Psicologia profissional de qualidade, recursos humanos capacitados para entrevistar jogadores não apenas pelo que eles fazem tecnicamente ou pelo seu currículo de títulos mas, acima de qualquer outro critério, pelo seu equilíbrio emocional aliado a um senso de liderança e espírito de indignação com eles mesmos: não tenho a menor dúvida de que o GRÊMIO de 2007 era melhor do que o de 2008 e de que o de 2006 era bem melhor do que o de 2008 e o de 2007.
| Os jogadores também acreditam, mas por uma questão quase contratual. A grande questão é o QUANTO eles acreditam e o QUANTO eles tem noção do QUANTO que esta crença é importante para os Gremistas fora das paredes do cárcere. Será que em meio à sinuca, videogames, ipods, livros de auto-ajuda ou marias-chuteira online, há tempo para perder o sono ou se preocupar 24 horas por dia com o problema de quem CERTAMENTE estará no Olímpico ano que vem, seja qual for a competição a ser disputada, acreditando sempre, mesmo que da boca para dentro? |
| queremos ACREDITAR que sim. Mais que isso, nesta reta final queremos VER essa crença materializada em atitude, correria, indignação consigo próprio, pressão nos 90 minutos, costas esfoladas de buscar bolas impossíveis, cãibras, nada de fôlego para entrevistas no final e amor à causa (nem estamos pedindo que seja à camisa). Pois nos mostrem, não apenas digam. Afinal foram vocês mesmos que nos fizeram ACREDITAR no impossível que era este título. |
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Localizei a data certa da troca de treinador. A leitura das entrevistas dos dirigentes da época, pós jogos, é um horror de amadorismo, desconhecimento de administração de um grupo de trabalho no futebol
CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, SEGUNDA-FEIRA, 27 DE SETEMBRO DE 1999
Roth cai. Cláudio Duarte deve assumir
01ROTH9C.jpg Celso Roth foi demitido após a nova derrota do Grêmio. Já havia acordo para a saída
O técnico Celso Roth foi demitido ontem à noite pela diretoria do Grêmio, poucas horas após a derrota por 3 a 2 para o Guarani, no estádio Olímpico. O nome de seu substituto será informado hoje, às 12h. Cláudio Duarte, atualmente treinando o Gama, é o nome mais cotado para assumir o cargo. Carlos Alberto Parreira, que dirige o Fluminense, também tinha admiração por parte dos dirigentes. O nome de Émerson Leão, atualmente sem clube, foi descartado ontem à noite pelo presidente José Alberto Guerreiro, por não se enquadrar na sua filosofia de trabalho.
‘Particularmente, sou contrário a mudanças personalizadas, mas sou obrigado a me render aos resultados, que, infelizmente, não eram bons’, disse o presidente. Logo após assumir, em dezembro do ano passado, Guerreiro garantira que Roth só sairia juntamente com ele. ‘Agora, no entanto, precisávamos de uma mexida’, justificou.
O vice de futebol, André Krieger, revelou que a saída de Celso Roth foi fruto de um acordo. ‘Já era intenção do próprio treinador colocar o cargo à disposição.’ Roth seguirá recebendo seu salário, estimado em R$ 70 mil mensais, até ser contratado por um novo clube. Ele comandava a equipe desde agosto de 98. Nesse período, venceu a Copa Sul e o Gauchão, ambos os títulos disputados este ano. Última página
Gostaria de ver essa estatística. Em breve pesquisa que fiz identifriquei como treinador o Cláudio Duarte conforme notícia, abaixo, do Correio do Povo. Gostaria de identificar a veracidade dos fatos pois é condição para qualquer análise e conclusão corretas.
CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, SEGUNDA-FEIRA, 4 DE OUTUBRO DE 1999
Grêmio, 10 minutos de envergonhar
Time leva 4 a 0 do Coritiba e Guerreiro admite que não aspira mais a classificação. “Ronaldo não é intocável”, diz Claudião
Guga,
O Caio Jr. é um cara estrategicamente promissor e inteligente. Porém, falta-lhe cojones. Mesmo assim, gosto dele.
Creio que ele não fica no Flamengo caso o clube dispense vários jogadores ao final da temporada. Se ficar, é sinal de que o Flamengo voltou a ser um clube sério.
Também gosto do NEY FRANCO. É um cara que já ganhou uma COPA DO BRASIL e que, fora o FLAMENGO, teria sua primeira chance em uma nova cultura de futebol e de torcida junto a um clube maior do que os demais que já treinou (IPATINGA, ATLÉTICO-PR e BOTAFOGO).
Mesmo assim, eu gosto de caras com o estilo do CELSO ROTH na hora certa e no lugar certo. Concordo que ele não seja o técnico certo para todo e qualquer clube nem para todo e qualquer perfil de plantel.
Mas apesar das goleadas, o GRÊMIO não foi mal naquele ano.
Além disso, o PVC tem anotada toda a ficha da carreira do ROTH por onde ele passou e concluiu que jamais houve uma campanha fraca, apesar de poucos títulos.
É a isso que me refiro e à limitação não-percebida e não-aceita em relação a nosso plantel por causa do excesso de passionalidade e de uma certa má vontade que beira o preconceito.
Eu acho que se não houver nenhuma aberração tipo SIMIONATTO, LAZARONI ou HÉLIO DOS ANJOS ou a ressurreição de algum técnico defasado (ANTÔNIO LOPES, p. ex.), todo e qualquer técnico deveria ficar por pelo menos dois anos.
Se não há problemas de relacionamento e se o plantel é sabidamente limitado, sai mais barato e dá menos incomodação se livrar de vários boleiros fracos do que do técnico.
Essa minha visão seria exatamente a mesma se o técnico permanecesse sendo o MANCINI.
[]‘s,
Hélio
Em outra passagem do Roth pelo Tricolor ele bateu recorde de levar goleadas. Apanhamos do Goiás, da Portuguesa em casa, sempre por mais de 4 gols. Foi horrível! Ele tinha na mão um time de evangélicos, que perdia e ia para o microfone dizer que “se perdemos, foi porque Deus queria assim”. E o que ele fez? Chutou o balde?! Dispensou jogadores?! Não. Continou com a cabeça-dura dele fazendo sempre o contrário daquilo o que todos os analistas do jogo comentavam. Parecia birra.
Eu me indignei com aquela situação e fui ao Olímpico em um dia de treino. Enchi o saco ali da social, gritando que nem um louco pra ele pedir pra sair. Um segurança me ameaçou retirar do estádio e me calei. Resultado? Outra goleada no jogo seguinte.
Sei lá, às vezes tenho a impressão que o Roth acorda às 6h da matina, compra todos os jornais, liga 3 rádios em estações diferentes e consome tudo que se escreve sobre o seu trabalho e… faz tudo ao contrário!
É incrível. É só um opinista desses de plantão, comentaristas do óbvio, tipo Wianey Carlet fazer uma análise sobre mudança de esquema que ele vai lá e mantém o esquema! Que tipo de convicção é essa?
Sério, eu acreditava piamente que depois daquela última passagem dele pelo Grêmio nunca mais mesmo o veria comandando o Tricolor, de tão ridícula que foi. A gente sempre fez piada sobre isso, inclusive. Daí, numa noite dessas estou na Freeway indo a Torres e no rádio anunciam que Mancini havia sido demitido e eles tinham contratado o Roth! Eu não conseguia acreditar naquilo, parecia pegadinha… Pior que isso só quando trouxeram o Lazaroni.
Por favor, Roth nunca mais.
Eu apostaria no Ney Franco, o foguinho tá mal das pernas nas finanças, com salários atrasados e tal. Ou então no Caio Jr., porque acho que o Flamengo vai dispensar ele. Na última das hipóteses, tentaria o Mancini de novo – este, sim, tirando leite de pedra no Vitória.
André:
Não aposte nisso. Nunca um treinador esteve tão fora, quanto Roth após as duas desclassificações.
Ouçam o que estou dizendo.
Se começarem a contratar treinadores – esses medianos que não conhecem a terrinha – o Grêmio será sério candidato ao fracasso.
Depois, vão buscar quem para consertar?
Deus me livre a repetição de certo filme!
Façam a seguinte pesquisa. Consultem todos os que trabalharam com Roth no Rio Grande do Sul.
De todos, sem nenhuma exceção, vão ouvir que é um treinador COMPETENTE, sério, honesto, trabalhador.
TODOS vão reconhecer que ele chegou, sempre, o mais longe possível para as circunstâncias.
Tem deficiências. Claro. Quem não tem?
Vou dar um exemplo. Assumiu o Grêmio em 1998 nas circunstâncias lembradas por quem tinha idade suficiente.
Do quase nada montou um time que, em 1999 foi campeão da Copa Sul Brasileira e campeão gaúcho.
Se desentendeu e saiu.
O Grêmio só não caiu para a segunda divisão porque foi salvo pela poupança de 1998 (na época vigorava a média).
Em 2000, tentaram vários medalhões de custo elevadíssimo e o Grêmio estava novamente nas últimas colocações do campeonato brasileiro.
Foram buscar o Roth e o Grêmio chegou à semifinal.
A indignação do momento decorre de que o Grêmio, por todas as razões já explicadas (com as quais mais ou menos concordo), chegou a uma posição bem acima da expectativa. Daí, também pelas razões explicadas, caiu de produção.
Se o caminho tivesse sido o inverso: tivesse começado fraquejando e fosse subindo para estar, hoje, na 3a. colocação, novmente TODOS estariam elogiando.
Quem sabe analisar futebol, isolando o quanto possível a paixão, identifica, sem dúvida, que a campanha do Grêmio, considerando o time e o elenco que tem, e as circunstâncias adversas enfrentadas, é, no mínimo. MUITO BOA.
No início do campeonato, a quase totalidade assinava em baixo por uma posição intermediária senão por escapar do rebaixamento.
Releiam o que se dizia – inclusive a direção do Grêmio – quantos e que tipo de jogadores o Grêmio precisava, logo após as duas desclassificações.
Mas, enfim, quem sou eu, para convencer em cenário de frustração de expectativas?
Além disso, ele está incluído entre os mal-amados por algumas razões conhecidas e outras MISTERIOSAS.
Eu não sei dizer se o Celso Roth seria um técnico de tiro curto ou mata-mata pelo conjunto do seu trabalho ou se, por outro lado, o mais próximo que esteve de um plantel qualificado o suficiente para ao menos garantir vaga na Libertadores ocorreu em 1998 no Grêmio (nos salvou da zona do rebaixamento e nos levou à Libertadores com um bom plantel, nos tempos de vacas gordas da ISL), em 2000 de volta ao Grêmio da ISL (agora menos poderoso, porém mais brigador, até a semifinal da Copa João Havelange e nova classificação à Libertadores).
Finalmente, com o melhor time que já teve em mãos, o Palmeiras (se não me engano, em 1999), levou-o a uma semifinal de Libertadores.
Nesse ponto, há vários técnicos campeões brasileiros com plantéis parecidos com o plantel atual do Grêmio que ganharam o Brasileirão mas fizeram fiasco na Libertadores.
O único que foi campeão numa e vice na outra foi Geninho. Mas esse é um antigo sonho de certos fragários que se consideram “galáticos” e hoje têm uma condição financeira e um apelo de vendas bem maior do que o nosso (centenário deles).
Aí, sobra poucas opções, mesmo: Renê Simões? Dorival Júnior? Caio Júnior?
Diria que Adilson Batista permanece no Cruzeiro aconteça o que acontecer, assim como Muricy permanecerá no SPFC. O Luxa só trabalha onde há muito dinheiro e não tem apoio nem da torcida, nem da mídia gaúcha, assim como Hélio dos Anjos.
Sob nova direção, Vagner Mancini voltaria?!
Por favor, não me falem em um chorão de auto-estima baixa e pique motivacional zero como Cuca.
Então, não sobra muita coisa, mesmo. Nesse ponto, eu prefiro manter o Roth não apenas por falta de dinheiro ou de opções mas, sim, porque acho que o teste definitivo da carreira dele será na Libertadores com um plantel parcialmente renovado.
Se for mal, aí, sim, que não se cogite o nome dele nem pra técnico de botão.
Por enquanto, ele ainda me paree viável.
[]‘s,
Hélio
O problema do Celso é que de uma forma ou outra, ele sempre acaba dando razão a quem o acusa de não saber ganhar, mesmo fazendo um bom trabalho, concordo com o Jorge Vieira, o Celso é um bom treinador para tiro curto, quando a competição exige continuidade, ele não vai bem, e isso não se aplica apenas ao seu trabalho com esse plantel limitado do tricolor, lembro que com o Palmeiras, não recordo o ano, ele tinha um bom plantel nas mãos e também não soube dar continuidade ao trabalho. E depois do acontecido ontem, quando claramente ele bateu de frente com o André Krieger, não existe mais clima para a continuidade dele em 2009. Acho bom nós gremistas, continuar com aquele debate sobre quem seria o treinador ideal dentro dos possíveis para o nosso tricolor. Saudações aos irmãos tricolores
Quando tens um elenco rico e numeroso, equipe bem treinada, organizada, podes fazer o sugerido pelo Jorge Vieira.
Quando tens elenco pobre e reduzido, a única chance é organizar e treinar à exaustão o mesmo time, sem variações de esquema (pra isso é preciso ter jogadores superiores) a fim de fazer o coletivo superar as individulidades do adversário.
Roth foi bem enquanto seguiu essa receita.
Quando achou ou “acharam-no” que podia seguir a primeira receita afundou.
Sem deixar de considerar que a receita da organização sofreu problemas de eficácia com os desfalques inevitáveis.
Para mim, essa é a síntese do possível sem contestar as idéias brilhantes defendidas pelos debatedores as quais ficam, entretanto, no terreno do desejo.