Cruzeiro, com média de um gol por partida. Na Holanda, pelo PSV, disputou duas temporadas. Na Espanha, que foi quando a mídia estava mais em cima, ele explodiu de vez, com apenas uma temporada. Depois, foram cinco temporadas pela Internazionale. Duas vezes vice-campeão italiano, uma vez campeão da UEFA Cup e Bola de Ouro como goleador máximo da temporada 1997/1998 na Europa inteira. Em 2000, rompeu o tendão patelar (que une os músculos anteriores da coxa com o joelho) da perna direita.

Um ano e meio depois, feito fênix, renasce das cinzas sob o pulso forte de Felipão para tornar-se o primeiro goleador de uma Copa com mais de 6 gols desde 1958.

Além do pentacampeonato mundial pelo Brasil, na metade de sua primeira temporada pelo Real Madrid, Ronaldo participou da conquista da Copa Interncontinental (antigo Mundial Interclubes), em dezembro de 2002.

Em 2003, recebeu sua segunda Bola de Ouro por ter sido o goleador da Europa da temporada 2002/2003.

O homem não é pouca coisa. Todavia, hoje, seu corpo demora muito mais tempo para recuperar-se de um mau condicionamento físico (perda de tônus muscular +  perda de elasticidade + perda de explosão + perda de fôlego + excesso de peso) do que há cinco anos atrás.

Ronaldo sempre teve as portas abertas para voltar à Inter. Contudo, o clube neroazzurri da capital italiana da moda conta hoje com Adriano e Ibrahimovic como titulares e com Crespo no banco. A Inter é campeã italiana, levantará seu segundo scudetto consecutivo com toda a certeza lá por abril ou maio e, de quebra, é bicampeã da Coppa Italia e está muito bem, obrigado, na UEFA Champions League. Apesar do imenso apreço do acionista majoritário e presidente interista Massimo Moratti, a realidade de Ronaldo não parece ter interessado ao técnico Roberto Mancini.

Então, o arqui-rival interista, o bom Milan de Kaká, Pirlo, Gattuso, Dida, Cafu, Ricardo Oliveira, Gilardino e Kaladze, de propriedade do magnata e ex-primeiro ministro de direita Silvio Berlusconi, tratou de acreditar no potencial do craque brasileiro: desgastado em Madrid, o Fenômeno foi perdendo tanto o seu prestígio que acabou sendo negociado quase de graça, para os atuais padrões monetários do Velho Mundo.

Ele está, neste momento, assistindo à partida entre Milan x Roma pela Coppa Italia.

Desejo muita sorte ao Fenômeno, apesar da faixa da torcida interista acima deste texto e da crítica de seu talvez ex-segundo pai Moratti.

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68 Anos Sem Mathias Sindelar


Hoje, 23/01, é o 68º aniversário do fim do lendário Mathias Sindelar, o maior jogador austríaco de todos os tempos.

Sindelar nasceu em Kozlov, perto de Jihlava, na província tcheca da Morávia – então parte do Império Austro-Húngaro – no dia 10/02/1903 (mesmo ano do Grêmio e do meu avô, Edegar Paz Padilha).

Ele foi um atacante muito habilidoso, rápido e tão leve que seu apelido era “homem de papel” (der papierene, em alemão). Além dos dribles e da conclusão fria e precisa, uma de suas principais habilidades era a de, apesar do seu porte franzino (dizem que era mais fracote do que Zico na adolescência ou do que Robinho antes de ir para a Espanha), escapar facilmente do bote dos zagueiros grandalhões.

Sindelar fez parte da seleção austríaca que encantou o mundo na década de 1920 até o início da década de 1930, chamada de Wunderteam (Time Maravilhoso, em alemão). Em um dos últimos grandes momentos dessa seleção magnífica, a Áustria foi 4ª colocada na Copa de 1934, na Itália, quando perdeu de maneira suspeita para os anfitriões nas semifinais.

Pouco depois, a Alemanha nazista anexou a Áustria, forçando os remanescentes daquela equipe a representarem a seleção alemã. Segundo informações fonecidas pelo apresentador Dudu Monsanto no programa Pontapé Inicial da ESPN Brasil, houve um amistoso entre Alemanha x Áustria, orquestrado para dar a impressão de que os austríacos deveriam aceitar a “unificação” numa boa. Por debaixo dos panos, diz-se que os austríacos estavam proibidos de marcar gols e que deveriam facilitar a vida dos atacantes alemães.

Parece que a Alemanha venceu por 2×1, mas o gol de Sindelar foi considerado uma afronta, mais ou menos do nível das medalhas obtidas pelo velocista estado-unidense Jesse Owens na Olimpíada de Berlim, em 1936, diante do ditador alemão de origem austríaca Adolf Hitler.

O melhor amigo de Sindelar, Gustav Harmann, após pôr a porta abaixo, encontrou-o morto no apartamento da companheira Camilla Castagnola, uma italiana. Ela ainda respirava, porém morreu sem voltar à consciência. Os corpos estavam nus e havia taças de vinho na sala.

A fonte não-informada pesquisada por Eduardo Monsanto diz que Sindelar cometera suicídio porque seria judeu e jamais aceitara o nazismo. Como o regime ditatorial anti-semita da Alemanha de então não permitia enterro com honras de chefe de Estado para suicidas e para prisioneiros de guerra, supõe-se que alguém tenha pago um perito para que este declarasse morte acidental.

Duas outras hipóteses de suicídio ou de assassinato foram lançadas ao vento. A primeira, em matéria do jornal austríaco Kronen Zeitung dizia que “tudo aponta para que este grande homem tenha sido vítima de assassinato por envenenamento”.

A outra hipótese foi levantada pelo escritor Friedrich Torberg: em um de seus poemas, Torberg afirma que “Sindelar matou-se porque sentia-se ‘sem dono’ por conta da ‘nova ordem’ (o regime nazista sobre a Áustria)”.

Na Wikipedia, o verbete Mathias Sindelar fala em suicídio. Desafiando os competentes repórteres, apresentadores, comentaristas e produtores do melhor canal de esportes da América Latina, a ESPN Brasil, acredito mais na versão do comentarista alemão Uli Hesse-Lichtenberger, do ESPN Soccernet europeu, em artigo publicado em 18/07/2003, onde ele fornece dados mais precisos e detalhados sobre os últimos anos da vida do craque austríaco.

Antes de entrar em Lichtenberger, eu já achava muito estranha a possibilidade de suicídio, pois não haveria o menor sentido em Camilla matar-se junto. Primeiro, porque não acredito que, em pleno século XX, uma história de amor a la Romeu e Julieta fizesse sentido. Segundo, porque só mesmo sendo um insano psicótico para premeditar a cena usando a namorada para “enganar a torcida” dessa forma.

Segundo as fontes não-declaradas de Lichtenberger, Sindelar foi para Viena aos três anos de idade porque seu pai buscava uma condição melhor de vida. Ele nascera na Morávia, região tcheca onde havia muitos judeus pobres. Viena foi um centro de prosperidade para imigrantes judeus vindos de vários pontos da Europa Oriental e a esmagadora maioria dos imigrantes judeus pobres morava no bairro operário ironicamente chamado Favoriten. O craque começou como quase todos os boleiros pobres ou, seja, jogando na rua, na sua vizinhança pobre. De maneira geral, a gênese social de grande parte dos judeus na Europa foi severamente sofrida.

Contudo, seus pais eram católicos.

Sindelar jogou praticamente toda a sua carreira no clube Austria Wien, que era conhecido como um clube judeu. Ora, caso ele fosse judeu, teria que se esconder ou sumir do mapa, como o fizeram seus companheiros de time verdadeiramente judeus. Até onde se sabe, Sindelar jamais foi perseguido. Ele apenas mostrou-se descontente com a anexação da Áustria pela Alemanha e ponto final.

Cinco meses antes da tragédia, em setembro de 1938, Sindelar comprou a cafeteria da qual sua namorada Camilla Castagnola tornou-se a proprietária de fato. O ex-dono da cafeteria era um judeu falido de nome Leopold Drill. Sindelar, ao contrário do que a maioria dos germânicos fazia com os judeus pobres, estranhamente pagou pelo estabelecimento comercial um valor justo. Em tese, este seria um motivo para que a SS perseguisse o ex-jogador e/ou sua companheira. Mas não houve nada disso.

Não fazia o menor sentido preseguirem Sindelar ou Castagnola, pois ela era italiana. Como se sabe, a Itália fascista de Benito Mussolini era mais do que amiga da Alemanha nazista de Adolf Hitler.

Outro atenuante para o casal era o fato de que nenhuma fonte aponta se eles demonstraram alguma atitude filantrópica a favor dos judeus a la Schindler ou não. Portanto, apesar da truculência daqueles tempos difíceis, não havia prova alguma contra ou a favor deles. Impossível nos tempos de hoje não existir nenhum indício a favor ou contra a dupla. Logo, todo mundo é inocente até prova em contrário.

Caso Sindelar quisesse se matar por razões futebolístico-ideológicas, seria mais coerente tê-lo feito ainda no auge de sua carreira. Na data de sua morte, o ex-craque estava prestes a completar 38 anos de idade.

Convenhamos: aos 38 anos, praticamente nenhum jogador tem mais pernas para agüentar o futebol competitivo, profissional, em alto nível. Isso nunca foi normal, apesar dos exemplos de Roger Milla, Manga, Zico, Pelé, Bobby Charlton, Arthur Friedenreich, Romário e outros. Sindelar largou a bola antes que ela o largasse – essa que foi a verdade.

Aquele grande time austríaco de uma década antes já estava velho e fora dissolvido pelos nazistas (até aí, nada a ver com anti-semitismo). Outra informação fornecida pelo colunista alemão do ESPN Soccernet dá conta da radical mudança tática criada por um novo técnico austríaco (Karl Rappan) que já estava sendo copiada por todo o continente europeu: o velho e ultra-ofensivo 2-3-5 dava lugar agora ao WM, o chamado “ferrolho suíço”. Tal sistema mais a idade avançada e a dissolução daquele time sensacional determinaram o final da carreira de Mathias Sindelar e era isso.

Voltando ao caso da intoxicação do casal, uma das duas chaminés do apartamento apresentava defeito. Dias antes, os vizinhos já haviam reclamado da fumaça tóxica (gás carbônico ou CO2) emitidos pelo sistema de emissão de gases do apartamento da namorada do ídolo.

Ora, ora… Depois de uma empolgante noite de amor entre um atleta e uma italiana caliente regada a um bom vinho, é natural que os amantes desfaleçam exaustos. Tal estado de torpor infelizmente não permitiu que eles despertassem e abandonassem o ambiente intoxicado imediatamente.

Encerrando este post com futebol do bom e do melhor, a grande lembrança de Sindelar foi a de um gol de placa que ele fez contra a Inglaterra em 1932. Apesar da derrota, o fato foi chamado pela imprensa inglesa de “o gol do século na partida do século”.

Enfim, um homem comum e uma mulher comum sofreram um acidente bobo, porém nada incomum.

Não seria mais fácil lembrarmos do craque “as he was” ao invés de acreditarmos em uma lenda urbana criada para espetaculizar os fatos?!

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