VOTAÇÃO DA CPMF CLAREIA IDEOLOGIAS

Paulo Henrique Amorim foi preciso ao apontar como e quais são as forças políticas que dominam o Brasil:

“Uma das vantagens – talvez a única – de acabar com a CPMF é deixar claro quem é conservador e quem é trabalhista.

. Os tucanos são conservadores

. O PT é trabalhista (*).

. O PMDB é o partido de centro, governista, o PSD da República de ’45.

. Os tucanos são a UDN, os “marmiteiros” do Brigadeiro Eduardo Gomes.

. O PT, o PTB de Vargas.

. É uma divisão clássica, que se observa em sociedades maduras e se consolidava no Brasil, até que se instalaram os anos militares.

. Como em qualquer país de democracia madura, os conservadores querem cortar impostos e os trabalhistas querem dar dinheiro aos pobres.

. Nos casos extremos, os conservadores incorporam o neo-liberalismo.

. Na América Latina, o neo-liberalismo foi a doutrina que aplicaram Salinas, do México (refugiado na Irlanda), Fujimori do Peru (preso), Menem da Argentina (na mira da Justiça, permanentemente) e o Farol de Alexandria, ideólogo do fim da CPMF (além de Mário Covas, direto do além).

. A vantagem de o quadro político ficar assim mais nítido é que, com o fim da CPMF, os tucanos não podem mais fazer o jogo duplo – o jogo dos “esquerdistas a favor do avanço” e ser barriga de aluguel dos bancos, da Fiesp e da Associação Comercial.

. E, na hora da verdade, derrubar o imposto que financiava a saúde, o Bolsa Família e a previdência do trabalhador rural.

. Não dá mais para o Farol de Alexandria fingir que ainda é marxista e trabalhar para os bancos, a Fiesp e a Associação Comercial – os clientes preferenciais de suas palestras de R$ 50 mil.

. Chegar em Brown e posar de “estadista progressista”.

. Porque no Governo de FHC – que criou a CPMF –, o dinheiro da CPMF ia para o Ministro Malan pagar a dívida interna …

. Também não dá mais para José Serra ficar de boca fechada e seus epígonos dentro e fora do PIG espalharem que ele é um progressista, adversário ferrenho do neo-liberalismo.

. Como disse na Folha de S. Paulo, o filósofo Paulo Arantes: “o que pensa esse rapaz ?” – o Serra ?

. Não precisa pensar nem falar: ele é o presidente eleito de um partido em que TODOS os treze senadores votaram contra a CPMF.

. Vai ser interessante Serra explicar isso na Favela do Real Parque, ao lado do Farol de Alexandria e de Arthur Virgilio Cardoso.

(*) Por falar em trabalhistas, louve-se a posição do PDT, que votou em bloco pela manutenção da CPMF, depois de receber um documento assinado pelo Ministro José Múcio, em que o Governo se comprometia com a austeridade fiscal e recursos para a saúde e educação.”

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MARADONA QUER TATUAGEM DE CHÁVEZ EM SEU CORPO

Globoesporte.com > Futebol Internacional – NOTÍCIAS – Maradona quer tatuagem de Hugo Chávez

Vejo com ótimos olhos o fato do maior jogador de futebol que eu vi jogar, DIEGO ARMANDO MARADONA, ter uma tatuagem do comandante cubano Fidel Castro e outra do revolucionário Ernesto Che Guevara.

Agora, o homem que levou a Argentina a vencer a melhor Copa do Mundo desde que nasci pretende tatuar a figura do presidente venezuelano Hugo Chávez em seu corpo.

Nestas horas, a forma da mídia brasileira dar a notícia beira o pejorativo e o piegas: eles evocam a alienante, desnecessária e estúpida rivalidade social, política e econômica entre Brasil e Argentina para desqualificar toda e qualquer atitude do ex-jogador que seja contrária à visão hegemônica da mídia corporativa e de seus poderosos patrocinadores.

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GRÊMIO MELHOR EM 2008

O Jorge Vieira, um de meus fiéis quatro leitores freqüentes (os outros são o Guga Türck, o Rodrigo Cardia e o Guillermo), postou um comentário em relação ao que escrevi logo abaixo sobre o nosso GRÊMIO.

Respondo aqui, para todo mundo, o fruto da minha intuição em relação à formação do plantel TRICOLOR para 2008:

1) O técnico é o possível financeiramente e o melhor disponível para lidar com as ambições do EXÉRCITO DE FERRO COM A ALMA CASTELHANA. Vagner Mancini levou o Paulista de Jundiaí/SP, um time de Série B que raramente fica perto da zona de rebaixamento para a C e também fica razoavelmente distante da A, ao título da Copa do Brasil em 2005. Em 2006, na Libertadores, mesmo tendo perdido jogadores importantes como o bom avante Léo (que passou pelo tradicional adversário e me serve – te liga, Pelaipe!) e como o arisco Márcio Mossoró (também para o pessoal alvi-rubro da beira do lago Guaíba), ele conseguiu a proeza de ganhar uma partida do todo-poderoso River Plate. Portanto, ele gosta de raça e velocidade, pois futebol moderno se joga assim.

O GRÊMIO passa por mais de uma década consecutiva de dificuldades para atuar contra times velozes e técnicos (mesmo no bom ano de 2001, com Tite dirigindo o melhor time que o TRICOLOR DOS PAMPAS já teve até aqui no século XXI). Ou alguém se esquece de sucessivas sarandas anuais levadas ora em casa, ora fora, para Atlético-MG, Atlético-PR, Sport, Cruzeiro e Goiás, por exemplo, mesmo quando tínhamos campanha e plantel notavelmente superiores aos desses adversários?!

Imaginem uma mentalidade diferente dessa de ficar tocando curto e de ficar cozinhando o jogo por preocupar-se muito mais com a defesa do que em criar possibilidades de contra-ataque (ou mesmo de atacar direto, impondo o nosso próprio ritmo de jogo): a escolha de jogadores tanto por parte da direção como a partir da escolha do próprio técnico obviamente teria girado em torno de nomes baratos. Mesmo assim, seriam baratos mais ágeis e mais jovens. E Vagner Mancini prefere jogadores assim.

Eu acredito nesse técnico porque Mano Menezes, mesmo tendo operado alguns milagres, não foi capaz de executar o agora urgente “algo a mais”. Logo, até prova em contrário (e eu torço do fundo do coração para que ele consiga se consagrar), ele ainda não provou ser mais do que 10% melhor do que Celso Roth, um treinador medíocre que não conquista nada importante e também não compromete.

Sim, eu sou rigoroso: ser campeão da Série B como o clube de maior tradição que dela participou em 2005 ERA MAIS DO QUE OBRIGAÇÃO. Eu sou contra campeonatos estaduais, pois eles não servem como parâmetro para nada e não levam o grande clube a lugar nenhum, assim como sou contra preferir tripudiar do tradicional adversário em função de uma rivalidade bisonhamente doméstica ao invés de ter a ambição de dar o próximo passo tendo como referência os melhores não da aldeia nem do país, mas, sim, os melhores do planeta. Então, Mano teve mesmo apenas duas proezas: classificar o GRÊMIO para a Libertadores 2007 ainda no ano de sua volta da Série B, quando supunha-se que a campanha do time seria apenas para não cair; ser vice-campeão da Libertadores 2007 com tantas lesões, com tantos medalhões, com a manutenção de tantos “bruxos” e com a ruindade quase geral do plantel.

Mancini, se não der certo, não será devido à sua mentalidade de ao menos tentar vencer ao invés de empatar fora.

2) A defesa titular do início da próxima temporada já é, diparada, muito melhor do que a do 2º semestre de 2007: volta Bruno Teles; Léo está afirmado; volta Teco; Luiz Felipe, o futuro reserva de Felipe Mattioni, é anos-luz melhor do que Patrício e do que qualquer enjambração que Mano tenha inventado ano passado;

3) Eduardo Costa terá, ao seu lado, Júnior – um centromédio que, apesar de ser uma incógnita, é jovem, da mesma geração de Diego Souza e Ibson e jamais se bichou. Pra mim, QUALQUER COISA é melhor do que William Magrão, Edmilson, Labarthe, Nunes ou Sandro Goiano. O ideal seria a permanência de Gavilán. E eu ainda chuleio por esta hipótese;

4) Embora o futebol brasileiro esteja carente de meias de ligação em todos os estados e em todas as categorias de base na atualidade, prefiro quatro volantes de bom passe que saibam sair para o jogo e sejam muito bem treinados para cobrir os laterais e que sempre fiquem dois para dar o primeiro combate do que um Tcheco, um Amoroso ou um Kelly. Medalhões não correm o suficiente e, no caso do ex-capitão, seu desequilíbrio emocional e a necessidade dele ter que virar um segundo lateral-direito defensivo para cobrir o péssimo Patrício foram preponderantes para a degringolada final no último Brasileirão;

5) Soares é uma ótima contratação para a centroavância, posição saariana depois do término da Caravana da Miséria;

6) O resto a gente se vira com o que puder ser garimpado nos Estaduais e na Copa do Brasil.

CHEGA DE DISPOSIÇÃO COM RUINDADE!!!

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WILLIAM NO CORINTHIANS?!

Tudo se deve a uma dívida antiga, daquele time dos pesadelos da gestão Guerreiro/ISL: lembram do  então jovem e promissor zagueiro Nenê, que era do Corinthians e, hoje, disputa o Mundial de Clubes da FIFA pelo Urawa Red Diamonds (JPN)?

Pois é: O GRÊMIO ainda deve mais de um milhão de dólares ao recém rebaixado clube paulistano. Por conta disso, a diretoria do alvinegro do Parque São Jorge foi esperta o suficiente para lembrar-se da dívida e do fato de que tanto eles como o TRICOLOR DOS PAMPAS estão quebrados. Logo, em uma relação de credor e devedor entre um e outro, a forma mais fácil de montar um time é o encerramento da dívida sob a forma de permuta.

Como o Jorge Vieira lembra, Teco, que é jovem e vem de lesão, tem contrato com o EXÉRCITO DE FERRO COM A ALMA CASTELHANA apenas até a metade do ano. Na falta de William e Teco (dupla de zaga vitoriosa do 1º semestre de 2007), todas as outras alternativas ou seriam muito inexperientes, ou de resultado lotérico, à exceção do jovem Léo. No entanto, se ficarmos apenas com Léo, será necessário trcer para que o interior gaúcho ou o SUB-20 apresente um projeto de craque como o Breno do São Paulo, revelação do Brasileirão 2007 para que voltemos a ter uma defesa pelo menos confiável.

Para o montante de dinheiro que nós temos para investir em 2008, as possibilidades de fazermos uma contratação razoável para a posição são escassas. Pereira é insuficiente e parece estar indo para a Portuguesa junto com Patrício e Nunes (finalmente o GRÊMIO conseguiu livrar-se desses resquícios de Série B). Thiego, por sua vez, é muito verde: ainda não se sabe se ele irá mesmo vingar. Léo é titular e Teco poderia ser um reserva do mesmo nível.

Se perdermos William, a quem culpar?! A dívida, considerada baixa para os padrões atuais de mercado, já tem três quartos de década. Guerreiro, em quatro anos, não pagou. Obino, em dois anos, não pagou. Odone, em três anos, até agora não pagou. Portanto, a culpa é de todos.

Mais do que um zagueiro eficiente e experiente, William é o CAPITÃO do time. Hoje, é o único capaz de liderar o plantel com serenidade, ao contrário de Tcheco, que é muito instável emocionalmente e, depois de um primeiro semestre no qual aprendeu a jogar de volante para cobrir as costas de Patrício marcando alguns gols importantes na Libertadores, sucumbiu de vez a seus problemas físicos e à sua impulsividade.

Aconteça o que acontecer, por melhor que seja no vestiário e por mais que tenha acertado em 2006, Paulo Pelaipe não deveria mais ser o responsável pelas contratações, cabendo a ele um papel de “bombeiro” nas coletivas de imprensa e de reforço fiscalizador junto aos jogadores no vestiário e na concentração. Rodrigo Caetano é o profissional mais indicado para assumir a bronca de analisar o mercado e negociar atletas.

Que os erros acumulados do passado sirvam de lição.

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