O Grêmio não é veloz, não toca de primeira e arrisca pouco de longe. Sem volantes de contenção, adiantou demais Lucas e Diego Souza, pois Tcheco e Ramon foram muito bem marcados. Sem meio-de-campo pra marcar forte, errou muitos passes e levou diversos contra-ataques. Nenhuma jogada pelas laterais deu certo porque nossos homens que jogam aberto têm baixo índice de acerto nos cruzamentos. Sem Tuta ou Douglas, perdemos a referência na área.
O Cucuta Deportivo, por sua vez, tem um ótimo técnico, um excelente preparador físico e um plantel parelho, onde os piores jogadores não são tão ruins assim. A velocidade e as trocas de passe de primeira bagunçaram a marcação tricolor. E, enquanto o Grêmio pensava o jogo com lentidão e as iniciativas de Diego Souza, Carlos Eduardo e Lucas foram pessimamente concluídas, os colombianos assustaram mais.
O Grêmio ganhou fora do time mais fraco do grupo. E o péssimo jogo entre os dois colombianos provou não que ambos os times são ruins mas, sim, que se conhecem tão bem que se anulam mutuamente.
Em 2003, perdemos nas quartas-de-final para o DIM (Deportivo Independiente de Medellín), que só foi eliminado na semi pelo Santos, o vice-campeão, por diferença mínima.
O DIM tinha mais qualidade do que Cucuta Deportivo e Deportes Tolima. Mas era exatamente o mesmo estilo de jogo: muito veloz, na base do domina-e-passa, com precisão e sem firula.
O campeão de 2004, o Once Caldas, era um meio-termo de qualidade entre os atuais adversários do Grêmio e o DIM: marcava mais forte e especulava menos, porém com um índice de acerto mais alto.
É bom aprender com os erros e mudar pra melhor enquanto há tempo. Mas há que se respeitar o outro lado. Afinal de contas, America de Cáli, Deportivo Cáli, Atletico Nacional de Medellín e Millonarios são os grandes da Colômbia que ficaram para trás de Cucuta e Tolima.
Enfim, somos menos do que imaginávamos. E nosso grupo é o mais difícil.
Resta a esperança de que Kelly substitua Ramon na 2ª fase, Edmilson seja mesmo o homem de contenção ideal, Tuta volte rapidamente e Gavilán erre muito menos do que Patrício…
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Helio, vi somente o 2º Tempo de jogo e percebi muito mais um Grêmio jogando pouco que o Cúcuta surpreendendo. Deu a impressão que os jogadores achavam que ganhariam naturalmente. Muita displicência nos passes, muito esforço individual pra pouco retorno coletivo. Tcheco apagadíssimo (como na estréia, contra o Cerro), Lucas em má jornada (perdeu um gol feitíssimo de cabeça) e um Mano Meneses um pouco confuso na hora de armar a equipe. Não dá pra reclamar dos ruins porque, afinal, eles sempre foram ruins, e sem Rômulo e Hugo, e agora sem Tuta, vai ficar difícil de fazer gol. Douglas? Convenhamos. E o menino canhoto, nº 11, precisa ser um acessório, não peça fundamental. Ele não tem tanta bola assim pra isso. O Grupo continua relativamente fácil; o Grêmio é que precisa jogar mais (pelo menos metade do que acha que joga).