Não vou escrever sobre o óbvio, isto é, que o GRÊMIO cometeu erros, que foi heróico, que venceu em casa mais uma vez, que continua muito vivo na briga por uma vaga à Libertadores 2008 e tampouco vale a pena repercutir a entrevista do técnico Mano Menezes, que não contou com nenhuma declaração interessante. Pra isso, vocês podem procurar à vontade na web que diversos portais poderão entrar em detalhes.
Não vou escrever sobre o óbvio, isto é, que o GRÊMIO cometeu erros, que foi heróico, que venceu em casa mais uma vez, que continua muito vivo na briga por uma vaga à Libertadores 2008 e tampouco vale a pena repercutir a entrevista do técnico Mano Menezes, que não contou com nenhuma declaração interessante. Pra isso, vocês podem procurar à vontade na web que diversos portais poderão entrar em detalhes.
Só quero deixar claro que, pela primeira vez depois de muito tempo, não apenas eu, mas a torcida como um todo e, sobretudo, os “jornacríticos especialistas”, fomos gratamente surpreendidos com TODAS as escolhas, opções, alternativas, esquema tático, escalação, substituições. Absolutamente tudo o que o TRICOLOR DOS PAMPAS produziu objetivando a vitória ocorreu no lugar certo, na hora certa e com os jogadores certos.
Foi um evento tão raro quanto coincidentemente feliz. Não houve nenhuma mágica e nenhum golpe de sorte: apenas foi feita a leitura correta dos antecedentes do adversário (como ele joga, quais são as características de seus jogadores, por que ele melhorou tanto no 2º turno e por que é tão perigoso). Mais do que isso: durante o momento mais dramático, que é a própria partida onde vivencia-se na prática todo o estudo prévio, as respostas de Mano Menezes e dos jogadores foram instantâneas.
Só pra não dizer que eu não falei sobre obviedades: nossas dificuldades defensivas recorrentes surgem principalmente da constatação de que não temos laterais de ofício competentes nem na marcação, nem no apoio. Quem tem velocidade não volta e poucas vezes consegue cruzar com precisão ou chutar com eficiência quando entra em diagonal; quem sabe marcar, é lento e pesado e precisa de não um, mas de pelo menos dois jogadores na cobertura. Fecha-se o flanco, porém abre-se o meio.
A baixa eficiência do nosso ataque e as dificuldades ofensivas surgem exatamente daí: falta de ligação pelo meio, falta de cruzamentos com a bola em movimento, poucas e fracas tentativas de fora da área, lentidão na saída de bola.
O GRÊMIO do 2º semestre de 2007, com essas características, sofre fora de casa contra adversários até mesmo tecnicamente inferiores, mas que jogam em gramados maiores ou possuem maior velocidade e jogadas pelas pontas.
Ontem, depois de vários jogos, vi a torcida impaciente com o time. Foi logo no início do 2º tempo, quando o Náutico empatou a partida pela terceira vez. Gozado que eu não senti o mesmo, pois conhecia o Timbu muito bem e sabia que não teríamos nenhuma facilidade. O atacante uruguaio Acosta é mesmo muito bom, pois movimenta-se bastante ao redor da grande área e arma jogadas para seus companheiros quando ele mesmo não tem condições de finalizar.
Os laterais Sidny (que, por opção do ótimo técnico Ricardo Fernandes iniciou no banco por ter um poder de marcação menor do que o de apoio, com a clara intenção de surpreender-nos aqui no Olímpico) e Júlio César são, para o padrão atual do futebol jogado no Brasil, acima da média. Outro fator, além do já citado Acosta, vice-goleador do Brasileirão 2007 com 18 gols, é a estatura média bastante elevada para os padrões dos clubes do Nordeste que, normalmente, costumam contratar atletas predominantemente da própria região (costumeiramente mais baixos).
Dadas todas essas dificuldades, não me surpreendeu nem um pouco a dificuldade do jogo. Enfrentamos muito bem um adversário que, em outras condições e nos Aflitos, poderia ter-nos vencido até por uma boa margem de gols. O ponto negativo foi a rara má atuação da dupla de zaga William e Léo na mesma partida. A reguladidade dos dois impressiona: é difícil vermos um único deles jogar mal, quanto mais os dois juntos.
Mas o contrário também acontece quando Nunes e Pereira jogam inesperadamente bem, assim como ocorreu contra o Goiás recentemente.
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Tags: Grêmio, Tricolor, almacastelhana, Geral, Olímpico, Monumental, Brasileirão, 2007, futebol, Náutico, Acosta, Sidny, Júlio César, William, Léo
