[CTL] Vélez Sarsfield/ARG 1×1 Nacional/URU

Eis a continuação da segunda rodada do 1º turno da fase de grupos da Copa Toyota Libertadores.

Hoje, destaque para o fortíssimo Grupo 4, que tem apenas uma galinha morta e três campeões da América e do Mundo na briga por apenas duas vagas às outavas-de-final.

Na primeira rodada, o bom Vélez foi até Guayaquil e venceu o dono da casa, o Emelec/ECU, por 1×0.

O Nacional mesmo em sua casa, em Montevideo, surpreendeu ao atual campeão mundial de clubes, o Internacional/BRA, ao enfiar 3×1 nos colorados.

O alto atacante Vera (camisa 20) é um jogador muito interessante, como diria o professor Ruy Carlos Ostermann, comentarista da Rádio Gaúcha: é um homem que sabe posicionar-se muito bem dentro da área e oferece perigo constante à defesa argentina.

O meia-esquerda Sosa, o camisa 16, é um bom articulador.

O Nacional, até os 33′ do 1º tempo, tocou mais a bola e atacou mais, mesmo fora de casa, no tradicional estádio José Amalfitani, em Buenos Aires.

O Vélez tem o bom Mauro Zárate, um camisa 9 movediço e habilidoso. Hoje, o mais novo convocado para a seleção de Alfio “Coco” Basile para o próximo compromisso argentino ressente-se de seu companheiro Castromán, lesionado.

O jogo é bem tocado, em velocidade. E o confronto entre os dois líderes é disputado de maneira ríspida por parte do Vélez, que bate muito.

O Nacional foi apenas o 5º coocado no Torneo Clausura de 2006 e seu plantel foi muito reformulado. Classificou-se para a Libertadores 2007 por ter sido campeão do Clausura 2005 e do Apertura 2006.

O lado esquerdo do Nacional é mais qualificado do que o lado direito: a maioria das jogadas de ataque surge de uma tradicional triangulação entre o lateral esquerdo, o volante esquerdo e o meia esquerda, que aproximam-se para envolver o lado direito do Vélez.

No entanto, o zagueiro Pellegrino, também convocado por Basile para a seleção da Argentina, é um jogador atento e seguro.

O Vélez toma a bola e avança em velocidade com maior desenvoltura pelo meio.

Hoje, os dois times, apesar dos desfalques, parecem apresentar o seu verdadeiro futebol. Apesar de ambos terem estreado com boas vitórias, o Nacional parece ter tido muito mais sucesso em função das graves falhas do atual portador da copa do que por méritos próprios.

O Vélez, por sua vez, teve um jogo trancado, pois o Emelec sabe que é o time mais fraco e jogou fechado, mesmo em seus próprios domínios.

O Nacional foi campeão em 1971, 1980 e 1988. O Vélez, em 1994. Ambos foram campeões mundiais em todas as vezes que ganharam a Libertadores.

Aos 45′, o Vélez abriu o marcador, com um tirambaço de esquerda a cerca de 20m da meta uruguaia do meia esquerda Escudero, nº 10. Este jogador tem apenas 19 anos. Até aqui, o resultado é injusto.

O árbitro brasileiro Sálvio Espíndola apitou o final da primeira etapa aos 47’20″. Ele distribuiu alguns cartões amarelos, mas contemporizou um pouco com o excesso de violência, mais do lado dos donos da casa do que dos visitantes.

O Vélez de Ricardo La Volpe iniciou a partida com sessa; Méndez, Pellegrino, Pellerano e Sena; Papa, Bustos, Fabianesi e Sena; Balvorín e Zárate.

O Nacional do ótimo técnico Daniel Carreño começou com Viera; Álvarez, Jaume, Godin e Ache; La Luz, Broli, Cardaccio e Sosa; Martínez e Méndez.

O lateral esquerdo Ache e o meia-direita Sosa do Nacional estão “amarelados”, assim como os dois volantes argentinos, Bustos e Fabianesi.

Sosa teve um gol injustamente anulado pelo árbitro brasileiro, pois o cruzamento para a área em bola parada pelo lado direito não encontrou o meia-atacante em impedimento.

Pois logo a 1’40″ do 2º tempo, uma falha bisonha de Pellegrino ao atrasar a bola para o goleiro . No meio do caminho, Vera – sempre ele – foi mais rápido e chutou cruzado para empatar: 1×1.

A partida seguiu muito movimentada, bem como as faltas desproporcionais de lado a lado. Aos 21′, o Nacional tece uma chance de gol idêntica à do gol anulado de Sosa. Desta vez, a linha burra da zaga do Vélez foi ignorada pelo ábitro Sálvio Espínola, mas o potente cabeceio de Sosa – livre – encontrou as mãos do bom goleiro Gastón Sesa, que deu uma bela ponte e agarrou firme.

Uma qualidade admirável do Vélez é que eles não se intimidam para chutar de fora da área. Eles não têm por característica ficar costurando a bola sem necessidade. Eles não esperam a defesa adversária se recompor. Quando o Nacional está bem postado atrás sem abrir brechas, quem não sabe driblar não inventa e arrisca de longe.

O Vélez tem um defeito: a técnica e a compactação de seus volantes faz com que eles gostem de avançar para juntar-se aos meias. Quando perdem a bola e a última linha do Nacional fica adiantada, o contra-ataque é fulminante: até mesmo a velha e boa ligação direta funciona. A partir daí, o negócio é a defesa do Vélez – desguarnecida nessas horas – torcer muito para que Sosa erre o gol, assim como aconteceu aos 26′.

O Vélez sabe jogar no domina-e-passa, invertendo as jogadas e fazendo a bola correr. É um time bastante técnico.

Já o Nacional tem mais precisão nos cruzamentos. Costura menos, mas é mais voluntarioso.

Que o Internacional fique com as barbas de molho…

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