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Dunga foi – só pra variar – antipático, melindrado, desrespeitoso e ignorante. Reconheço que ele foi anos-luz menos estúpido do que Ronaldo e Júlio César contra o presidente Lula. Contudo, embora cada um acredite naquilo que deseja acreditar e duvide daquilo que deseja duvidar, neste caso específico, qual a diferença entre mim e Lula? Apenas a exposição midiática que o presidente tem e o peso do cargo que ocupa. Nada mais do que isso.
Não sou jornalista, nunca fui jogador profissional, técnico, dirigente, gestor e nem tampouco político. Só ganho o prazer de trocar comentários e links com vários outros blogueiros e leitores espalhados mundo afora. O meu papel é de um entusiasta assíduo do futebol cuja posição é a de alguém que se interessa em ver o esporte ser visto com mais respeito, a fim de que a diversão que ele me proporciona seja cada vez melhor. Não foi nesse sentido que Lula se referiu ao criticar a seleção brasileira utilizando as virtudes dos argentinos como exemplo?
Ricardo Teixeira não confronta os interesses da mídia corporativa. Da mesma forma, deu um jeito de fazer com que os interesses comerciais da Globo passassem a conviver em simbiose com os interesses da CBF. Isso é muito perigoso, na medida em que existe aí uma interferência nociva para o futebol brasileiro.
Se fosse apenas por isso, eu continuaria defendendo a manutenção de Dunga no comando técnico da seleção. Porém, agora é uma questão de postura, pois a imagem do futebol brasileiro está sendo mais uma vez arranhada em outro período de transição entre gerações, assim como o fora com Falcão logo após a Copa de 1990.