Em um brilhante ensaio que aborda um breve histórico dos três momentos da integração suburdinada do Brasil e da América Latina como um todo aos interesses do capital especulativo transnacional, o jornalista Henrique Júdice Guimarães, do site A Nova Democracia, fala sobre a artimanha do Reino Unido sobre a América do Sul no século XIX; mais adiante, nos anos 1960′s, vieram as ditaduras militares e a subserviência ao modelo hegemônico estadunidense. Finalmente, a partir da abertura “democrática” de meados da década de 1980, ele cita o Mercosul como um instrumento de inicialização da ALCA e como parceiro comercial da União Européia capitaneado pelo desejo diplomático de o nosso país receber um assento no Conselho de Segurança da ONU.
Se, durante a ditadura, o Brasil deu uma guinada para o lado dos EUA quando as oligarquias e a burguesia local perceberam que o Reino Unido tornara-se um colonizador decadente e agiu como um sabujo invadindo militarmente a República Dominicana em 1965, agora, com a ocupação também por parte do exército brasileiro (novamente a mando dos EUA) sobre o Haiti, a diferença é que, há 42 anos atrás, o Brasil era visto como um facilitador de golpes pela América do Sul, agora abre-se um precedente para a ocupação militar das grandes metrópoles repletas de favelados despojados pela aliança pseudo-desenvolvimentista da oligarquia latifundiária e banqueira.
A começar pelo próprio Brasil.
Resumo da ópera: Evo Morales precisa dar certo. Hugo Chávez precisa dar certo. O Equador, o Paraguai e o Uruguai precisam dar certo. Brasil, Argentina e Chile, as três economias mais fortes do Cone Sul, exercem um poder geopolítico e geoestratégico muito dissociado das necessidades dos países periféricos do continente, que precisam necessariamente virar-se sozinhos, buscando articular cooperações econômicas entre si, recorrendo ao trio ABC somente quando for estritamente necessário.
Leiam o texto integral aqui. Vale muito a pena.
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tenho tentado me aprofundar nessa questão inglesa a partir do tratado de methuen. a coisa é mais do que vergonhosa e triste -
a servilidade lusa (a nobreza) e a burguesia somente poderia resultar na extensão à colonia então Brasil – mudaram os imperaddores – mas a colonia continua
30/08/07
Mais uma direitista do CPDOC da Fundação Getúlio Vargas dá seu palpite infeliz. Desta vez a historiadora Maria Celina D’Araújo falando ao Globo sobre Lula e o julgamento do suposto “mensalão” no STF disse o seguinte:
Há uma grande tolerância em relação a ele (Lula), que usufrui dessa tese de que uma pessoa despreparada é necessariamente de bem e que os outros mais preparados, são maquiavélicos e mal intencionados. Esse é um capital formidável para o Lula. Mas já pensou se todos os pobres chorassem como ele? Com reações como essa, ele passa uma idéia de uma pessoa pura. A questão é que, olhando objetivamente, ele é uma raposa política de primeira linha. Tem uma visão conspiratória do mundo, que cala fundo no imaginário popular e na esquerda maniqueísta.
Vamos dar uma resposta a esta direitista?
Proteste no endereço: http://www.cpdoc.fgv.br/comum/htm/
Ou direto: cpdoc@fgv.br