Foi uma temporada totalmente atípica por causa da punição que a justiça desportiva da bota impôs aos clubes que corromperam arbitragens em alguns jogos da temporada 2005/2006: a toda-poderosa Juventus foi compulsoriamente rebaixada para a Série B do calcio. Ao mesmo tempo, o não menos poderoso Milan de Kaká, arqui-rival da Internazionale bicampeã, iniciou o certame com -8 pontos.
A boa equipe da Roma, consolidada por um plantel que se manteve em função de um título recente (campeã há três temporadas atrás), foi a grande vice campeã. A Roma, que nunca conseguira antes firmar-se como uma potência constante “nas cabeças”, graças ao craque Francesco Totti (goleador máximo com 26 gols), ao excelente meia Angelo Perrotta (também tetracampeão mundial em 2006 junto com seu companheiro mais famoso) e, sobretudo, aos brasileiros Doni (no gol – ex-Juventude e ex-Corinthians) e ao eternamente injustiçado Mancini (ex-Atlético MG), encerrou sua participação com estratosféricos 22 pontos a menos do que a equipe merecidamente bicampeã.
Sinceramente, acho lamentável que um mau caráter como Materazzi tenha feito 10 gols na temporada e comprovado, com suas assistências, ser um grande jogador. Essa é a mancha da Inter que, no geral, obteve uma mísera derrota em 38 rodadas.
Urras às contratações sensacionais dos ex-juventinos Patrick Vieira (o melhor volante do planeta) e do centroavante nato Slatan Ibrahimovic.
Aliás, Ibrahimovic redimiu-se da fraquíssima Copa do Mundo (justiça seja feita: a bola chegava quadrada porque a Suécia era muito fechada atrás e desprovida de velocidade e qualidade do meio para a frente) assinalando 15 golos.
Desta vez, ao invés de quase fazer sombra para David Trezeguet na Juve, aqui Slatan foi pprotagonista. Mas um protagonista leve, pois o time era muito forte e equilibrado em todas as posições.
Prova disso é que o argentino Hernán Crespo, ex-Lazio, Milan e Chelsea, na sua segunda passagem pelos neroazzurri de Milano, acabou guardando 14 bolas nas redes adversárias – apenas uma a menos do que Ibrahimovic.
Finalmente, as laterais foram muito bem representadas por brasileiros que merecem sempre uma convocação por parte do técnico Dunga: Maxwell na esquerda (ex-Ajax) e o autor do golaço que encerrou o ano europeu comchave de ouro – Maicon, ex-Cruzeiro, forte, veloz e excelente cruzador.
Mais a partir de agosto.
Valeu, Itália!
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