VAIAS JUSTAS E MERECIDAS PARA YEDA

Professores e funcionários da UERGS, sucateada e esquecida peo atual governo do RS, protestaram com uma sonora vaia para a desgovernadora e seus secretários em Bento Gonçalves, na Serra.

A situação é tão ruim no nosso Estado ultraconservador, racista e revanchista que nem mesmo Olívio Dutra, o governador mais castigado pela mídia golpista, pelega da oligarquia latifundiária retrógrada em todos os tempos chegou a sofrer tamanha humilhação.

Tenho esperança de que este seja o início do fim da direita no RS e que o PT aprenda a dura lição. Que seja mais profissional, mais técnico e menos corporativista. Que aceite até mesmo ser vice em uma coligação verdadeiramente honesta, ágil e vibrante.

Sigam acompanhando o entrevero no RS Urgente.

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Yeda é terrível. Feijó também

Apesar das graves notícias publicadas pelo Marco Weissheimer no RS Urgente, sem querer fazer qualquer defesa da desgovernadora Yeda Crusius, gostaria que todos os leitores gaúchos deste blog prestassem bem atenção no que vou dizer agora:

- JAMAIS APÓIEM QUALQUER CAMPANHA PELO IMPEACHMENT DE YEDA!!!

Por que não? Simples: porque quem assume é o vice. E Paulo Afonso Feijó tem contatos, poder financeiro e institucional suficientemente fortes para acelerar todo e qualquer processo de privatização do já escasso patrimônio público do Estado.

Não é questão de desonestidade, de engodo e nem tampouco de mentira: a lógica que guia um homem de negócios neoliberal é a do Estado mínimo e de fazer o bolo crescer para quem já tem muito para só então repartir as fatias mais finas.

PENSEM NISSO.

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O que caracteriza uma empresa EMPRESA?

O polêmico vice-governador é aqui um exemplo do que significa ser um empresário DE VERDADE. Independentemente do porte da empresa, ele é, sim, um exemplo de como gerenciar um negócio, saber fazer contatos, conhecer todo mundo, defender seus interesses e descobrir como e aonde pode conquistar novos clientes e manter os antigos satisfeitos.

Paulo Afonso Feijó, ex-presidente da Federasul e dono de empresas que movimentam centenas de milhões de reais em 12 Estados da federação, é um empresário frio, calculista e extremamente competente segundo a lógica na qual acredita, que ajuda a sustentar e que também lhe dá sustentação.

Ele gera milhares de empregos (na sua maioria baratos e pouco qualificados), paga muitos impostos ao Governo e é extremamente competitivo.

Como todo empresário que mereça ser chamado como tal, ele visa sempre lucrar cada vez mais e gastar cada vez menos.

Se, quando e como ele faz lobby junto a políticos para obter benefícios fiscais, infra-estrutura pública a seu serviço e pressão junto a fornecedores e parceiros para que seus produtos vendam mais e gere até mesmo o desaparecimento de concorrentes, isso eu não posso afirmar que existe ou não. Afinal de contas, não tenho por que suspeitar de algo se não possuo informações.

Não estou defendendo Feijó, pois ele é declaradamente de direita e não se preocupa com um modo mais justo e humano de distribuir renda. Ele tão-somente defende o seu lado, insistindo na redução de impostos e em uma suposta honestidade fiscal e de investimentos por parte dos serviços públicos, que considera onerosos, desnecessários e não-competitivos.

Feitas as ressalvas, o objetivo deste post não é diminuir a gigantesca importância social e econômica das micro e pequenas empresas que, no setor de serviços e em ambiente urbano, são os maiores geradores de empregos e de impostos para o Brasil e são verdadeiros guerreiros, pois, apesar das enormes dificuldades, insistem em serem donos de seus próprios narizes.

Minha intenção é a de conscientizar os donos desses pequenos negócios de que eles precisam:

- INOVAR SEM PARAR: quem não quiser ou não souber oferecer ou demonstrar seus produtos e serviços de maneira diferente de todos os seus competidores, perderá espaço até desaparecer;

- ESTUDAR SEM PARAR: a baixa escolaridade e a singela manutenção do sistema de gestão, de cobrança, de pagamento e de compras que vem desde o bisavô para o avô, do avô para o pai e do pai para o filho tendem a fazer com que empresas familiares ou não gerem um lucro suficiente para fazer de seus proprietários escravos de si mesmos cujo único objetivo é pagar as contas do lar, ou quebrem sem chances de competir com redes maiores.

Um MBA em Marketing e cursos de vendas em lugares como SEBRAE, ESPM, ADVB, FGV e cursos de extensão nas melhores universidades que ofereçam conceituados cursos de Administração de Empresas são investimentos necessários para negócios no meio urbano.

O SEBRAE é o primeiro passo para que uma pessoa simples adquira conhecimento suficiente para aprender a abrir, manter e fazer crescer uma microempresa. Ensina a negociar, a fazer parcerias, a vender e a fazer promoções. Não é preciso ter nível superior.

Educação é INVESTIMENTO. Não é gasto! ;)

- MONITORAR PARCEIROS, FORNECEDORES E CONCORRENTES INCESSANTEMENTE: saber o que estão fazendo, quanto estão cobrando, como e com quem estão barganhando é fundamental para diminuir as chances de serem pegos de surpresa, a fim de poder executar um movimento rumo ao crescimento antes que seja tarde demais.

Apesar do alvará que confere o status de “empresa” a pequenos e micronegócios de bairro tais como açougues, costureiras, mercadinhos, tabacarias, padarias, sapatarias, óticas, oficinas mecânicas, lavanderias, botecos ou farmácias avulsas (que não pertençam a nenhuma rede),  isso não significa que seus donos saibam ser proprietários.

(CONTINUA)

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Os Erros de Lula passam pela sua Midiatização

Querendo ou não, todos são obrigados a jogar o jogo da midiatização. Não é possível não jogar. Mas dá para escolher em que posição atuar e, de vez em quando, pegar a bola na mão para discutir as regras, nem que isso contrarie o dono da bola.

Na questão dos biocombustíveis, o presidente Lula ficou fascinado por tecnocratas de centro-direita da Petrobras. Embarcou rapidamente nesse verdadeiro Titanic, em função de ainda crer na dicotomia emprego e desemprego.

Sua intenção não é ruim: gerar emprego e renda no agreste e oferecer uma alternativa aos pequenos produtores; manter as pessoas no campo; ajudar a economia interna a crescer; reduzir o contingente de excluídos; elevar o volume de exportações com o câmbio baixo; valorizar a posição do Brasil como um país de vanguarda no setor de combustíveis, entre outros supostos benefícios.

Todavia, os problemas resultantes da monocultura do biocombustível são estratosfericamente mais significativos do que seus benefícios, conforme o excelente artigo de Sílvia Ribeiro, investigadora do Grupo ETC, replicado no site Resistir.info.

Aliás, o Resistir deveria ser leitura obrigatória de todo blogueiro. ;)

Embora de origem socialista, o caráter conciliador e de diálogo do presidente Lula fez com que ele passasse a conviver e a conhecer mais de perto um lado da direita que desestimula nosso chefe a enxergá-los como oponentes econômicos e sociais. Por pura influência da Grande Mídia, que responde aos anseios de seus patrocinadores.

Nesse ponto, ele também chupa bala em relação aos latifundiários nas questões dos transgênicos e na sua omissão quanto à criminalização dos movimentos sociais por parte da Grande Mídia, do discurso sectário do presidente do INCRA e de nunca ter movido uma palha sequer contra as empresas de defensivos agrícolas, de sementes geneticamente modificadas, contra a silvicultura do eucalipto, contra os usineiros, garimpeiros e “donos do pedaço” que depredam a Amazônia, o Pantanal e o Cerrado, mandando prender e mandando soltar, além dessas regiões, também no Sul e no Nordeste.

O programa de educação é muito mais urgente e importante do que o PAC. Não que o PAC não seja importante, mas deve ser realizado em paralelo e em conjunto até onde for possível, mas com prioridade para a educação.

O Agente 65 acredita que, caso o programa educacional dê certo, o ministro da pasta, Fernando Haddad, possa vir a ser candidato à sucessão do presidente. Pessoal e infelizmente, creio que Lula não consiga eleger seu sucessor em função da Grande Mídia, salvo se os movimentos sociais tomarem conta (no bom sentido, dentro da lei) do meio técnico da TV Digital e aprenderem a  técnica sofisticada da edição de conteúdo e do discurso.

Todavia, com a CPI do setor aéreo pipocando por aí (apesar do secretário da Comunicação Social Franklin Martins ser um profissional e um ser humano muito melhor do que o ministro das Comunicações Hélio Costa), será muito difícil fazer o PAC e o PDE decolarem: afinal de contas, a direita depende do seu insucesso, conforme indicam os seguintes posts do Eduardo Guimarães:

Educação para Todos

O Super Franklin Martins

Manchetes do UOL

O Berço e o Sobrenome

A Vez das Minorias

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PF vai prender donos de concessões vencidas de rádios e TVs?! Duvido.

Que o amigo blogueiro Jean Scharlau me perdoe, mas eu duvido muito e não tenho a menor esperança de que a Polícia Federal esteja prestes a adotar uma (necessária) postura chavista em relação às concessões vencidas de rádios e televisões no Brasil.

Colegas do mestrado vindas de Belém, defensoras das rádios comunitárias e conhecedoras da luta da Abraço afirmam categoricamente que o presidente Lula perdoou as dívidas trabalhistas da afiliada da Globo pertencente a Jader Barbalho naquele Estado.

Portanto, não alimento nenhuma espécie de sonho ou devaneio em relação ao tema.

De qualquer forma, precisamos lutar para que meu ceticismo escorra ralo abaixo e eu morda minha língua.

Por isso, vai aí o link para o excelente trabalho de pesquisa do Eugênio Neves no Dialógico dele e da Cláudia Cardoso, sobre o vencimento do prazo das concessões das principais emissoras do Rio Grande do Sul.

Dentre tantos sites e blogs que repercutiram a ação da Abraço na última semana, o mais detalhado é o site da CUT.

DIVULGUEM! ;)