O que caracteriza uma empresa EMPRESA?

O polêmico vice-governador é aqui um exemplo do que significa ser um empresário DE VERDADE. Independentemente do porte da empresa, ele é, sim, um exemplo de como gerenciar um negócio, saber fazer contatos, conhecer todo mundo, defender seus interesses e descobrir como e aonde pode conquistar novos clientes e manter os antigos satisfeitos.

Paulo Afonso Feijó, ex-presidente da Federasul e dono de empresas que movimentam centenas de milhões de reais em 12 Estados da federação, é um empresário frio, calculista e extremamente competente segundo a lógica na qual acredita, que ajuda a sustentar e que também lhe dá sustentação.

Ele gera milhares de empregos (na sua maioria baratos e pouco qualificados), paga muitos impostos ao Governo e é extremamente competitivo.

Como todo empresário que mereça ser chamado como tal, ele visa sempre lucrar cada vez mais e gastar cada vez menos.

Se, quando e como ele faz lobby junto a políticos para obter benefícios fiscais, infra-estrutura pública a seu serviço e pressão junto a fornecedores e parceiros para que seus produtos vendam mais e gere até mesmo o desaparecimento de concorrentes, isso eu não posso afirmar que existe ou não. Afinal de contas, não tenho por que suspeitar de algo se não possuo informações.

Não estou defendendo Feijó, pois ele é declaradamente de direita e não se preocupa com um modo mais justo e humano de distribuir renda. Ele tão-somente defende o seu lado, insistindo na redução de impostos e em uma suposta honestidade fiscal e de investimentos por parte dos serviços públicos, que considera onerosos, desnecessários e não-competitivos.

Feitas as ressalvas, o objetivo deste post não é diminuir a gigantesca importância social e econômica das micro e pequenas empresas que, no setor de serviços e em ambiente urbano, são os maiores geradores de empregos e de impostos para o Brasil e são verdadeiros guerreiros, pois, apesar das enormes dificuldades, insistem em serem donos de seus próprios narizes.

Minha intenção é a de conscientizar os donos desses pequenos negócios de que eles precisam:

- INOVAR SEM PARAR: quem não quiser ou não souber oferecer ou demonstrar seus produtos e serviços de maneira diferente de todos os seus competidores, perderá espaço até desaparecer;

- ESTUDAR SEM PARAR: a baixa escolaridade e a singela manutenção do sistema de gestão, de cobrança, de pagamento e de compras que vem desde o bisavô para o avô, do avô para o pai e do pai para o filho tendem a fazer com que empresas familiares ou não gerem um lucro suficiente para fazer de seus proprietários escravos de si mesmos cujo único objetivo é pagar as contas do lar, ou quebrem sem chances de competir com redes maiores.

Um MBA em Marketing e cursos de vendas em lugares como SEBRAE, ESPM, ADVB, FGV e cursos de extensão nas melhores universidades que ofereçam conceituados cursos de Administração de Empresas são investimentos necessários para negócios no meio urbano.

O SEBRAE é o primeiro passo para que uma pessoa simples adquira conhecimento suficiente para aprender a abrir, manter e fazer crescer uma microempresa. Ensina a negociar, a fazer parcerias, a vender e a fazer promoções. Não é preciso ter nível superior.

Educação é INVESTIMENTO. Não é gasto! ;)

- MONITORAR PARCEIROS, FORNECEDORES E CONCORRENTES INCESSANTEMENTE: saber o que estão fazendo, quanto estão cobrando, como e com quem estão barganhando é fundamental para diminuir as chances de serem pegos de surpresa, a fim de poder executar um movimento rumo ao crescimento antes que seja tarde demais.

Apesar do alvará que confere o status de “empresa” a pequenos e micronegócios de bairro tais como açougues, costureiras, mercadinhos, tabacarias, padarias, sapatarias, óticas, oficinas mecânicas, lavanderias, botecos ou farmácias avulsas (que não pertençam a nenhuma rede),  isso não significa que seus donos saibam ser proprietários.

(CONTINUA)

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