Raríssimas e honrosas exceções são capazes de juntar o tico e o teco pra mostrar que 2+2=4. Pior: os DEPUTADOS e VEREADORES não conseguem sequer representar uma farsa de maneira minimamente convincente, pois eles são tragicômicos por natureza. Quando comem casquinha, o sorvete estoura em suas testas e não em suas bocas.
Sim: eu, um cidadão e eleitor consideravelmente esclarecido e interessado por política, que me perdoem, mas, sinceramente, não tenho mais razão alguma para concordar com amigos, inimigos ou simpatizantes que erguem a bandeira de um partido qualquer.
Sinto-me constrangido demais pelo que foi feito com a ex-única instância pretensamente representativa brasileira surgida pós-1964 supostamente voltada para a solução de problemas coletivos voltados para os mais necessitados: a paixão simbólica por uma causa que muitos consideravam nobre e justa foi-se esvaindo à medida que os interesses pessoais e a necessidade da contrapartida em relação às demandas de poderosos financiadores de campanha relegou a luta por uma sociedade mais igualitária, menos faminta, mais culta mais honesta e mais independente a um quinto plano.
Muitos dizem que o BRASIL está melhorando e que “NUNCA ANTES NA HISTÓRIA…” blá, blá, blá.
DISCORDO REDONDAMENTE: do contrário, ver-se-ia o que tem ocorrido com o JUDICIÁRIO, com a POLÍCIA FEDERAL e com o MINISTÉRIO DA DEFESA?! Em um país minimamente preocupado com a corrupção, com a ética, com o papel social do funcionalismo público como vetor de qualidade de vida e com a intensa fiscalização da transparência e da relevância social dos investimentos privados, os episódios verificados nos posts mais recentes deste blog seriam a exceção e não a regra.
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