Há algumas coisas que precisam ser ditas:
1) O plantel do Inter é apenas um pouco melhor do que o do Grêmio. E o que o Inter tem de comprovadamente melhor (Pato, Iarley e Fernandão) ou não tem jogado por lesão, ou por convocações ou, simplesmente, porque em certos jogos o jogo deles não tem encaixado, mesmo;
2) Nós temos técnico; vocês, não. Acho que o principal ponto deveria ser esse;
3) Eu sempre disse, independentemente do resultado, que o Grêmio é ruim e que o Inter não é tão bom quanto aparenta ser. Nesse ponto, eu penso como o Luciano Zanatta, pois não é a partir de um resultado isolado que se deve avaliar o potencial de um time;
4) Sem flauta: o Grêmio não é o Pachuca. Ruindade e faceirice não necessariamente andam juntos. Um time faceiro (Pachuca) talvez possa até ser melhor do que um time ruim (Grêmio). Não acho que tenha havido salto alto nem apatia colorados. Houve, sim, surpresa, pois estavam esperando um Grêmio reserva que vinha levando sumanta de todos os lados;
5) O Gallo não era obrigado a adivinhar que o Mano poria o Bruno Telles pra reforçar atrás, nem tampouco que o Lúcio seria deslocado para o meio e que, ainda por cima, todo esse “mexe” daria certo.
Todavia, o Gallo tinha a obrigação de saber que, caso o Grêmio não pusesse aquelas nabas como Jucemar, Nunes e/ou Thiego, sua postura não seria covarde e haveria mais qualidade do que com Tcheco e Tuta, dois ex-jogador em atividade.
Ex-jogadores em atividade esculhambam mais o time do que guris ruins. Ganham mais, têm nome, mas não têm mais vitalidade alguma. Quando não se opta pelos guris ruins e – felizmente – os ex-jogadores em atividade estão em seu novo habitat natural, que é o DM, logo, quem entrar por ali tenderá necessariamente a trazer um pouco mais de qualidade.
Voltamos à questão do jóquei: Edinho é tipo Nunes – só leva menos cartões. Wellington Monteiro só erra pouco com o Fernandão recuado. Pinga demonstra qualidade apenas contra times faceiros. Marcão é um excelente zagueiro que, aos 32 anos, não tem mais pique pra ser lateral.
Sem Pato e Fernandão, o máximo que daria pra tentar arriscar seria ter começado com Mossoró e Rubens Cardoso. Três na zaga (tira o Edinho, recua o Marcão) e o Mossoró ao invés daquele cara de trancinhas (não o Pinga, aquele outro), que mal tocou na bola o jogo inteiro.
Mesmo assim, não teria dado certo. Não ontem.
Voltando ao Grêmio: Gavilán cada vez melhor! Schiavi fez sua melhor partida com a camisa tricolor. Por que? Porque, na falta do pé esquerdo do regular e seguro Teco, o deslocamento do único zagueiro de pé direito capaz de jogar ali, no contrapé, aceitando sem reclamar o sacrifício e o risco de ser o responsável direto por gols bobos (William) exige um cara forte e canhoto daquele lado (Bruno Telles).
Não perdôo o Mano por não ter insistido com essa possibilidade antes, sobretudo fora de casa pela Libertadores.
O Mano de 2007 evoluiu na capacidade de motivar o grupo e em encontrar uma escalação ideal até que os ex-jogadores em atividade, o Lucas e o Cadu se tornassem indisponíveis.
Quando virou o fio, faltou a fundamental salvaguarda para o Patrício comprometer menos (2006, Jeovânio; 2007, nobody else até o Gavilán se firmar) e, até ontem, a salvaguarda do Lúcio e do William (Bruno Telles).
O lateral-direito do Sub-20 não foi promovido e joga um bolão: sabe cruzar, sabe passar, tem VIGOR. Por que diabos ele continua lá, hein?!
Outro erro de avaliação foi ter demorado muito pra utilizar o EXCELENTE Adílson (excelente para o atual estágio do futebol brasileiro, óbvio) e não tê-lo inscrito na Libertadores.
Enfim, os dois vão melhorar porque estão contratando: invejo a contratação do meia do Libertad, que joga muito e vai tapar o furo deixado pelo Tinga, ajeitando o meio-campo colorado, assim como o Magrão, pra afastar o fantasma do Edinho titular.
Ainda bem que o Bustos deve mesmo vir. Esse joga muito de verdade. Acho que teremos um novo Alfinete, o maior lateral-direito da história deste clube! :)
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