NOVO UNIFORME 2 DO BARÇA

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Pra compensar o uniforme 1 que é, ao invés do tradicional listrado, uma versão “bobo da corte” em azul e grená (eu ODEIO camisas divididas ao meio em duas cores na vertical), eis a linda camiseta amarela do BARÇA, com duas listras fininhas blaugrana sob o distintivo, no estilo da atual camisa branca do GRÊMIO.

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UEFA CHAMPIONS LEAGUE: O TROFÉU MAIS LINDO DO MUNDO

Como diz o JOSÉ TRAJANO, diretor de jornalismo da querida ESPN BRASIL, o legal de grande parte das copas européias é que TAÇA TEM CARA DE TAÇA, POIS A MAIORIA DELAS (na Europa) TÊM ALÇAS PRA CARREGAR COM FACILIDADE.

Eis a mais cobiçada e a mais linda delas: a UEFA CHAMPIONS LEAGUE.

O meu sonho de consumo é assistir ao vivo a uma final! ;)

Por enquanto, a reba já está disputando as fases preliminares. Quando eu encontrar alguma novidade interessante ou alguma curiosidade esdrúxula sobre qualquer técnico, clube ou jogador, publico.

MARCEL É UM BOM CENTROAVANTE?

                Marcel começou sua carreira no Coritiba<br />

Se não fosse por uma matéria do GLOBOESPORTE sobre o centroavante gremista MARCEL, jamais lembraria dos dois detalhes que o credenciaram a ser contratado pelo GRÊMIO:

1) Marcel foi um dos principais goleadores do BRASILEIRÃO 2003 com 20 gols (um número bastante expressivo, embora bem abaixo de DIMBA do GOIÁS, com 31 gols);

2) Marcel foi o principal responsável pela classificação do CORITIBA à LIBERTADORES 2004.

Aos 26 anos, deveria estar no auge físico e técnico de sua carreira. Todavia, desde que saiu do Coxa, nunca mais obteve um rendimento satisfatório para a posição. É uma das tradicionais “rebas” do futebol europeu: não serve para os clubes de médio porte do Velho Mundo e é caro demais para os grandes clubes brasileiros. Enquanto durar o seu contrato com o BENFICA, continuará sendo emprestado.

Depois, sabe-se lá o que o futuro dirá…

O ESQUEMA TÁTICO É IMPORTANTE?

No seguinte comentário, meu grandissíssimo amigo prof. GUSTAVO FISCHER fez algumas considerações que merecem ser apreciadas.

O Gustavo disse: “meu insight é o seguinte: os treinadores brasileiros nunca mostraram
inovação tática. o brasil é colonizado taticamente no futebol. nossa
invenção está no fato de jogadores extraordinários ocuparem as vagas
desde os WMs, 2-3-5, 4-3-3, 5-3-2, 4-4-2, etc…todos esquemas importados.”

Concordo plenamente. 75% da lista de técnicos no post comentado por ele é predominantemente formada por ex-jogadores que falam apenas o português, não possuem nem um curso superior de Educação Física, nem o curso de formação de técnicos de futebol da CBF ou da UEFA. Seu trabalho é orientado pela sua intuição, cuja referência empírica vem de uma época na qual o futebol era muito diferente daquele que é jogado atualmente. Procuram compensar a falta de domínio tático e da percepção detalhada dos pontos fortes e fracos de ambos os oponentes (isto é, do seu próprio time e também do adversário) através da motivação.

Como não são estudiosos e nem psicólogos e o Brasil não possui a figura do diretor técnico que aplica uma tática voltada para cada adversário, escala, contrata e libera jogadores, o prazo de validade de todos os técnicos no país, sem exceção, varia de quatro meses a três anos.

Eu fico com a entrevista que o LUCAS LEIVA, ex-GRÊMIO atualmente no LIVERPOOL deu ao João Castelo Branco da ESPN BRASIL: não há mais, nos centros desenvolvidos europeus, as figuras do volante que defende mais do que ataca nem a do meia habilidoso que ataca mais do que defende. A exigência é que cada um saiba exatamente a sua posição INICIAL dentro de campo e se deverão exercer marcação individual ou por zona. Bom passe, inteligência e habilidade ao dar o bote no adversário e muita velocidade são qualidades inerentes a todos os jogadores.

Por que eu não gosto do MARCEL no GRÊMIO, assim como o PETER CROUCH foi uma solução incompleta para o LIVERPOOL? Porque a mobilidade deles é pequena e nem mesmo atitude de pivô eles têm, já que o passe e a velocidade de resposta de ambos os avantes são pífios.

Vejam a zaga do GRÊMIO: ninguém é lento ou pesado e a qualidade do passe é um pouco acima da fraca média dos zagueiros em atividade no futebol brasileiro. Todos eles, quando devidamente cobertos, arriscam-se não apenas nos escanteios para o cabeceio mas, sim, em avançar como efeito surpresa para lançamentos rumo à área. Peguem o THIEGO no GRÊMIO e o CARRAGHER no LIVERPOOL: dadas as diferenças de experiência, maturidade e consagração, o papel deles muitas vezes substitui o de um volante ou de um lateral.

Acho que o que define o futebol hoje é a versatilidade. Há, sim, um biotipo próprio para quem deve destruir, outro para quem deve construir e outro para quem deve finalizar. Mas nada garante que dois times parelhos em um 442 clássico farão um “jogo de xadrez”, nem que um time no 352 contra outro no 442 será mais frágil ou mais surpreendente.

Bem ou mal, os técnicos de clubes brasileiros – quando suficientemente bons – são verdadeiros alquimistas: no verão, o mercado nacional impõe baixas no plantel dos mais pobres e fartura (mais em quantidade do que em qualidade) nos mais ricos; no inverno, severas baixas para o mercado europeu desmontam um time que está começando a manter o ritmo de jogo desejado. É uma analogia com os economistas brasileiros dos tempos de hiperinflação, que são ágeis ao lidar com cenários tão dinâmicos quanto imprevisíveis.

O importante mesmo é conhecer as peças brancas, as peças pretas e transformar o máximo possível de peões em rainhas.

Um exemplo disso sou eu mesmo: no meu jogo de terça-feira na ASHCLIN, eu me fardo pensando em atacar. Aí, eu vejo que tem um guri rápido que não marca e um veterano mais leve e com melhor chute do que o meu. Vou para a zaga, claro. Mais adiante, quando o time deles começa a cansar e o resultado já é favorável ao meu time, posso ir para cima, pois o espaço para eu perder 2/3 das oportunidades de gol que surgem à minha frente e, mesmo assim, balançar as redes e garantir a vitória aparece na segunda meia hora de jogo.

ESCALA O TEU GRÊMIO

O CLICESPORTES apresenta uma planilha em FLASH para escalação do time do GRÊMIO com os jogadores atualmente contratados, à exceção do lateral esquerdo BRUNO TELES recém emprestado para a PORTUGUESA (naquela máxima de que a ‘Loser’ precisa se tornar ‘Winner’ o quanto antes) e do atacante RODRIGO MENDES, que pegou carona num tapete voador rumo à Península Arábica (onde acredita que irá viver suas 1001 noites).

A limitação do aplicativo é que o único “esquema tático” (falo mais sobre o porquê das aspas em um próximo post, devidamente provocado pelo grande prof. GUSTAVO FISCHER) possível é o 4-4-2.

Eu escalei o seguinte onze: Victor; Paulo Sérgio, Thiego, Réver e Anderson Pico; Tcheco, Wilian Magrão, Rafael Carioca e Souza; Ortemán e Reinaldo.

Por um lado, o exercício foi interessante porque o TRICOLOR de CELSO ROTH tem-se dado bem jogando com três zagueiros – em princípio, uma escolha forçada pela falta de opções que o técnico possuía.

Talvez ainda possua, pois 1) a marcação pelas laterais é pouco vigorosa porque ambos os laterais têm uma vocação ofensiva maior do que a defensiva; e 2) a falha de posicionamento no meio-campo abre um buraco entre os volantes e os meias, proporcionando a maior parte dos contra-ataques adversários.

Hoje, sem três zagueiros, há uma tendência à faceirice que, com a minha proposta, espero que seja refutada. Não porque a minha escalação marca mais (pelo contrário) mas, sim, porque a posse de bola no campo de ataque tende a aumentar significativamente.