[PRM 10] EVERTON 1×2 LIVERPOOL

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Assim como o GRÊMIO brasileiro, o GRÊMIO inglês, de vermelho, também venceu o clássico fora de casa pelo campeonato nacional. Neste caso, a English Premier League 2007/2008.

Em princípio, como não podia contar com o excelente centromédio Xabi Alonso nem com o goleador Fernando Torres, concordei com a escalação de Rafa Benítez para este derby: Reina; Finnan, Carragher, Hyypiä e Riise; Gerrard, Mascherano, Sissoko e Benayoun; Voronin e Kuyt.

Benítez costuma promover revezamentos constantes no Liverpool. Tal opção complica um pouco o ritmo de jogo, o entrosamento e a continuidade na Premier League, embora costume dar certo na UEFA Champions League. À exceção de Reina, Carragher, Gerrard e Torres, nenhum outro jogador pode ser considerado titular absoluto.

Qualquer outro jogador entra com freqüência neste time. Pela ordem de posição, cito Babel/Finnan, Agger/Hyypiä, Fábio Aurélio/Riise, Arbeloa/Mascherano, Babel/Sissoko, Leto/Benayoun, Pennant/Kuyt e Kewell/Voronin.

Fábio Aurélio, Babel, Lucas, Leto, Crouch e Le Tallec são reservas de fato. À exceção do lateral esquerdo ex-São Paulo e do desengonçado centroavante gigante, todos os outros são jovens promessas nas quais o clube aposta muito para o futuro.

Também acho que Crouch agora está sendo escanteado: só entra quando não há outro pra pôr na centroavância e não é convocado para o English Team há um bom tempo. Apesar disso, creio que Le Tallec ainda seja considerado muito “verde”. Ele foi o grande destaque da seleção francesa SUB-21 no último EURO da categoria.

Quarta que vem, o Liverpool viaja até Istanbul para jogar contra o Besiktas pela UEFA Champions League. Mas não poderia poupar ninguém, já que uma derrota tirar-lhe-ia a invencibilidade (quarto lugar com cinco vitórias e quatro empates) ou até mesmo um empate o tirariam do G4. Além disso, clássico é clássico e vice-versa, como diria Jardel. Mas isso não é tudo: na temporada passada, o Liverpool não venceu e não marcou nenhum gol sequer contra os Toffees.

A cidade de Liverpool é menos rica e menos populosa do que Londres, Birmingham e Manchester. Todavia, seus dois clubes possuem uma história incrível: o Everton é um dos 12 fundadores da liga. Os Blues ou People’s Clube (clube do povo), existem desde 1878 e é o clube que menos vezes foi rebaixado na história do futebol inglês: apenas duas vezes. Pouca gente dá bola para esse clube, mas ele tem nove títulos nacionais, sendo o quinto clube mais vezes campeão inglês.

Os Reds, por sua vez, são mais jovens (de 1892), porém é o Liverpool FC o clube mais vezes campeão inglês (18 títulos), o clube inglês mais vitorioso no cenário mundial e o terceiro clube com o maior número de conquistas continentais na Europa, perdendo apenas para Real Madrid e Milan.

O Everton também não pôde contar com seu principal atacante, que é um eventual convocado por Steve McLaren: Andy Johnson estava suspenso e três titulares vindos de lesão foram preservados: Tim Cahill (não entendo como esses ingleses gostam tanto de jogadores australianos – tsc, tsc, tsc…), Thomas Gravesen (aquele volante que o Luxa gostava no Real Madrid, mas que outros técnicos consideravam ‘brucutu’) e James Vaughan.

Meu bruxo ucraniano Voronin cansou de perder gols na cara. Foram pelo menos três. Sissoko não jogou nada e quem foi substituído relativamente cedo no 2º tempo foi o capitão Steven Gerrard. Aliás, Stevie G não tem conseguido jogar o seu máximo porque não está 100% fisicamente.

Outro que não jogou absolutamente nada foi o argentino Mascherano, ex-River e Corinthians. Ele esteve muito aquém de conseguir parar as jogadas no meio-campo do Everton, que tocava a bola em velocidade e jogou em contra-ataques rápidos.

O finlandês Sami Hyypiä, que sempre foi muito regular, não merece mais entrar em campo no início dos jogos porque a idade está pesando. Ele nunca foi genial, mas seus reflexos estão piorando dia após dia. Isso se refletiu na precipitação que resultou no gol contra que marcou a favor do rival aos 37′.

Não fosse a expulsão de Tony Hilbert ao derrubar Stevie G na área prestes a fazer o gol de empate e creio que os Blues teriam mantido a sua invencibilidade. O raçudo atacante holandês Dirk Kuyt, ex-Feyenoord, foi lá e marcou, colocado, no canto esquerdo de Tim Howard (goleiro da seleção dos EUA), com o lado do pé direito. Foi bola de um lado e goleiro do outro.

No finalzinho do combate, depois de vários gols perdidos por Voronin e Sissoko, sempre correndo o risco de levar o segundo gol de um Everton que contra-atacava em velocidade (como Johnson fez falta!) e cavava vários escanteios, a belíssima atuação do ex-gremista Lucas, o melhor jogador em campo apesar de ter disputado menos de 30 minutos de jogo, foi premiada: depois de um carrinho limpo que salvou um perigosíssimo contra-ataque do Everton; de sair jogando com tranqüilidade em três oportunidades nas quais a zaga retomou a bola sob pressão; e de dois lançamentos precisos para Voronin e Sissoko que só não fizeram porque foram afoitos, ele mesmo iniciou uma jogada que passou pelos pés de vários jogadores. Depois do chute que bateu na zaga, lá estava o próprio Lucas Leiva, camisa 21, no rebote. Seu chute à queima-roupa foi espalmado pelo… Centromédio Phil Neville (em excelente fase, justificando suas recentes convocações para o English Team).

Mais um expulso, mais uma penalidade, mais um gol de Kuyt, que cobrou no mesmo lugar. Howard, desta vez, pulou no canto certo e ainda tocou na bola, porém não o suficiente para impedir que ela chegasse ao fundo das redes.

Dunga, Lucas está pedindo passagem! ;)

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XINGAMENTO A GALVÃO BUENO NO MARACANÃ FOI CORTADO PELA GLOBO

A preocupação exagerada da Rede Globo em preservar a imagem daquele que é tratado como um ícone e elevado à oitava maravilha do jornalismo esportivo, o narrador Galvão Bueno, tomou uma proporção ridícula durante a transmissão de Brasil 5×0 Equador na última quarta-feira, 17/10/2007, direto do estádio Mário Filho (Maracanã), no Rio de Janeiro.

O jornal Folha de São Paulo (veículo concorrente) publicou, hoje, sexta-feira, 19/10/2007, que a torcida carioca, empolgada, cantava “Ei, Galvão, vai tomar no cu!”. Segundo nota da Folha, “Para evitar mais constrangimento para o apresentador, a Globo cortou, algumas vezes, o áudio com a voz dos torcedores. Procurada pela coluna, a emissora não quis comentar o assunto.”

A mesma Globo não cortou as vaias ao excelentíssimo presidente da República Federativa do Brasil, senhor Luiz Inácio Lula da Silva, na abertura dos Jogos Pan-Americanos disputados na mesma cidade, no mês de julho. Na ocasião, o mesmo narrador, responsável pela locução do evento, disse que era uma manifestação democrática.

A Band (TV Bandeirantes de São Paulo), através do narrador Luciano do Valle, manifestou contrariedade para as vaias e elogiou o governo.

Conclusão: Galvão Bueno não apenas é egocêntrico e procura ser engraçadinho prejudicando a performance dos comentaristas quando, ao invés de narrar, também tenta comentar os jogos que transmite. Ele é um serviçal de luxo do sistema que blinda a informação que produz diferença, trabalhando passivamente pela manutenção do status quo.

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GRÊMIO: COMO CHEGAR À LIBERTADORES 2008?

Quando estávamos no mês decisivo da Libertadores (quartas-de-final, semifinais e finais), eu fiz diferente: acreditei no GRÊMIO não acreditando, ou não acreditava acreditando muito. As limitações do time sempre estiveram escancaradas nos jogos fora de casa. Se fosse apenas o caso de ser um time limitado que tentava se fechar e, muito raramente, reagir ou jogar no contra-ataque a fim de evitar ser goleado para que a Geral fizesse a diferença no Olímpico lotado, seria uma coisa restrita à natureza da disputa dos mata-matas diante de adversários claramente mais ricos e tecnicamente superiores a nós.

No entanto, o fato está se repetindo em pleno Brasileirão, onde não há morte prévia porque não há fases eliminatórias. Não sei se nem como é tratada a Psicologia no clube. Todavia, o método de motivação e de memorização das precauções que o técnico Mano Menezes repete à exaustão nos treinos e palestras precisa ser trocado por outro, já que é fora de casa que vamos definir nossa presença no maior campeonato de clubes das Américas no ano que vem.

Me preocupa bastante o fato de alguns jogadores já terem manifestado em entrevistas recentes que sentem falta da nossa torcida fora de casa. É natural que o dono da casa procure ter a iniciativa de atacar e que procure conservar a posse de bola por mais tempo. E é óbvio que as dimensões de outros gramados, a quantidade e a atividade dos torcedores do mandante tornam a mecânica de jogo diferente daquela que o TRICOLOR DOS PAMPAS costuma impor aqui dentro.

Porém, se o futebol brasileiro está mesmo relegado a uma vala comum de mediocridade (da qual o GRÊMIO infelizmente não tem como escapar a curto prazo), parte-se do princípio que deve-se buscar o diferencial, isto é, qual a qualidade mais importante que o nosso time possui? O técnico visitante normalmente preocupa-se em corrigir falhas e em se defender – a não ser que tenha um plantel como o do São Paulo em suas mãos, um alçapão como a Vila Belmiro ou uma monstruosidade como o Maracanã lotado a seu favor.

E é disso que o GRÊMIO precisa: surpreender e fazer diferente do habitual fora dos seus domínios.

Daqui até o final do Brasileirão, nossos jogos são os seguintes:

21/10, 18:10h, Maracanã: FLAMENGO
28/10, 16:00h, Olímpico: NÁUTICO
31/10, 20:30h, Arena da Baixada: ATLÉTICO-PR
04/11, 16:00h, OIímpico: FIGUEIRENSE
11/11, 16:00h, Morumbi: SÃO PAULO
25/11, 16:00h, Machadão: AMÉRICA-RN
02/12, 16:00h, Olímpico: CORINTHIANS

Ao contrário do que muitos pensam, a tabela NÃO é camarada com o TRICOLOR DOS PAMPAS. Temos quatro partidas fora, sendo uma seqüência de duas seguidas: uma delas, que é uma derrota praticamente certa contra o bicampeão São Paulo (que será cinco vezes campeão brasileiro, no geral, sendo as duas últimas consecutivas); a outra, embora seja contra um time fraquíssimo, ocorrerá depois de uma longa e desgastante viagem até Natal.

Os dois primeiros adversários fora de casa são dificílimos: o Flamengo, que é bem treinado e vem em ascensão, dentro do Maracanã vibrante, totalmente flamenguista, com sua acústica e tamanho imponente e gramado enorme; e o Atlético-PR, um time dentre os mais fracos do campeonato, mas que não costuma perder para o GRÊMIO em Curitiba.

Mesmo o último jogo, contra o Corinthians, poderá ser complicadíssimo no caso de eles ainda não terem escapado da Série B. Pessoalmente, torço para que o Corinthians esteja fora da degola no dia 25/11, contra o Vasco.

O GRÊMIO precisa, necessariamente, ser muito mais do que foi até aqui para garantir a vaga sem depender de resultados paralelos, pois é preciso vencer pelo menos uma partida fora e ganhar todas em casa para garantir a sua classificação entre os quatro primeiros.

Todavia, eu já acho que precisa de um pouco menos: 11 pontos ou, com um pouco mais de sorte, 10 pontos. Mais em função de eu não acreditar no Cruzeiro e da entrada do Fluminense no G4 do que propriamente do GRÊMIO empreender uma mudança na sua forma de jogar.

Não será nada fácil o GRÊMIO chegar à última rodada em 5º ou 6º lugar, pois Palmeiras e Cruzeiro encerram suas participações contra Atlético-MG e América-RN no Parque Antarctica e no Mineirão, respectivamente.

Será que o raio cairia duas vezes no mesmo lugar? Lembram daquela última rodada da fase de classificação em 1998 quando precisávamos ganhar da Portuguesa (vulga ‘Loser’) e torcer para quatro resultados favoráveis em sete até o último minuto para entrarmos nos mata-matas e conseguimos?!

Mano Menezes e Tcheco têm toda a razão: a chance das vagas para a Libertadores definirem-se antes da última rodada é mínima.

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[EURO 2008 B] HENRY, O MAIOR GOLEADOR DA HISTÓRIA DA FRANÇA

Globoesporte.com > Futebol Internacional > Campeonato Francês – NOTÍCIAS – Henry bate recorde e deixa França na boa

Na penúltima rodada, a França venceu a Eslovênia por 2×0 no lendário Stade de France em Nantes, com dois gols do sensacional Thierry Henry que, finalmente, ultrapassa Michel Platini como o homem que mais estufou as redes adversárias vestindo a camisa dos Bleus.

A França lidera provisoriamente o Grupo B das eliminatórias para a EURO 2008 com 25 pontos, seguida da Escócia, que tropeçou contra a Geórgia (que só possui dois jogadores que prestam – o zagueiro Khaka Kaladze do Milan e o atacante Shota Arveladze do AZ Alkmaar, ex-Ajax e Rangers) e comprometeu sua classificação, pois, mesmo com 24 pontos, joga contra a Itália, terceira colocada com 23, sendo que os italianos têm um jogo a mais contra a “poderosíssima” seleção das…

…Ilhas Färoe! :P

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