
ÓCULOS DE ALLENDE
No CHILE, no URUGUAI e na ARGENTINA, os culpados devidamente investigados e documentados da época de suas respectivas ditaduras estão sendo ou presos, ou execrados publicamente para o resto de suas vidas através de confissões públicas de seus crimes de guerra contra cidadãos civis.
À época, eu tinha apenas 111 dias de vida e não tinha a menor idéia de que, sem tamanha dramaticidade doméstica nem tampouco violência, poderia ser um menino com história levemente parecida com a da menina do filme A HISTÓRIA OFICIAL, de 1982.
Disso nunca irei saber. Mas me faz bem imaginar que eu tenho um papel social de muita responsabilidade: como uma criança que passou quase em branco pela ditadura militar brasileira, não poderia dedicar minha vida a causa mais adequada e nobre do que não parar de aprender e não parar de tentar transmitir conhecimento, fazer a diferença, abrir a cabeça das pessoas.
Ao contrário do que muitos pensam, o triste acontecimento no CHILE foi tão significativo quanto as TORRES GÊMEAS, apesar do processo imperialista global das grandes corporações (não mais do Estado-nação) e da sociedade midiatizada e em rede.
Deixo-lhes o seguinte recado: o estado permanente de guerra no qual nos encontramos só pode ser superado mediante uma forma de resistência descentralizada, horizontal, independente e em rede, que se une e se dispersa pelo planeta de acordo com as necessidades de auto-organização desse organismo chamado multidão, onde cada um é diferente porém todos possuem demandas pontuais em comum.
O CRISTÓVÃO FEIL do DIÁRIO GAUCHE e o MARCO WEISSHEIMER do RS URGENTE postaram impressões mais profundas e menos intimistas do que a minha. Vale a pena conferir.
Os mesmos vídeos do discurso de ALLENDE publicados pelo Weissheimer estarão em breve no meu POD e também nestte blog na coluna da direita.
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Graaande Duende!
Brigadão pela visita! Ando com pouco tempo pra visitar os amigos mas, assim que passar a minha banca de qualificação e a eleição, prometo que deixo os meus pitacos lá no NOVO ALRIADA EXPRESS! ;)
Não sei se tu conheces a Jan Alyne, que também traduzia o GV contigo. Eu também sou pós-graduando em Comunicação e pesquiso sobre um recorte da blogosfera de esquerda. Peguei emprestado dela a tipologia de blogs que ela propôs emum artigo de 2002 quando ainda era mestranda pra introduzir um outro viés. Ela é fera! ;)
[]'s,
Hélio
Concordo plenamente, Hélio. A história oficial (que infelizmente consumimos com a mesma avidez que a sua prima, a ficção hollywoodiana) que nos é contada é feita pelos "vencedores". Neste panorama, é claro que não seria sequer imaginável que um evento Latino-Americano, estimulado pelos mesmos que ora nos empurram sua versão da história, fosse tão importante quanto o "fato" que criaram para motivar mais 10 anos de imperialismo-a-bala no mundo.
Entre os atentados terroristas realizados "via proxy" no mundo, pelo vizinho do norte, e para avançar criminosamente os interesses do mesmo, é claro que há preferência por aquele que foi realizado em suas terras, cortando da própria carne.
A mobilização através do esclarecimento se faz necessária por estas praias desde a invasão européia que nos tornou "americanos". Algum dia a gente chega lá, meu amigo.
Abraços do Verde.