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A tese de não demitir Celso Roth por não haver técnico melhor no mercado de treinadores aqui no Brasil, também foi defendida por mim. Ele não é mal técnico no ponto de vista tático, pelo contrário, acredito que tenha evoluído bem nos últimos anos.
Mesmo assim, Roth tem sérios problemas. Quando o nosso técnico segue uma linha estável, chega um ponto que ele dá uma recaída e comete um ato de extravagância na sua formação tática. Foi assim no jogo contra o Juventude em 2008 e o GREnal 375.
Por mais que possamos discutir a importância do Gauchão no cenário nacional (assim como de outro estadual), é inegável que conquistando o título do primeiro turno do estadual daria tranquilidade e confiança aos jogadores para a Copa Libertadores.
Não acho que o 3-6-1 seja o fim de mundo, como muitos acham. Dependendo das circunstâncias da partida, principalmente quando o Grêmio estiver em vantagem num jogo fora de casa, esse esquema pode ser uma boa alternativa. E por falta de uma pré-temporada no futebol brasileiro, de fato, os esquemas terão que ser testados nos estaduais.
Mas num jogo decisivo, contra o seu rival, o técnico não utilizar o esquema que vinha dando certo (3-5-2) para testar o 3-6-1, sendo que ainda teríamos dois jogos contra times mais fracos antes da Libertadores (Ypiranga e Santa Cruz) e ainda sem fazer uma leitura tática do adversário, que estava bem armado defensivamente, é injustificável.
Aí eu discordo de você, Hélio. Se há condições de brigar por um título, principalmente quando for contra o seu rival, é preciso sim jogar pra valer e fazer de tudo para obter essa taça, mesmo que ela não seja de grande valor. Se o Grêmio se tornou grande, foi por ter também diversos títulos. Somos os maiores colecionadores de troféus no Sul do Brasil.
Portanto, Roth errou feio ultimamente. E o time do Grêmio vem jogando muito mal, não porque está tirando o pé do Gauchão pela Libertadores. O time está visivelmente abalado e nervoso. Basta verificarmos as falhas de nossa defesa e os cartões desnecessários, como Herrera, que levou um de forma gratuita em Santa Cruz. A partir do momento que o Tcheco tenta acalmar os jogadores, aí o negócio ta feio. Ou seja, Roth ainda não conseguiu recuperar a confiança desse time, perdida no GREnal.
Outros dois fatos que me intrigam e às vezes irritam, em relação ao Roth. Primeiro foi o seu discurso conformista e desdenhando de maneira pouco inteligente o tradicional adversário. Começamos a perder o jogo na coletiva de sexta, após a vitória contra o VEC. Segundo, a falta de capacidade de Roth reconhecer seus erros. Foi assim em 2008, quando disse “Eu não escolhi esses jogadores” e agora com o 3-6-1 no GREnal 375. Até Krieger reconheceu um erro, no qual não tenha cometido, no meu ponto de vista. Por que o sr. Juarez não pode fazer o mesmo?
Porém, eu concordo com você quanto à escassez de técnicos no Brasil. Perfeitas as palavras em relação ao Renato e ao René. Mas se Roth não conseguir recuperar esse time, vai chegar um momento que a sua permanência se tornará insustentável.
Saudações.
Qualquer um é melhor do que o Roth.
Te larguei de mão nessa, Hélio…
Abraço.
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Guga,
A questão é que a coisa tá muito feia: o Brasil nunca esteve tão mal servido de técnicos e os jogadores que estão aqui ou são guris em vias de irem pra Europa logo, ou são jogadores medíocres ou veteranos bichados que não têm mais mercado no Velho Mundo.
A esmagadora maioria dos técnicos brasileiros bastante experientes está podre de rica: ou trabalha no exterior e não quer saber de voltar ao país, ou quer trabalhar de gerente.
Os únicos técnicos que já ganharam títulos importantes e estão na faixa de maturidade profissional (entre 50 e 60 anos) são: Muricy Ramalho, Vanderlei Luxemburgo e Abel Braga.
Dos técnicos outrora promissores entre 37 e 50 anos, muitos já deram com os burros n’água: Paulo Bonamigo, Zetti, Renato Portaluppi.
Os únicos técnicos nessa faixa etária que ainda não custam uma fortuna e que estão em vias de conquistar estabilidade, respeito e construir uma estrada de títulos são: Mano Menezes (que só volta pro sul pra quem pode pagar, isto é, para o Inter), Adilson Batista (pode ter um destino parecido com o de Felipão), Vagner Mancini e Dorival Júnior. Os dois últimos são os únicos financeiramente viáveis para o GRÊMIO pagar hoje em dia.
Os outros eu nem cito, pois não vale a pena.
O pior de tudo é que, fora a COPA DO BRASIL de 1997 com o excelente EVARISTO DE MACEDO, todos os demais títulos além-Mampituba foram conquistados com técnicos gaúchos.
E, na atualidade, nenhum desses que anda pelo interior hoje em dia merece uma chance nos grandes.
Pelo menos é assim que eu penso.
[]‘s,
Hélio