CAMPOS SOCIAIS III

A NATUREZA DOS CAMPOS SOCIAIS

Quatro fatores definem a natureza dos campos sociais:

1) ESPECIFICIDADE: traço, distinção, característica, domínio de uma competência específica;

2) LEGITIMIDADE: diz respeito à sua própria missão, que é inerente a si e, sobretudo, à sua missão vicária, que é a missão única e reconhecida como necessária para a sociedade, atribuída por outros campos sociais como sua;

3) SANÇÕES: físicas (jurídicas, policiais – prender, punir, castigar), morais e simbólicas (que visam subtrair um valor, um sentimento e, finalmente, o respeito, deslegitimando, assim, quem não segue toda a normatização do campo);

4) REGIMES DE FUNCIONAMENTO: possui agendas mais ou menos aceleradas pelo fluxo das agendas de outros campos sociais (uma agenda interfere na outra e vários campos podem trabalhar em conjunto; todavia, cada um dentro da sua própria área de atuação).

Isso explica por que eu, um pesquisador em Ciências da Comunicação habilitado em Comunicação Social com ênfase em Propaganda e Publicidade não posso operar nem medicar alguém que esteja com um tumor na bexiga sem anos de estudo e prática, sem a técnica de interpretar uma ecografia e sem o direito de exercer a profissão.

Um médico, por sua vez, pode ser bom em ortografia, em gramática e ser um bom observador de anúncios publicitários. Pode ter sensibilidade, imaginação e, com um pouco de prática, pode dominar rapidamente a técnica de uso de um software gráfico e de edição de imagens para gerar um layout interessante, capaz de gerar resultado comunicacional, além do diploma de publicitário não ser obrigatório para o exercício da profissão.

A Medicina é um campo social. A Publicidade, não.

(CONTINUA)

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CAMPOS SOCIAIS II

A escrita proporcionou a organização dos saberes e a especificidade desses saberes na institucionalização dos CAMPOS SOCIAIS.

Um campo social é um espaço de institucionalização através do registro, da normatização e da legislação em função de uma organização a partir de disciplinas interligadas e afins, que constituem a especificidade de um determinado saber.

Tal sistematização legitimiza um campo dentro da sociedade, proporcionando-lhe reconhecimento e, conseqüentemente, força política.

A medicina é um campo social. O direito é outro campo social e assim por diante. Cada um desses campos, em função dos procedimentos que o caracterizam, possui sua própria forma de funcionar. Isso fornece ao campo social seus postulados de existência e de autonomia em relação a todos os outros saberes e forças sociais.

O reconhecimento de um campo social dá-se através da caracterização e da singularidade de seus rituais.

Por exemplo: o toque da corneta num quartel que faz os soldados ficarem perfilados e fardados à espera da revista do comandante; a roupa branca e o vocabulário dos médicos; a toga, o martelo do juiz, o juramento das testemunhas e do júri no direito; a rigidez metodológica de uma pesquisa na ciência, etc.

O caráter e a especificidade das disciplinas de um campo também fazem com que ele seja identificado como tal:

- Anatomia, Otorrinolaringologia, Traumatologia, Cirurgia, Clínica, etc. na Medicina.

Os peritos, os especialistas, também legitimam os campos. O velho causídico no Direito; o clínico de família, na Medicina.

Enfim, profissões cujas técnicas não podem ser exercidas por qualquer um de maneira laica, que exijam um conhecimento sistematizado com força política e social devidamente normatizada através de ritos, de uma legislação e de postulados sob freqüente discussão epistemológica constituem um campo social.

(CONTINUA)

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CAMPOS SOCIAIS I

De maneira simplista, mediatização é a imbricação entre a sociedade e a técnica que faz com que todos os meios de comunicação influenciem a sociedade e recebam influência da mesma através de incessantes operações de comunicação. Contudo, esta é apenas uma idéia geral.

A compreensão do conceito passa antes pelo conhecimento de outros conceitos que o precederam e que interagem entre si em diferentes graus, passando por diversos nós diferentes, que entrecruzam-se, agem e reagem entre si.

Comecemos pelos CAMPOS SOCIAIS.

No início da civilização, quando ainda não havia nenhum dispositivo sociotécnico para suporte e difusão da informação, o homem comunicava-se socialmente através da escrita manual e da tradição oral.

A oralidade era restrita apenas à comunidade do próprio indivíduo: no máximo, um discurso era ouvido apenas por quem presenciava a fala em uma praça. E os textos, escritos a mão sobre pergaminho (pele de animais), circulavam lentamente, em poucas páginas e raramente possuíam cópias. Destinavam-se a comunicações comerciais entre mercadores, a informativos reais para o povo afixados nas fachadas das casas centrais dos burgos e ao intercâmbio de informações militares e políticas entre a nobreza e o exército.

O povo em geral era analfabeto. Apenas a nobreza e o clero sabiam ler e escrever. Na maior parte da Idade Média, os clérigos eram os detentores da informação e do saber, destruindo e/ou omitindo toda e qualquer informação que contestasse o seu poder em conluio com os monarcas de então.

Nessa época, o pensamento científico metódico, rigoroso, e oficializado ainda não havia sido reconhecido nem normatizado. As profissões não-científicas, seus rituais, sua simbologia e seu método teórico, técnico e prático tampouco eram normatizados e devidamente difundidos.

Apesar da história reconhecer a modernidade a partir da Revolução Industrial, a bem da verdade, podemos considerar a imprensa como o grande marco do início da era moderna, pois foi a multiplicação de cópias, a tradução, a difusão e o registro de informações que possibilitou a primeira grande revolução social a partir de dispositivos técnicos.

(CONTINUA)

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GOLAÇO DE DIEGO DO OUTRO LADO DO CAMPO

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=z9jALMf5SMU]
O meia Diego, ex-Santos e ex-Porto, comprova por que é o melhor jogador da Bundesliga 2006/2007: quando a zaga do seu Werder Bremen espanou uma falta da intermediária aos 90+2′, o goleiro do Alemania Aachen não conseguiu voltar a tempo, em sua desesperada tentativa de colaborar com o ataque no último lance a favor de seu time na partida, em busca do empate.

A perspicácia do brasileiro encontrou o gol aberto: um chute forte e colocado ao mesmo tempo ampliou a diferença e consagrou o craque da seleção de Dunga.

O Werder Bremen, segundo o comentarista Gerd Wenzel da ESPN Brasil, irá ultrapassar o Schalke 04 para ser o novo campeão alemão.

Tem tudo para isso, embora eu, Blackão, acredite no Azul Royal de Gelsenkirchen.

A VERDADE SOBRE PORTO ALEGRE E O RS

Qualquer opinião pessoal a respeito da atual situação do Estado do Rio Grande do Sul e de sua capital Porto Alegre não teria nada a acrescentar em relação aos fatos e às análises de outros amigos blogueiros gaúchos, especialmente engajados.

Com a palavra, pessoas sérias, idôneas e muito melhor informadas do que eu e do que a Grande Mídia Golpista:

AGÊNCIA CHASQUE
AGENTE 65
ALMA DA GERAL
BRISA DO SUL
DIALÓGICO
DIÁRIO GAUCHE
PONTO-DE-VISTA
RS URGENTE

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