Sobre a pseudo-reivindicação do tradicional adversário, digo que eles precisariam provar que Márcio Rezende estava vendido. Pode até ter sido verdade, mas duvido que haja como provar.
Também seria necessário provar que a anulação dos jogos foi armada para beneficiar o Corinthians.
Isso, não: afinal de contas, não havia garantia alguma que, mesmo que a arbitragem tenha errado em vários lances nos jogos que Inter e Corinthians tiveram que jogar novamente, fora a expulsão do Tinga e a não-marcação daquele pênalti, o Inter deu muito mole pra mané ao perder para o Coritiba já rebaixado na última rodada.
Seria preciso provar ainda que mais de um árbitro, além de Edilson Pereira de Carvalho, tivesse a ver com algum esquema. Pessoalmente, duvido que um árbitro possa chegar ao quadro da FIFA (via COBRAF, CBF ou seja lá o nome que o órgão responsável pelas arbitragens no país tenha hoje) sem agradar a alguns dirigentes de clubes do centro do país, sendo pressionado pelo presidente do comando da arbitragem. Basta ver como eles apitam mal nos estaduais, no Brasileirão e na Copa do Brasil e como eles apitam bem Libertadores, Sul-Americana e Copas do Mundo (SUB-17 e SUB-20).
Não tenho como provar, mas quem precisa provar a sua inocência são eles: árbitros e dirigentes de clubes. Apesar disso, de forma geral, a arbitragem é tecnicamente muito ruim no mundo inteiro, em função da falta de profissionalização e de preparo físico de árbitros e auxiliares em função da intensa velocidade com a qual se pratica futebol na atualidade.
Portanto, os erros cada vez mais freqüentes justificam-se pelas duas situações: a iminente ilicitude em situações pontuais e a incompetência no treinamento dos árbitros. O que é uma coisa e o que é outra, infelizmente, não há como provar.
Acho que o Inter tinha mais time e foi prejudicado deliberadamente naquele lance. TODAVIA, em função de ter que jogar novamente algumas partidas, o Piffero (esse lixo de presidente que vocês têm e que tantos – não digo aqui na lista – idolatram) esculhambou psicologicamente o ambiente do vestiário ao sustentar o discurso de cabeça quente do Abel e dos jogadores sempre que as coisas não davam certo, isto é, todas as desculpas que se dava quando o Inter não conseguia ganhar seus jogos, mesmo os jogos que não tiveram nada a ver com o árbitro Edilson.
O Inter entrou pilhado demais justamente em um momento no qual a tranqüilidade seria a melhor arma. Portanto, perdeu para si mesmo.
Outra coisa: a fala do Dualib foi a la papo de botequeiro. E a edição foi, obviamente, descontextualizada da fala bruta, alterando o sentido do enunciado.
No geral, o Inter está usando isso não para tomar as medidas cabíveis (que são mais de responsabilidade e interesse do STJD do que dele mesmo, pois o resultado de campo não é retroativo – o rebaixamento do Corinthians não implica juridicamente na garantia de que se deva dar o título para o Inter, pois esse dispositivo é um caso omisso no CBDF)…
Enfim, os colorados estão usando o fato para tergiversar, isto é, mudando de assunto pra desviar a atenção do péssimo ano de 2007.
Duas informações pra terminar:
1) A arrogância e a violência são mera questão de oportunidade: o Inter não é clube do povo, o Grêmio não é clube de elite, o Grêmio e o Inter se equivalem e, quando um está por cima da carne seca e o outro por baixo, quem está bem torna-se metido. Isso é natural em qualquer lugar do mundo – só pra confirmar séculos de Sociologia e a minha opinião pessoal desde sempre;
2) Um dos sete diretores de marketing do clube me deu a entender que, apesar de trabalhar para tornar-se um clube de ponta em nível mundial (pra mim, ainda precisa comer muito feijão) estabilizando as contas e vendendo um grande craque por ano, o último gás com um time bom terá que ser necessariamente em 2008 para tentar a Libertadores no ano do centenário. Depois disso, serão alguns anos onde o grosso da receita será destinado para a reforma do estádio, sem investir o suficiente para formar um bom time durante uns três anos.
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Disse tudo.