A TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO

ATENÇÃO: em virtude do insucesso com o teste de uma nova ferramenta para postar no blog, o artigo original foi substituído pelo backup do texto integral integral logo abaixo. Os comentários relacionados a este assunto feitos no post deletado podem ser acessados aqui neste link.
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clique aqui para ler outras postagens sobre Aziz Ab’Sáber no PALANQUE DO BLACKÃO.
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Duas visões extremamente antagônicas: a do geógrafo prof. emérito da USP e colunista da revista Scientific American Brasil Aziz Nacib Ab’Sáber (para mim, um dos maiores gênios que a academia e a ciência brasileira produziram em todos os tempos) e o ex-ministro da Integração Nacional Ciro Gomes. Até aqui, li muitas opiniões de terceiros a respeito do projeto.

Não lembro de ter lido entrevista com nenhum especialista. Então, decidi ignorar o episódio da greve de fome do padre, as críticas e as considerações da Agência Carta Maior e da Caros Amigos porque há um excesso de governismo acrítico em suas manifestações. Por outro lado, vi outras manifestações que considerei interessantes no Vi o Mundo e outras no Conversa Afiada, à exceção do ufanismo, do pragmatismo e do determinismo do líder do governo na Câmara, deputado federal Geddel Lima, que só está no Governo em função de um toma-lá-dá-cá com o PMDB.

Peco por não ter tido saco pra entrevistar eu mesmo a algum professor da UFRGS ou ler o projeto nos sites do Governo Federal. Portanto, assim como ocorre com a maioria das pessoas, minha opinião é mediada e não direta, embora já tenha assistido ao vivo e feito perguntas ao prof. Ab-Sáber sobre uma exposição mais generalista que ele fez aqui em Porto Alegre no final de 1996 (clique aqui para ler a postagem relacionada).

Nenhum dos dois é mentiroso, mal-intencionado ou sequer pode ser acusado de comprometimento com as demandas da oligarquia nacional. No entanto, há que se pesar tanto a intenção do governo (Ciro) quanto a do equilíbrio ecológico e econômico sustentável – a única maneira capaz de ajudar na saúde e na educação das gerações futuras sem comprometer a natureza e a microeconomia de maneira radical daqui para a frente (Ab’Sáber).

Ciro Gomes conhece a economia do Nordeste como poucos. Aziz Ab’Sáber conhece a geografia do Nordeste como poucos (talvez apenas o saudoso geógrafo baiano Milton Santos conhecesse tanto quanto Aziz). Ambos pertencem a diferentes referências de uma elite. Elite no verdadeiro sentido da palavra, como os que uma sociedade apresenta de melhor, em qualidade elevada. A mídia e a classe média papagaia e reacionária confundem elite com oligarquia, que refere-se a que tem ou aparenta ter mais). Embora Ciro Gomes tenha dinheiro e seja famoso, ele pertence, sim, a uma elite intelectual não necessariamente empresarial ou econômica. O prof. Aziz Ab’Sáber vem de uma elite acadêmica, daquela que ainda preza e respeita muito o investimento que o Estado fez na sua formação, com o objetivo de retribuir devolvendo centenas de vezes o dinheiro que foi financiado pelo governo sob a forma de serviços relevantes para a população como um todo, representando o verdadeiro papel social de uma profissão pública.

Eu entendo as razões de Ciro Gomes. Mas entendo mais ainda as razões do prof. Ab-Sáber. A diferença é que o primeiro pensa na urgência e no curto prazo, ao passo que o segundo pensa no futuro. Pessoalmente, estou mais inclinado para o lado que o prof. Aziz defende, embora não rechace nem demonize as razões de Ciro.

Em linhas gerais, o governo encaminha mais uma ação incapaz de cortar o mal pela raiz e de direcionar a totalidade do produto desse empreendimento para quem mais precisa de maneira eficiente e barata.

Leia os seguintes textos e tire suas próprias conclusões:

VISÃO DO MINISTRO CIRO GOMES

VISÃO DO PROF. AZIZ AB-SÁBER

Abaixo, os links do portal BRASIL, do Governo Federal:

Argumentos “sérios” contra transposição do São Francisco serão considerados, diz ministro
Governo e movimentos querem ampliar discussão sobre integração de assentamentos no São Francisco
Sustentabilidade hídrica
Prefeitos de Pernambuco defendem urgência na integração do São Francisco
Integração Nacional libera R$ 19 milhões para obras em 14 Estados
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[CAN'08 C] GOLS DE EGITO 4×2 CAMARÕES

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=rkijJxwMwAU&rel=1]

Incontestável: Mohamed Zidan estava com a macaca, como diria o Zé Trajano. E A ESPN BRASIL PREFERIU TRANSMITIR A SEMIFINAL DA COPINHA!!!

Foi o melhor jogo de futebol dos últimos 15 meses entre seleções que eu fui impedido de assistir em TV a cabo ou aberta.

Lamentável.

Voltando à vaca fria: o Egito, atual campeão, assim como seus outros companheiros árabes Tunísia (que estréia hoje pelo Grupo D) e Marrocos (que enfiou 5×1 na Namíbia na 1ª rodada do Grupo A), normalmente são consideradas seleções extremamente irregulares, que alternam atuações fantásticas com atuações terríveis.

Pelo que se viu até aqui, os países da África Setentrional (árabe) estão jogando mais soltos e são mais entrosados porque possuem ligas fortes e verdadeiramente profissionais de clubes, com poucos jogadores atuando no exterior.

Além disso, o técnico do Egito é nativo, assim como o fazem freqüentemente Argélia e Marrocos (porém não desta vez).

Os países negros mais fortes, via de regra, truncam muito o jogo por medo da habilidade e da velocidade que, assim como pode ser uma arma sua também pode ser a arma do adversário.

Zidan marcou um golaço no rebote de mais uma entregada do velho Rigobert Song (respeitado na Inglaterra e na Turquia, capitão da seleção camaronesa, mas muito atabalhoado, como sempre).

Acho que o atacante egípcio encontrará um caminho mais interessante fora da Alemanha logo, logo.

Ao mesmo tempo, Eto’o marcou duas vezes, apesar da derrota. Sinal de que está em forma, que tem brios e que quer mesmo bater o recorde de 14 gols em CANs que data de 1970.

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A ARGÉLIA DE MADJER

RESOLVI RECICLAR ESTE POST A PARTIR DA ATUALIZAÇÃO DE LINKS E DE BREVÍSSIMAS ALTERAÇÕES NO TEXTO ORIGINAL, POSTADO EM 23/01/2008 (afinal de contas, a Argélia está na Copa 2010)
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Fico até emocionado de lembrar da participação da Argélia na Copa de 1982. Na inesquecível tarde de 16/06 em Gijón, venceram a Alemanha Ocidental por 2×1, gol de Madjer e Belloumi (cuja figurinha eu tinha no álbum Ping-Pong da Copa de 1982 – saudade dos meus nove anos!)

Depois da estréia histórica, no dia 21/06, uma derrota por 0×2 para a Áustria em Oviedo. Finalmente, uma nova vitória contra o fraco Chile em 24/06 – também em Oviedo. Em um jogo de compadres, Alemanha x Áustria proporcionaram um combinadíssimo 1×1 e ficaram tocando a bola para os lados e para a frente sem atacar um ao outro depois que o resultado já estava consumado.

Foi a maior vergonha da história das Copas. Pra mim, nem se compara ao roubo que a Alemanha sofreu na final da Copa de 1966 nem à quase certa compra de alguns jogadores peruanos por parte da ditadura argentina em 1978. Em função dessa tramóia, a Algéria só ficou de fora da segunda fase em função do saldo de gols.

O meia Rabah Madjer (que irá completar 50 anos no próximo dia 15/02) foi o grande ídolo nacional durante mais de uma década. Ele fez fama no querido FC do Porto (meu time em Portugal), ao marcar o gol do título mundial portista contra o CA Peñarol, em 1987, com uma bola laranja que mal ultrapassou a linha do gol em um gramado coberto de neve. O resultado? 2×1, só pra variar, como em quase todas as decisões importantes das quais Madjer foi o protagonista…

Antes, porém, marcou o gol do título da então Copa dos Campeões da UEFA (desde 1992, Liga dos Campeões ou UEFA Champions League) contra o meu time na Alemanha, o FC Bayern München, por 2×1.

Madjer disputou nada mais nada menos do que NOVE Copas Africanas de Nações, obtendo o título em casa, em Argel’90. Na ocasião, Madjer marcou dois gols na goleada de estréia por 5×1 contra a Nigéria. Ele assinalou os dois primeiros gols, aos 36′ e aos 58′. Na decisão, os dois primeiros do Grupo A encontraram-se novamente e, dessa vez, o título veio com um sofrido 1×0, na maior festa que o futebol argelino já viu:

Em entrevista ao canal FRANCE 24, o craque disse uma grande verdade, que é o principal motivo pelo qual escrevo tanto sobre o futebol africano aqui noblog: a CAN é o primeiro evento futebolístico em exposição midiática após a Copa do Mundo, a Euro e a UEFA Champions League. Atrai muito mais olheiros e cobertura da imprensa européia do que a Copa América, por exemplo.

Para vocês terem uma idéia, somente na English Premier League, foram mais de 40 desfalques em mais de 70% das equipes, sendo o Portsmouth o mais prejudicado, pois conta com muitos jogadores africanos em seu plantel (leia post anterior sobre o caso).

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ESPN BRASIL NÃO TRANSMITE EGITO X CAMARÕES AO VIVO


BBC SPORT | Football | Africa Cup of Nations | Africa Cup of Nations photos

(na foto, o técnico egípcio Hassan Shehata)

Infelizmente, a ESPN BRASIL rateou feio trocando o grande e esperado clássico entre EGITO x CAMARÕES, que acumulam nada mais nada menos do que NOVE TÍTULOS da Copa Africana de Nações, pela semifinal da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Com todo o respeito: Rio Branco de Americana x o tradicional adversário do GRÊMIO não tem o MENOR INTERESSE – a não ser para aficcionados de ambos os clubes e de seus concorrentes diretos – São Paulo e Figueirense.
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O 1º tempo recém terminou, com vitória parcial dos Faraós por 3×0. O 1º gol foi de Hosni Abd Rabou aos 14′, cobrando penalidade resultande do toque de mão intencional de Andre Bikey dentro da área.

Apenas dois minutos depois, aos 16′, o centroavante grandalhão do Hamburgo, Mohamed Zidan, fez um golaço (aguardem vídeo mais tarde ou amanhã – assim que estiver disponível).

Depois disso, Camarões teve vários escanteios a seu favor, mas nenhum deles ofereceu perigo.

Aos 38′, o técnico alemão de Camarões Otto Pfister tirou Makoun e pôs Binya em seu lugar. Segundo o texto quase ao vivo do BBC Sport, Makoun não deve ter-se lesionado, não.

Aos 45′+1, mais um gol de Zidan, desta vez de canhota, no canto.

Sigo torcendo pelos Leões, mas a falta da imagem e do som da partida comprometem a análise.

E a coisa tá MUITO FEIA…

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[CAN'08 B] GOL DE MALI 1×0 BENIM

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=K23CXgG3kdo&rel=1]

É melhor a Nigéria pôr suas barbas de molho: o Benin, embora desconhecido, com vários jogadores na Bélgica e em times menores da França, atacou muito no fim tentando buscar o resultado. Segundo o compacto acima, o Mali de Diarra (Real Madrid), Keita e Kanouté (ambos do Sevilla) teve a iniciativa até se acomodar, cedendo espaço após o gol de pênalti marcado pelo ídolo Frédéric Kanouté.

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