Psicologia profissional de qualidade, recursos humanos capacitados para entrevistar jogadores não apenas pelo que eles fazem tecnicamente ou pelo seu currículo de títulos mas, acima de qualquer outro critério, pelo seu equilíbrio emocional aliado a um senso de liderança e espírito de indignação com eles mesmos: não tenho a menor dúvida de que o GRÊMIO de 2007 era melhor do que o de 2008 e de que o de 2006 era bem melhor do que o de 2008 e o de 2007.
| Os jogadores também acreditam, mas por uma questão quase contratual. A grande questão é o QUANTO eles acreditam e o QUANTO eles tem noção do QUANTO que esta crença é importante para os Gremistas fora das paredes do cárcere. Será que em meio à sinuca, videogames, ipods, livros de auto-ajuda ou marias-chuteira online, há tempo para perder o sono ou se preocupar 24 horas por dia com o problema de quem CERTAMENTE estará no Olímpico ano que vem, seja qual for a competição a ser disputada, acreditando sempre, mesmo que da boca para dentro? |
| queremos ACREDITAR que sim. Mais que isso, nesta reta final queremos VER essa crença materializada em atitude, correria, indignação consigo próprio, pressão nos 90 minutos, costas esfoladas de buscar bolas impossíveis, cãibras, nada de fôlego para entrevistas no final e amor à causa (nem estamos pedindo que seja à camisa). Pois nos mostrem, não apenas digam. Afinal foram vocês mesmos que nos fizeram ACREDITAR no impossível que era este título. |
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Caro Hélio!
Acho, modestamente, que estás sendo reducionista: nós tínhamos preparo físico e os outros não.
Será que em um campeonato longo é possível manter, sem variações, o mesmo esquema de jogo? É adequado repetir a mesma escalação, esgotando os jogadores? Por que não variar o esquema em uma mesma partida e no campeonato conforme o adversário? Nunca esquecer que há uma dualidade, um joga conforme o outro. Lembra aquela do Garrincha: combinaram com os russos?
Acho que o Roth é o típico treinador para tiro curto, tipo Copa do Brasil. Numa disputa mais longa o cara tem uma crise de idéias e estressa o grupo. Veja na Europa, os grandes times variam a escalação de um jogo para outro, possuem recursos para isso. Esse é o nosso futuro, precisa variar o esquema e os jogadores, mesmo que esses estejam bem.
E aí quem seria o treinador ideal para a nossa cultura de alma castelhana?
Abraços
Não dá pra analisar pessoas nem seqüências de trabalho tão-somente a partir de uma relação entre causa e efeito mediante a mera observação das escalações. Afinal de contas, são quase 30 cabeças que pensam e agem diferente, com níveis de maturidade e de apogeu e decadência física completamente diferentes.
Há coisas que a gente nunca saberá como seriam porque o SE não existe. Mas eu tenho o cutuque de que este mesmíssimo plantel do GRÊMIO teria ficado abaixo do tradicional adversário e freqüentado a zona da degola durante algumas rodadas caso tivéssemos um técnico mais hábil taticamente falando, porém mais frouxo de personalidade e comando.
Eu fiz teste no GRÊMIO nos anos 1980′s na única posição em que sabia jogar bola em campo de 11: a lateral-direita. Pra meu azar, o meu time era podre e, em 20 min., só passa quem fomeia, não erra e ainda faz gol. Ganhei algumas olimpíadas no IPA contra guris mais velhos e mais fortes. Tenho dois grandes amigos gremistões. Um é especializado em medicina do esporte pelo LAPEX da ESEF/UFRGS (onde o GRÊMIO e o JUVENTUDE fazem testes físicos de pré-temporada) e outro que foi preparador físico campeão mundial da Copa Nike SUB-15 na Holanda pelo tradicional adversário, preparador da excelente campanha do Sapucaiense no Gauchão deste ano e está de volta ao vôlei, onde foi campeão da Superliga pela CIMED de Floripa.
O que eles dizem? Que o GRÊMIO passou um mês fazendo uma nova pré-temporada quando todos os grandes clubes do país estavam no bagaço por terem levado a sério seus respectivos estaduais em meio à fase inicial da Libertadores e à tensão dos mata-matas da Copa do Brasil. Melhor momento pra lançar um monte de guris inexperientes ao mesmo tempo, impossível.
Porém, fora o Fluminense (que foi até a final) e o São Paulo (que sentiu o baque de não ter ganhado o título), todos os outros clubes que começaram mal e hoje dominam o 2º turno do Brasileirão (SPFC, Palmeiras, Cruzeiro, Santos, Goiás e Flamengo) contrataram jogadores experientes e quase não forçaram a barra com a gurizada da base ainda muito verde.
O GRÊMIO apostou todas as suas fichas nos meses de julho e agosto, com jogos às quartas e domingos, bem quando o resto estava esbagaçado. Só que o GRÊMIO deu um ferro maior do que deveria e acabou morrendo nos outros meses com jogos em metade dos meios de semana (setembro e outubro).
É um plantel a la Botafogo: chorão, cagão e cheio de desculpas pra tudo. Mais desculpas da direção e do plantel do que do próprio técnico.
Ano que vem, pela primeira vez em quase uma década, o time vai ser quase o mesmo, com mais reforços do que baixas. Neste ano, de onde menos se esperava é que QUASE deu.
Nesse ponto, o tradicional adversário teve um ano PÍFIO, RIDÍCULO, VERGONHOSO, DECEPCIONANTE: afinal de contas, a folha de pagamento deles é 6x mais alta do que a nossa.
Como gremista, estou satisfeito por termos ido tão longe com um time e um técnico piores do que em 2006 e 2007. Se fosse colorado, estaria possesso.
Eis a diferença entre um copo meio cheio e outro meio vazio.
[]‘s,
Hélio
[]‘s,
Hélio
Tá certo que o Guga foi bastante duro com o Roth, mas concordo em muita coisa com ele, entendo que o Roth fez um bom trabalho até um certo momento da competição, mas entendo também que ele não teve capacidade de manter este bom trabalho, o que aliás faz parte de sua biografia. O nosso clube merece um treinador mais estável, que saiba manter as coisas que estão dando certas até o fim e que não crie atritos desnecessários! Saudações
Daqui a pouco vão me convencer de que ficar com o Roth é a melhor opção pelo andar dos comentários.
Pra mim está bem claro. A campanha do Grêmio é facilmente dividida em “antes” e “depois”. São campanhas praticamente opostas, distintas. Jogadores novos vieram, qualificaram, mas o futebol só decaiu. Como é que, antes, estes mesmos fracos jogadores conseguiram a campanha fantástica do primeiro turno? E agora os mesmos jogadores decidiram que não iriam mais jogar bola direito???
Por favor!
Atentem que a derrocada acompanha a exaustão do sistema 3-5-2 e a tentativa pífia do Roth de manter o esquema, utilizando vários jogadores de funções diferentes em posições que antes funcionavam com outros atletas. Observem as escalações. Elas mudaram constantemente nos vários últimos jogos.
Havia um padrão de jogo, de comportamento antes. Sabíamos que no segundo tempo entraria um Reinaldo “pilhado”, descansado, correndo nas costas dos zagueiros pra atormentá-los e marcar gols decisivos. E hoje?
Cadê o Soares?! O cara virou bruxo do Roth, foi titular numa pá de jogos e agora nem é alternativa vinda do banco! (pra mim, nunca deveria ter sido titular) E o Morales? Pobre coitado. Um gigante alimentado por balões. E no jogo que o time resolve ter padrão de jogo pelas laterais, com vários cruzamentos, não está nem no banco!
Tá certo. Bela campanha: méritos do Roth, que tirou leite de pedra. Péssima campanha: jogadores ruins que fazem do treinador uma vítima.
Roth tem que dar graças a Deus a um cara que está colocando ele no topo da tabela, desde o início: Victor. Façam uma retrospectiva das defesas importantes dele e verão. Fosse um goleiro mediano e estaríamos amargando a 15ª posição.
Eu até vou fazer essa análise ao final do campeonato. Agora não. Agora larguei o futebol no meu blog. Só no campo, só no Olímpico – e aqui.
Excelentes análises. Todas. Como todas se há divergências?
Menos uma. Desculpe o Guga. A dele é preconceituosa.
É que não há verdades definitivas.
Vou ficar só no treinador e time.
Dou razão ao Hélio. O time do Grêmio é fraco. Mesmo assim, o treinador conseguiu com muita ORGANIZAÇÃO tirar leite de pedra.
Se perdeu um pouco, agora, na reta final, com muitas alterações, algumas desnecessárias.
O que mais gosto, na análise do Hélio, é que ele é muito objetivo. Afasta as fantasias. É aquela coisa, quando o time vai mal, a solução (?) sempre está no banco. Quando se atribui defeitos ao treinador, sempre se imagina que fulano ou beltrano seria melhor. Nenhum é mágico. Todos têm suas limitações e defeitos.
O Grêmio não pode apostar em quem não conhece. Daí acontece como com o Mancini (Aqui incluo a boa análise do Jorge).
Uma coisa é um treinador vir se firmando, jogando a série B, como com o Mano, outra coisa é pegar o time na série A, na qual, por mais que se valorizem os “Aflitos”, ganhar a série B é infinitamente mais fácil do que não cair na série A. Nem falar em ter bom desempenho na série A como, apesar de tudo, o Grêmio vem tendo.
Então, treinador do interior dá certo por exceção (vide Luiz Felipe e, assim mesmo, depois de vários fracassos e porque era um fora-de-série e precisou de vários anos para acertar). Não esquecer os fracassos de Cuca, Siminonatti (era uma fantasia unânime), Plein, etc.
Dario Pereira. Mesmo o delegado Antônio Lopes (esse com passagens por clubes grandes, mas fora dos nossos costumes – novamente Jorge Vieira). De Leon.
Com todos defeitos do Celso Roth, tenho a convicção de que somente um treinador, TALVEZ (como isso nunca vai acontecer, nunca se saberá) tirasse mais do time do Grêmio de que ele: Luxemburgo pelo currículo de acertar times.
Lembrem Roth em 1998. Naquele ano aconteceu o contrário. Pegou o time na rabeira e a equipe foi crescendo até obter a classificação e perder nos play-offs (no terceiro jogo) para o time campeão casualmente treinado por Luxemburgo e cheio de craques.
Depois disso, Roth foi novamente chamado em situação desesperadora e acertou o time embora não tivesse sido campeão brasileiro (derrota pro São Caetano).
Pessoalmente – apesar dos contras – gosto de treinador do estilo do Murici.
O treinador tem de ser exigente com os jogadores, dar-lhes estabilidade – implica conflitos com a imprensa – e ter cobertura absoluta da direção.
Bem. Sem pretensão de ter esgotado o assunto busca complementação na maioria das coisas ditas pelo Hélio.
Abraço
Antes de contratar um técnico a direção deve definir o tipo de equipe que ela quer. Imagino que essa equipe deve reproduzir uma cultura que existe na Azenha: luta, garra. nunca esmorecer, identificação com a torcida, entre outros.
Pergunto: que técnico atualmente no Brasil tem condições de reproduzir a cultura do Imortal?
Devo lembrar aos companheiros de sofrimento que tal perfil de grupo não significa ter apenas quebradores de bola. Já fomos campeões com atletas que tinham grande intimidade com a redonda como o Paulo Isidoro, De Leon, o Arce, só para citar alguns. Mas havia outros com dificuldades como o China, o Baidek , por exemplo, cinturas duras, mas incansáveis.
Penso que o mais importante é ter um jogador capaz de ser o centro do time, que não é o Tcheco, mas foi o Zinho, o Tadeu Ricci nos anos 70, o De Leon nos 80, o Adilson ajudado pelo Dinho e o Luiz Carlos Goiano. O grupo precisa de um cara que acalme e empurre os demais.
André,
Excelente investigação! Parabéns!
Tem essa: ele é carioca e passou muitos anos trabalhando no exterior. Como não é mais nenhum guri, provavelmente prefira ficar no Rio – a não ser que o FLU caia, pois ele sabe que, como técnico, é capaz de produzir muito mais do que o time que tem em suas mãos pode lhe oferecer.
Pode ser uma boa pedida. Vale a pena ser sondado.
[]‘s,
Hélio
Hélio, hoje entrei em contato com um amigo torcedor do Coritiba, embora morando fora do país, ele é um cara muito bem informado sobre o Coxa, pois tem laço familiar com um diretor das categorias de base do Coritiba. Pois bem, perguntei-lhe sobre o Renê Simões, e as referências que ele me deu são as melhores, disse-me que é um cara com um ótimo relacionamento pessoal, tanto com os jogadores como com o meio externo ( jornalistas, torcedores e etc…), também é um cara muito estudioso e detalhista, motivador e consegue ser linha dura sem ser autoritário. Só não ficou no Coxa porque brigou com um dirigente que tinha relações profissionais com alguns jornalistas e queria beneficiar estes de alguma forma. Sei lá, talvez fosse uma boa indicação, porém acho que vai permancer no Fluminense. Saudações
Guga,
Não sei não: isso independe de defender ou gostar do ROTH (ou não). Basta comparar a performance dos demais técnicos que dirigem os outros cinco dentre os primeiros colocados com seus respectivos clubes: a irregularidade fora de casa prevalece entre GRÊMIO, CRUZEIRO, FLAMENGO e PALMEIRAS.
A diferença pró-PALMEIRAS está nos confrontos diretos.
A diferença contra GRÊMIO e FLAMENGO (não por acaso os que mais têm caído de produção) pesa nas rateadas contra adversários desesperados dentro do OLÍMPICO e do MARACANÃ. O CRUZEIRO é uma naba fora, mas é melhor do que GRÊMIO e FLA no MINEIRÃO.
E o SPFC sempre teve o plantel mais equilibrado e, senão o melhor, um dos dois ou três melhores técnicos brasileiros vivos em atividade no país.
A falta de preparo psicológico e físico está pegando. E um plantel limitadíssimo esgotou toda a criatividade (ou falta de) do técnico.
Faz tempo que o GRÊMIO não corre às ganhas até o fim dos jogos.
Tô achando que temos um plantel a la BOTAFOGO.
[]‘s,
Hélio
ANDRÉ,
O RENÊ SIMÕES seria barato e é um cara muito experiente. Porém, nunca realizou nenhum trabalho inesquecível dentro do Brasil. as preleções dele citando BOB MARLEY na JAMAICA deram certo em 1998, mas perderam peso até poucos meses atrás. Pra mim, é uma incógnita com tendência a não dar certo, tal como o foi SEBASTIÃO LAZARONI.
Aliás, Lazaroni, HÉLIO DOS ANJOS e SÉRGIO COSME são beeem piores do que CELSO ROTH, TITE e outros mais ou menos do mesmo naipe.
O certo é que não existe pensamento mágico em torno de nenhum técnico do interior hoje em dia: nenhum deles chegou sequer a treinar algum clube “grande” do interior de SP ou de “ponta” no PR ou em SC. Portanto, não servem.
Quanto ao NEY FRANCO, ele parece um cara calmo e quieto, mas é um estrategista muito inteligente. Eu acho que vale a pena arriscar.
[]‘s,
Hélio
Repito: não fosse o Roth, estaríamos campeões hoje.
Não fosse o Victor, estaríamos em 15º ou 17º hoje.
Nosso treinador meleca não sabe o que fazer com seus comandados. Está perdidaço.
E eu só não quis comparar com 2006, só isso. Não que eu ache o grupo deste ano melhor…
Hélio, concordo contigo, o Roth fez um bom trabalho, mas a figura dele, não tem nenhuma empatia com os torcedores, e isto, de alguma forma, contribui com a não permanência do bom trabalho, o prazo de validade dele venceu, é notório que ele não tem mais condições de retirar mais do grupo, ele sempre deveu neste aspecto. O Dorival Jr. me parece um bom nome, mas comentam que ele é um sujeito muito passivo, e com o tempo, é dominado pelos jogadores. Será? O que achas dos nomes do Ney Franco e do Renê Simões?
Guga,
Discordo sobre o fato do maior responsável ser ROTH: não há laterais, não há volantes reservas, os articuladores são inconfiáveis e os avantes não são efetivos. Tanto o Roth como o Mancini tentaram de tudo um pouco com várias formações – fossem elas conservadoras ou de improviso, com base em jogos em casa ou fora e conforme as características dos adversários.
Também discordo do fato de achares que o GRÊMIO de 2008 seja melhor do que o dos dois anso anteriores. O Grêmio de 2006 era equilibrado e tinha alguns jogadores de maior qualidade técnica. O de 2007, apesar de Patrício, Ramon e outros menos votados, também era um pouquinho melhor do que o de 2008.
A diferença na qualidade perdida está hoje no Liverpool, no Hoffenheim, no Palmeiras e no Qatar FC. O pouco que foi reposto não chegou sequer a 50% daquilo que se perdeu.
Não falta comando no vestiário, até onde se sabe não há notícia de noitadas constantes e já se tentou de tudo – menos, creio eu, psicologia e RH de qualidade.
Futebol não é só bola no pé, nem relação de causa e efeito ou garantia de que atitudes tomadas pelas mesmas pessoas há anos atrás se repitam de maneira igual ou pior agora: simplesmente o GRÊMIO foi longe demais com o plantel fraco que possui em função de não ter disputado a LIbertadores como SÃO PAULO, FLAMENGO e SANTOS que, não por acaso, lideram o returno.
O PALMEIRAS tem mais dinheiro, tem o melhor técnico possível em atividade no país para este formato de campeonato (nada a ver com ir com a cara do Luxa ou não – ele é o melhor) e quis dar um gás no PAULISTÃO porque não o conquistava há mais de uma década.
A torcida do GRÊMIO, sobretudo a piazada da GERAL insuflada pelo ARENA ODONE, iludiram-se demais e passaram essa pilha para o estádio inteiro: é a velha mania do gaúcho, que ou se acha “tudo de bom sempre” ou se acha sempre o mais roubado, o mais injustiçado, o mais coitado.
O GRÊMIO joga TENSO DEMAIS dentro de sua própria casa porque a torcida divide-se em corneteiros que só sabem vaiar x passionalidade acrítica. Essa mistura nunca acaba bem quando o plantel é imaturo e pouco corajoso, quando o técnico possui pouca credibilidade e quando a diretoria desvia a atenção dos problemas de campo para instâncias políticas e patrimoniais.
Faz MUITO TEMPO que a GERAL não tem conseguido mais fazer do OLÍMPICO um CALDEIRÃO: isso só ocorreu no 2º turno contra o SANTOS.
Por que isso? Porque, no fundo, todo mundo sabe que o GRÊMIO não tem time pra estar aonde está. A realidade faz brochar a euforia quando não há mais como defender o indefensável.
Por que eu defendo o ROTH? Simples: porque já cansei de dizer que NÃO HÁ OUTRO. Quem confia em NELSINHO BATISTA?! GENINHO?! Tenta-se DORIVAL JÚNIOR?! E o próprio VAGNER MANCINI? No VITÓRIA, com um plantel parelho com o nosso, ele armou um time faceiro que não passa da zona da SUL-AMERICANA.
LEÃO? Mercenário. AUTUORI? Não quer mais ser técnico. PARREIRA? Idem em ambos os casos. PORTALUPPI? Por mais que eu torça por ele, ele é muito ruim. HÉLIO DOS ANJOS? Excelente treinador de clube medíocre, onde a cobrança é pequena. ABEL, MURICY, LUXA, MANO, ADILSON BATISTA e CAIO JR.?! São os mais caros e o GRÊMIO de hoje é um clube POBRE.
No frigir dos ovos, apenas ROTH, TITE e DORIVAL JR. estão dentro do orçamento do GRÊMIO e PARECEM ser os que têm mais chances de se adaptarem à cultura do clube.
É ruim? É. Poderia ser melhor? Poderia. Mas só o técnico não resolve.
Eu queria FELIPÃO, ALEX FERGUSON, JOSÉ MOURINHO, FABIO CAPELLO ou CARLOS BIANCHI. Também queria que o GRÊMIO tivesse PETR CECH, SERGIO RAMOS, JOHN TERRY, JAMIE CARRAGHER e ERIC ABIDAL; MICHAEL ESSIEN, SULLEY MUNTARI, STEVEN GERRARD e FRANK LAMPARD; FRANCK RIBÈRY e SAMUEL ETO’O.
Mas querer não é poder quando não se tem grana nem poder político.
No caso do TRADICIONAL ADVERSÁRIO, em 2007 e 2008, a campanha deles foi um rotundo FRACASSO, pois eles não estiveram na liderança do BRASILEIRÃO em NENHUMA RODADA nas duas últimas temporadas, 2009 é o ano do centenário deles e, se muito, apesar de todo o investimento feito, o máximo que irão conseguir agora será a SEGUNDA DIVISÃO DA AMÉRICA.
Ano que vem, eles são OBRIGADOS a serem campeões brasileiros. Do contrário, A CASA CAI.
Enfim… Se isso serve de consolo, eles são a prova viva de que ter grana + poder político não significa muita coisa quando se escolhe o caminho errado.
Nesse ponto, por incrível que pareça, CELSO ROTH fez mágica até onde foi possível. E o GRÊMIO atingiu a liderança no 1º turno porque muitos times estavam envolvidos na COPA DO BRASIL e na LIBERTADORES enquanto tivemos um mês pra treinar e várias rodadas com jogos somente nos finais de semana.
Agora, quem está menos pressionado, melhor fisicamente e com o grupo devidamente remontado após a janela européia ou cresce no momento decisivo, ou mantém uma regularidade da qual pouco se falava enquanto eles não ocupavam as primeiras posições da tabela.
Vamos ver… Nada é impossível, mas eu joguei a toalha.
[]‘s,
Hélio
Só há um culpado dentro do campo por essa derrocada incrível na nossa campanha: CELSO ROTH.
O grupo do Grêmio hoje é mais qualificado 1000 vezes do que o do ano passado. Não vou comparar com 2006.
E essa qualificação e quantidade de jogadores de um bom nível é que talvez seja o grande problema desse medíocre. ELE NÃO SABE O QUE FAZER COM OS JOGADORES! É incrível. O cara não repete esquema de jogo, escalação, rotação de substituições há horas. Ele coloca jogador como titular em um jogo e no outro nem chama para o banco!
Por favor…Roth nunca mais! Nem sendo campeão, deu!