PONTAL DO ESTALEIRO É DO POVO OU DO SINDUSCOM?

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foto: Cesar Cardia <http://goncalodecarvalho.blogspot.com/>

A lei vigente (ver fragmento e breve comentário na citação abaixo), os editoriais de segunda e terça-feira além das brilhantes colunas do prof. JUREMIR MACHADO DA SILVA no CORREIO DO POVO (jornal de maior tiragem do RS pertencente à segunda maior corporação midiática do estado) justificam toda a transparência do nosso propósito 100% coletivo e 100% isento de interesses econômicos.

São mais de 20 associações de bairro, ONGs e movimentos estudantis das mais diversas origens étnicas, econômicas, culturais e religiosas identificadas com bairros distantes da orla do GUAÍBA lutando contra os INTERE$$E$ de alguns EMPREENDEDORES IMOBILIÁRIOS que, se amanhã forem satisfeitos pelos SEUS REPRESENTANTES em nosso esquálido parlamento municipal, iniciará um efeito dominó de descalabros judiciais amplamente omitidos pela RBS, grupo de mídia que recebe um percentual significativo de financiamento de suas atividades a partir dos anunciantes da indústria da construção civil.

A luta deveria ser de todos. Não é. Mas o que vale é a força, a pressão, a crença e a honestidade do propósito de tanta gente boa que, por pura consciência social e ambiental, apresenta o desprendimento e a coragem de dar a cara a tapa contra setores tão poderosos quanto inescrupulosos.

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a lei orgânica de nossa cidade estabelece no artigo 126: “Os interesses da iniciativa privada não podem se sobrepor aos interesses da coletividade”. Por sua vez, o artigo 127 deixa claro que, “os planos que expressam a política de desenvolvimento econômico do município terão o objetivo de promover a melhoria da qualidade de vida da população, etc…”.

Não é o nosso caso.

A Lei Complementar 470/2002, que diga-se de passagem é uma aberração, teve sua modificaçào elaborada no Executivo, e não foi encaminhada pelo Sr. Prefeito para a sua efetivação à Câmara Municipal. Porém, este projeto aqui chegou por outros caminhos. Este é o assunto que deve ser discutido hoje, aqui. Tudo o que se vê, tudo o que se sabe da advocaçào da proposta do empreendimento para a Ponta do Melo à especulação. A proposta que se tem conhecimento é mais um recurso de marketing, para viabilizar o interesse comercial, com construção de seis torres de 14 andares que poderia até ser viável em outro local que não a Orla.

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