
O presidente falastrão
A terça-feira da última Semana Grenal de 2008 foi marcada por declarações infelizes do presidente tricolor Paulo Odone: empolgado com o bate-pronto do perspicaz repórter de rádio, falou o seguinte, sem pensar:
“Eles são favoritos, mas VAMOS PASSAR A MÁQUINA EM CIMA DELES.“
Portanto, o presidente TRICOLOR não apenas incentivou a motivação do tradicional adversário como também obrigou o time de CELSO ROTH a obter como único resultado aceito pela torcida a vitória na casa de um adversário fisicamente na ponta dos cascos, motivado, confiante em virtude de três vitórias consecutivas, ciente de sua responsabilidade e totalmente de sangue doce, pois não tem absolutamente nada a perder. Felizmente, nosso técnico é inteligente e tratou de minimizar o estrago da diretoria (tentativa de condicionamento da arbitragem do diretor de futebol ANDRÉ KRIEGER, o ‘ atropelamento’ de Odone, o desdém do assessor de futebol deles, etc.). Contudo, terá sido tal providência suficientemente forte para conter a impetuosidade física e emocional do plantel TRICOLOR? Afinal de contas, o risco de lesões e expulsões sem sentido sempre aumenta exponencialmente após episódios como esse.
Se o GRÊMIO perder no domingo, a torcida culpará diretamente o treinador, contra quem muitos nutrem um preconceito e uma má vontade quase irracionais. Nessa hora, ninguém irá lembrar-se das causas realmente diretas caso o infortúnio se confirme (esta e esta).
A própria passionalidade do torcedor incendiada pela espetacularização da notícia encarregar-se-á de instaurar uma CRISE no OLÍMPICO MONUMENTAL, pois a escolha do dirigente pelo óbvio não foi feita.
Até onde sei, O GRENAL É APENAS UM JOGO DE TRÊS PONTOS, ASSIM COMO O SERIA CONTRA O REAL MADRID OU CONTRA O ÍBIS: embora apresente toda uma tradição de intensa rivalidade e de momentos tão insólitos quanto bizarros em 99 anos de história após quase 400 duelos, como o BRASILEIRÃO não é disputado em grupos, fases e mata-mata sucessivos, o GRENAL nada mais é do que um jogo qualquer.
A bem da verdade, tanto os maiores sucessos nacionais e internacionais do GRÊMIO e do TRADICIONAL ADVERSÁRIO foram obtidos mediante comparação única e exclusiva de si próprios em relação aos melhores do planeta em cada contexto: se o vizinho do lado não é o melhor, porque diabos deveríamos nos preocupar com ele se temos mais o que fazer?
Torçamos, pois, para que a retomada do caminho do TRI seja constante.
vaum se fuder gremista do inferno !!!!!!!!!!!
dalhe inter campeao de tudo !!!!!!!!
123 o gaymio é fregues!!!!
filhos da puta
Salve, Jorge!
Eu participei de duas eleições como associado que tomou posição e decidiu trabalhar por uma candidatura. Em 2004, votei na chapa 2 Grêmio Vencedor (que continha o MGN, movimento que me parecia realmente diferente). Na eleição para presidente, depois de eles terem cansado de falar mal do Odone porque ele era amigo do Guerreiro entre outras coisas, curiosamente abraçaram-se com ele, pois foi quem garantiu ao MGN uma cadeira no Conselho de Administração e o Quadro Social – coisa que Adalberto Preis, então simpático ao grupo, não havia garantido com veemência.
Não foi isso que me fez sair do MGN – foram questões pessoais, de trabalho. Na verdade, não tenho absolutamente nada pessoal contra ninguém. E acho que seguem fazendo um trabalho de primeira qualidade no Quadro Social. Porém, a questão da Arena me faria sair do MGN, pois não creio no perigosíssimo modelo de negócios definido para erguer o empreendimento.
Converso com economistas, contadores, administradores, advogados, engenheiros e arquitetos de várias origens sociais que trabalham ou como autônomos, ou como funcionários de empresas de diversos portes. A maioria deles (pelo menos 60%) não acredita que vá sair a Arena. E, se sair, temem que o Grêmio não seja seu dono. São observações de quem conhece o mercado.
O problema do Grêmio é que pouca coisa muda, não importa quem esteja no poder. Não é uma questão de nomes nem de volume de serviços prestados mas, sim, de homogeneidade cultural, econômica e profissional.
Duda Kroeff é um cara que tem o apoio do movimento Grêmio Acima de Tudo, do ex-presidente Hélio Dourado. Embora Kroeff não tenha se manifestado a respeito do local da Arena, o presidente Dourado fez uma avaliação paralela à do Antonini do MGN e apóia a construção por módulos no lugar do próprio Olímpico e a revitalização do bairro Azenha e arredores. Caso algo dê errado na proposta do pessoal do MGN, pode ser que tal assunto volte à baila.
No mais, depois de tantos sustos com dívidas e parcerias malfadadas, me parece que o fato de o clube agora ser administrado como uma empresa independe de quem esteja lá – a não ser que algum Guerreiro, Obino ou Rafael Bandeira ou seus aliados tenham a possibilidade de chegarem ao poder.
Em princípio, é isso. Mais adiante, com mais informações disponíveis, posso opinar com maios propriedade sobre o assunto.
[]‘s,
Hélio
Grande Hélio!!!
Tenho acompanhado nos blogs o debate da eleição e sinto um “certo acirramento”, mas não encontro afirmações mais densas, só generalidades. Vou votar no Duda Kroeff, mas o que ele pensa? Quem é o Duda? Quais são seus atributos para assumir a presidência? Descender do Patrono? Acho que deve ser um cara bacana, porém é preciso ir mais adiante.
E aí o que tu pensas? O que tens ouvido?
Abraços
Jorge Vieira
Anônimo Admirador do Grêmio Sempre disse…
Como eles não vão publicar lá, mesmo: percebe-se claramente quais são as postagens/comentários vou fazer as colocações aqui:
1. O Grêmio Sempre só teve um lado: o do Grêmio.
2. Na eleição proporcional houve um acidente de percurso: era esperado um acordo global (amplamente negociado) que não chegou a bom termo e traz até hoje repercussões, por alguns radicalismos de radicais e prepotentes, com o rei na barriga, achando-se os tais;
3. O Grêmio Sempre esteve do lado do Grêmio na eleição do Dr. Raul Régis e André Krieger
4. O Grêmio Sempre SEMPRE esteve do lado do Grêmio na questão da Arena;
5. O Grêmio Sempre esteve do lado do Grêmio por ocasião da leitura do relatório da Comissão de Ética sobre os cheques da ISL
6. O Grêmio Sempre esteve do lado do Grêmio por ocasião de nomeação de auditoria e da respectiva leitura negada pelo Conselho Deliberativo
7. O Grêmio Sempre não teve nenhuma participação no episódio dos cheques da ISL e nem em NENHUM episódio desse jaez
8. O Grêmio Sempre nunca criou dívidas monumentais para o clube, quase impagáveis
9. O Grêmio Sempre nunca sabotou nenhuma gestão, pois é GRÊMIO SEMPRE;
10. O Grêmio Sempre foi SEM NENHUMA DÚVIDA o inspirador e mentor e realizador da GESTÃO ESTRATÉGICA, da MODERNIZAÇÃO, da PROFISSIONALIZAÇÃO, da GOVERNANÇA CORPORATIVA. Foi o responsável pelos “quadradinhos”, sim senhor, que o Presidente Paulo Odone diz que salvaram o Grêmio
11. O Grêmio Sempre foi o mentor e responsável pela opção por consultorias indispensáveis à “prova dos nove” do projeto arena, sim senhor, conforme reconhecido publicamente por Odone no Conselho Deliberativo e que, estão provados por escrito.
12. O Grêmio Sempre SEMPRE votou a favor do Grêmio na reforma estatutária, na revisão, na votação do Código de Ética, na votação do Regulamento Geral.
13. O Grêmio Sempre é, sim, a favor da candidatura Duda Kroeff por entender que é a melhor para o Grêmio.
14. Enfim, o GRÊMIO SEMPRE tem CURRÍCULO – não folha corrida – de uma infinidade de ações e comportamentos SEMPRE EM FAVOR DO GRÊMIO, sendo este espaço pequeníssimo para relatar todos – SEM UMA ÚNICA JAÇA, nunca pulou de uma lado para outro PORQUE SEMPRE TEVE SÓ UM LADO, O DO GRÊMIO.
NUNCA USOU O GRÊMIO!
Hélio,
É gratificante “discutir” com gremista, pois a coisa flui. É como eu vivo repetindo: não discuto com colorado. Pra isso eu precisaria retroceder três estágios na linha evolutiva e aí fica difícil.
Como falaste, acredito que a vaga na Libertadores, se não está exatamente garantida, está muito bem encaminhada. Segundo os sites de estatísticas – e refiro especificamente o blog do Davi Castiel Menda, a vaga pra Libertadores será alcançada com 63 pontos. Ou seja, são 12 rodadas pra fazer 13 pontos e isso fazemos até com o aproveitamento atual.
Pra levantar a taça a coisa complica um pouco mais. A necessidade sobe pra 72 pontos. Friamente, como disseste, alguém de fora certamente apostaria as fichas no Grêmio. Tanto mais porque dois dos adversários ao título estão embrenhados na tal Copa Sulamericana e o Palmeiras muito provavelmente passe de fase e vá jogar no México! E o Brasileirão não dá folga.
Na minha opinião o único resultado que fugiu COMPLETAMENTE do prognóstico foi a derrota pro Goiás. São três pontos que precisaremos recuperar. E não é nada impossível que o sejam contra o próprio Palmeiras. Aí é a pá de cal. Mas até lá tem muita água pra passar por baixo da ponte e o mês de outubro se apresenta promissor: três jogos em casa e dois fora, sendo um contra a Portuguesa (sem querer antecipar nada, é jogo pra 3 pontos).
Quanto ao GREnal, onde já comecei a contar mais três pontos, tão noticiando que os ingressos pra torcida do Grêmio devem esgotar ainda hoje, o que significa que ficarei sem o meu e terei que assistir pela TV, churrasqueando e bebendo cerveja gelada na casa de alguém que se disponha a pagar o PPV! : )
Parabéns pelos blogs.
Abraço.
Bejos
:D
Olá boa tarde, adorei o seu blog :P
Bom apimentar o jogo ainda mais clássico é sempre bom, mas é preciso saber no que falar q
Fred,
Primeiro: obrigado pela visita. Como não ganho um centavo com este blog, estou aqui pra trocar idéias e me divertir. O lance é saber usar o blog não como um meigo diário pessoal de adolescente nem como uma simples forma de desabafar mas, sim, como um canal de relacionamento em que o debate pode transformar o esporte em alguma coisa mais interessante e menos corrupta.
Segundo: Gostei da tua ironia! Em certos momentos, lembra meus amigos do IMPEDIMENTO . Se conseguires ser ainda mais “cara-de-pau” (no bom sentido), podes até chegar ao nível d’A NOVA CORJA . ;)
Voltando ao TRICOLOR DOS PAMPAS: claro que eu respeito e aceito integralmente a tua opinião. Inclusive deste argumentos interessantes que não anulam nem a forma como eu vejo a coisa, nem o teu próprio jeito de se expressar.
Então, agora vou te contar por que eu escrevi o que escrevi: eu digo “tradicional adversário” porque foi talvez a única herança legal da gestão Rafael Bandeira, de triste memória. É uma expressão que não eleva-os ao nível de rivais, pois rivalidade consiste em disputar tudo no mesmo nível. E isso não é verdade, já que eles costumam ficar atrás de nós na maioria das competições internacionais, exceto na falecida Copa Mercosul e na atual Sul-Americana (que, convenhamos, vale uma merreca). Tradicional porque não há nenhum outro clube contra quem o GRÊMIO tenha jogado tantas vezes.
No mais, não acho nada positivo o presidente chegar num momento de queda (apesar da boa apresentação contra o Atlético-PR e da mão ‘amiga’ da arbitragem contra nós) e cair ingenuamente na armadilha de uma artimanha velhaca feita por um repórter. Isso só serve pra pôr mais lenha na fogueira deles. Nunca foi bom pra ninguém provocar o adversário. Deixa eles quietos e decide o jogo a nosso favor trabalhando em silêncio. Simples assim.
Por que eles não têm nada a perder? Porque a Libertadores é LUCRO devido a sete meses de erros em todos os setores do clube morango e porque eles vão atrás de um técnico melhor do que o Tite em 2009.
Justamente agora, eles estão, sim, com um bom condicionamento físico – coisa que não tinham até umas duas ou três semanas atrás. Em relação ao clássico de domingo, eles vão pôr apenas quatro titulares contra o Universidad Catolica. Hoje em dia, time chileno de ponta é nível Série B brasileira. Como o UCA tá apenas em 9º lugar, é um timeco de Série C, que perderia para o Brasil de Pelotas.
Eu dificilmente digo que alguma coisa não vai dar certo para o GRÊMIO. Mesmo assim, antes que aconteça o pior, prefiro apontar as falhas que podem nos prejudicar antes de falar nas nossas qualidades porque sou fã de quem sabe usar o cérebro pra arriscar e, ao mesmo tempo, prevenir-se ao mesmo tempo.
Friamente, ao contrário do que andam dizendo por aí, eu acho que o GRÊMIO está garantido na LIBERTADORES 2009, mas não tem o título garantido, não. Mesmo assim, não vejo como o PALMEIRAS ou o CRUZEIRO nos ultrapassarem (mesmo que a gente perca as duas pra eles fora de casa) e abrirem uma grande vantagem. Como todo mundo é irregular, dá pra perder pra eles e vê-los perdendo bisonhamente para times bem fracos.
E eu defendo o CELSO ROTH mais porque o plantel é limitado do que pela qualidade do técnico, embora eu não o ache burro.
Valeu a força! ;)
[]‘s,
Hélio
Bom, opinião todo mundo tem e o blog, por essência, é espaço de opinião. Logo, é necessário, acima de tudo, respeitar a do blogueiro. E o faço, mas discordo dela em vários aspectos.
Em primeiríssimo lugar é absolutamente necessário deixar esclarecido que NÃO EXISTE um tradicional adversário do Grêmio no RS. Esse papo de co-irmão, rival, tradicional adversário é conversa politicamente correta da imprensa baba-ovo. A gentalha da beira do lago não é, nunca foi e nunca será adversária do Grêmio.
Daí vem o segundo ponto de discórdia: três pontos contra as ribeirinhas não valem o mesmo que contra qualquer outro time, pois ganhar delas é, sim, obrigação do Grêmio. Se não por todos os motivos, pelo simples fato de que, ao contrário do que disse o blogueiro (mais uma discordância), elas não estarão “fisicamente na ponta dos cascos” pois a ressaca de um jogo na quinta à noite seguido de uma viagem deixa qualquer um bem descontado até 72 horas depois, tanto mais quando de fala em esporte de alta competição.
Quanto ao “não ter nada a perder”, a coisa também não é bem assim. Pra elas o GREnal é, sim, um divisor de águas. Pro Grêmio nem tanto, apesar de que a vitória encaminhará tudo de um jeito mais tranqüilo. Elas, perdendo, se despedem da chance de disputar a Libertadores no ano maldito de 2009.
Pra finalizar, GRENAL, assim, escrito em maiúsculas, é a corruptela de GRÊMIO X NACIONAL DE MEDELLÍN. A covardia, o embate do GRANDE contra o minúsculo, se grafa GREnal.
Abraço.