Em primeiro lugar, a Federação Nacional dos Jornalistas acha que existe maior responsabilidade, ética, compromisso com a “verdade” e assim por diante. Mas já está provado que ética, bom texto e domínio da técnica (ainda mais sendo esta uma técnica tão fácil de ser aprendida) independem de formalidades legais.
Em segundo lugar, os sindicatos só pensam na relação de “emprego”, que é algo que NÃO EXISTE MAIS. Tal fenômeno definitivamente não é algo que o governo e o alto empresariado impõem: há variáveis econômicas, jurídicas determinadas pelo próprio modus operandi da sociedade de fluxos baseada nos serviços, na inteligência coletiva e na interação mediada por computador.
Há, sim, possibilidades de trabalho infinitas para quem estiver disposto a aprender a EMPREENDER, a ser DONO DO SEU NARIZ, a APRENDER A FAZER CONTATOS COM PESSOAS E EMPRESAS QUE PODEM COMPRAR O SEU SERVIÇO. Se os sindicatos fossem bons para os profissionais, a contribuição sindical não seria compulsoriamente descontada em folha mas, sim, opcional. Além disso, a exemplo da política do governo Lula (que só proporciona a inclusão social daqueles que possuem endereço fixo, certidão de nascimento e carteira de identidade), os sindicatos são que nem as reuniões do Orçamento Participativo em Porto Alegre assim que ele deixou de ser cidadão para ser “cumpanhêro”: só quem pertence ao partido que dá base a esse sindicato é devidamente beneficiado pela ajuda advocatícia.
Por isso, não participo de discussões pela democratização dos meios de comunicação enquanto a Fenaj e os sindicatos de jornalistas não pensarem em usar a sua verba para promover cursos de capacitação em contabilidade, direito comercial e marketing para tornar a maioria dos jornalistas mais autônoma, crítica, independente e produtiva. capaz de reconhecer em si a responsabilidade de quem detém o papel social de orientar o cidadão no mundo que o cerca.
Ser empreendedor não é ser contrário à esquerda. Ser dono do seu próprio nariz não é pecado. Usar o cérebro pra suprir exigências de mercado para saber sobreviver aprendendo a administrar o seu próprio futuro adquirindo as técnicas de outros campos além do da própria Comunicação não tem nada a ver com “cuspir no prato em que comeu” e nem tampouco com “trair” ou “ser incoerente”.
Tá cheio de oportunidades pipocando por aí com as centenas de novos canais da futura TV DIGITAL e dá pra produzir e vender uma série de programas para empresas e para a TV a cabo.
Na internet, dá pra produzir PODCASTS para blogs profissionais (que geram receita) e para empresas.
Nisso a FENAJ e os sindicatos não pensam. Para mim, a culpa e a responsabilidade da falta de ética e do endeusamento à mídia corporativa parte diretamente deles: afinal de contas, seu discurso contrário às práticas dessas corporações midiáticas é totalmente contradito pela defesa incondicional que fazem dos “coitadinhos” dos colegas que estão lá “porque não têm outra opção”.
CHEGA DE COITADISMO!!!