ENVOLVIMENTO POLÍTICO: VALE A PENA? COMO?

Quem tem acesso frequente a webcam e banda larga não pode deixar de aproveitar o espaço de debates em vídeo proporcionado pelo SEESMIC. Cadastrem-se! Vamos fazer essa rede bombar no mundo lusófono! ;)

De outra forma, quem prefere escrever poderá dar o prazer de comentar o tema logo abaixo deste post. :)

PARTICIPEM!!! :D

O GRÊMIO AGORA TEM UM PROJETO DE CLUBE

O dono da melhor campanha da Libertadores finalmente possui um técnico com T maiúsculo: rodeado de expectativas, o tão esperado Paulo Autuori foi bastante exposto na mídia local durante a sua primeira semana de trabalho. Em uma série de entrevistas, C=confirmou ser um homem altamente capacitado devido à sua inteligência privilegiada, à sua educação e à sua articulação incomuns no mundo do futebol. Um homem maduro, preparado, meticuloso e muito franco. Sério, mas avesso a polêmicas. Altamente observador, é dono de um currículo internacional superior ao dos decantados Felipão, Luxemburgo e Muricy.

Muito mais do que o passado vitorioso (campeão brasileiro de 1995 pelo Botafogo, Mineiro e da Libertadores de 1997 pelo Cruzeiro e da Libertadores e Mundial pelo São Paulo em 2005), trata-se de um nome que virou referência. Ele é objetivo e não é chorão: impõe-se por meio de suas idéias e concepções, que apontam sempre para alguém decidido, convicto e que assume todas as suas responsabilidades.

Autuori é o grande investimento da gestão Duda Kroeff. O fato de termos de volta ao país um técnico de ponta que passou quase três anos e meio recebendo muito dinheiro no Japão e no Catar demonstra por si só que não queremos falso marketing, picaretagem e nem tampouco indefinições. O reforço do técnico é um passo à frente na história do clube, que pretende se destacar por um padrão claro de jogo e de fomação de atletas.

A implantação de uma nova metodologia de trabalho poderá ser capaz de elevar a estrutura do clube a um patamar mais alto, independentemente dos títulos – ou da falta de – neste ano de 2009. Porém, apesar da necessidade imediata de estabelecer uma mecânica de jogo confiável e compatível com as características dos atletas que nós temos, a crença em uma nova mentalidade dentro e fora das quatro linhas é sempre um projeto de longo prazo.

De qualquer forma, o primeiro passo está dado: parabéns ao presidente Duda Kroeff, ao vice de futebol André Krieger, ao diretor de futebol Luiz Onofre Meira e ao gerente de futebol Mauro Galvão, que apostaram pesado em uma linha de pensamento que possui alguns vetores, sim, mas que, no fundo, visa tornar o clube independente de nomes, de personas, de marcas e de egos.

Discreção, ousadia, responsabilidade e risco calculado são termos que põem por terra a ignorância, a sorte, a choradeira, a insegurança e, acima de tudo, a enganação.

O futebol contemporâneo é grande demais para admitir incompetência administrativa, truculência, demagogia e falta de coragem. Depois de bastante desconfiança e um certo princípio de decepção, embora não tenha como concordar com tudo o que é decidido ou realizado dentro do Grêmio, posso dizer que a gestão Duda será lembrada por tentativas inteligentes que, mesmo que não acabem surtindo o resultado esperado, terão valido a pena.

Lembro da coragem de Pedro Paulo Zachia que, após um tremendo insucesso, disse que “O Inter muda não mudando.” Logo depois, Fernando Miranda, eleito para tornar o tradicional adversário novamente digno de crédito na praça, iniciou todo o processo que culminou na grandeza que aquele outro grande clube do sul do Brasil ostenta hoje em dia.

Quando um objetivo é traçado por estratégias claras, tudo o que se quer é um crescimento sustentado:  a progressão contínua organizada a partir de um eixo que deve ser aplicado tanto pela facção A como pela facção B sob a batuta do presidente X ou do presidente Y oportuniza uma maior sabedoria.

Sabedoria? Sim, senhor: o que queremos é diminuir a margem de erro nas contratações de técnicos e jogadores. Queremos evitar gastos e lucrar com os investimentos. Talento e inteligência são bens tão raros quanto essenciais a qualquer organização.

Talento e organização acompanham a antevisão: quem enxerga antes e à frente sabe que, mesmo diante de uma infinidade de obstáculos, o que importa é ter um caminho a seguir. Porque, quando não se tem um objetivo, qualquer caminho serve. Quando qualquer caminho serve, definitivamente, não se chega a lugar nenhum.

Lamento muito que a assessoria de imprensa e a disposição pessoal da diretoria não deixe claro ao associado, à imprensa e a uma parcela importante do Conselho Deliberativo que tudo o que eu percebi durante esta primeira semana de trabalho precise ser explicada. Vir a público para anunciar tais deliberações tranquilizaria a torcida e aumentaria a respeitabilidade do Grêmio perante todo o universo futebolístico mundial.

ACIDENTE, POSTE, NILO PEÇANHA, PORTO ALEGRE

MATÉRIA RETICENTE E NADA PROFUNDA DE ZEROHORA.COM sobre uma questão bastante grave que tem ocorrido na avenida Doutor Nilo Peçanha quase esquina com Rua Regente, no bairro Petrópolis: a CEEE substituiu mal dois postes abalroados por colisões de veículos que eventualmente ocorrem nos “pegas” constantes.

REPAREM na legenda do vídeo acima da matéria do fotógrafo Ronaldo Bernardi com meu nome errado. Portanto, sr. Taélio Sassen Pas, a culpa não foi minha! :P

Voltando à vaca fria, todo bovinense da gema tá careca de saber que a fundação do poste não foi bem feita. Um acidente como esse era pedra cantada há anos. Porém, o poste que parecia oferecer maior risco à comunidade e aos transeuntes era o seguinte, no mesmo canteiro. Conversei com três funcionários da CEEE que disseram que aquele poste não tinha problema.

Se eu fosse eles, trocava os dois de uma vez.

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[B'09 3ª] GRÊMIO 2×0 BOTAFOGO

Eis minhas cotações para o Almômetro e meu parecer geral sobre a atuação do Grêmio e do Botafogo, com atenção especial aos técnicos Paulo Autuori e Ney Franco:

Victor, 7,5: Seu costumeiro bom trabalho mostrou uma defesas difícil e decisiva, duas intervenções que mostram o quão bem sabe sair jogando com as mãos e que sempre podemos contar com ele. Porém, como a zaga foi tão bem e a armação do meio para a frente funcionou melhor do que o habitual, desta vez, felizmente não posso considerá-lo o melhor em campo, já que, depois de muito tempo, o goleiro da Seleção da CBF passou quase o jogo como um privilegiado expectador.

Rui Geodésico, 5,5: Apesar de ter errado diversos passes curtos e de não saber marcar direito como sempre, desta vez percebi uma evolução no seu posicionamento dentro de campo. O mais importante para Ruy e para os armadores foi o fato de ele não ter “viajado” na maionese trocando de lado como costumava fazer nos tempos de Roth e Rospide.

Léo, 7,0: Espero que esta atuação tenha sido o início da volta do excelente Léo de 2007 e 2007, que esteve sumido desde então. Aquele menino selecionável e por vezes capitão do time parece ter reencontrado sua autoestima. Foi mais atento e mais preciso do que de costume e, nas poucas vezes em que subiu, foi melhor do que Ruy Geodésico no apoio.

Rafael Marques, 5,0: cumpriu sua função com menos erros do que normalmente costuma apresentar. No entanto, cometeu uma das faltas desnecessárias que quase nos fizeram sofrer um gol e não pode, nem em sonho, sair jogando com a bola nos pés. Na área adversária, somente para cabecear nos escanteios. Normalmente, levaria um 4,5 ou 4,0. Foi premiado pelo conjunto da solidez compartilhada com seus companheiros de defesa. Só não levou um 6 porque, mesmo de boa vontade, deu um arremate desnecessário e bisonho. Além disso, lançou-se ao ataque em duas oportunidades tentando resolver sozinho e falhando feio quando poderia ter passado a bola para um dentre vários homens do meio para a frente disponíveis tanto na entrada da área quanto abertos pelas laterais.

Réver, 7,5: um dos melhores zagueiros do país que, mais uma vez, confirmou sua condição com uma atuação segura e sem alarde. No apoio, foi bem melhor do que Rafael Marques e pau a pau com Léo, porém mais contundente. A aparente volta de seu colega aos bons tempos fez com que ele deixasse de ser o centro das atenções por não ter tido a necessidade de cobrir falhas de posicionamento de Léo.

Thiego, sem nota: Jogou muito pouco tempo. Mas é um rapaz que faz por merecer seu bicho mesmo quando entra nessa condição.

Fábio Santos, 6,5: percebi uma evolução nítida na personalidade e no posicionamento deste experiente jogador que, não por acaso, está trabalhando pela quarta vez em sua carreira com Paulo Autuori. Marcou o gol do desafogo, foi voluntarioso e facilitou a vida de Réver pela esquerda do setor defensivo. Vai evoluir.

Túlio, 7,5: tornou o passe no meio de campo um pouco menos pior do que quando conduzido por Adilson e marcou muito melhor. Porém, não apresentou aquela voluntariedade toda dos tempos de Botafogo, onde até arriscava alguns bons chutes de fora da área. Caso tivesse apoiado um pouquinho que fosse, teria evitado o constrangimento de vermos Rafael Marques isolando a bola. Nesse caso, Túlio teria sido quase perfeito.

Jonas, 7,0: A falta de frieza e de antevisão contribui para seus frequentes erros de conclusões. Porém, seu ímpeto, seu posicionamento correto e sua velocidade fazem com que siga merecendo a titularidade no Grêmio. Ontem, mais acertou do que errou e fez o seu golzinho.

Herrera, 6,0: 5 é nota de quem não contribui decisivamente para o resultado (seja de maneira positiva ou negativa). Sem nota é para quem joga muito pouco tempo. No entanto, o argentino errou pouco e ajudou na dinâmica do ataque, pois forçou o Botafogo a centralizar a marcação. Isso abriu espaço para Douglas Costa fazer tanto em tão pouco tempo. Herrera foi uma engrenagem muito importante.

Sousa, 6,0: Ele tentou várias jogadas. Teve chances de gol e deu boas assistências. Até errou menos do que de costume, mas também não chegou a ser contundente. De qualquer maneira, não considero que o habilidoso alagoano de língua afiada e de uma admirável franqueza tenha decaído. O que aconteceu de fato foi que o Grêmio teve um Tcheco excelente e Souza não precisou tentar resolver tudo sozinho.

Douglas Costa, 7,0: cheguei a chorar em uma entortada dele pelo lado direito de ataque rumo à linha de fundo em uma de suas primeiras jogadas. Me lembrou o saudoso Dener. Contribuiu efetivamente para o gol do desafogo, cruzando rasteiro na medida certa para Maxi assistir a Fábio Santos. Se tivesse jogado pelo menos 20 minutos a mais no mesmo nível, garanto que teria dado ao menino no mínimo 8 e ele teria saído de campo consagrado.

TCHECO, 8,0: incentivado a usar sua personalidade para decidir e podendo apresentar suas melhores características físico-técnicas na posição em que, de fato, produz melhor ofensivamente, o capitão segue merecendo sua faixa e fez passes brilhantes. Fez a bola correr e bateu escanteios melhor do que de costume. Foi ousado nos tiros de longa distância e indignou-se com seus próprios erros. O melhor em campo, sem sombra de dúvida.

Maxi López, 7,5: La Barbie toca pouco na bola, mas é perigo constante à zaga adversária devido à sua movimentação e à sua técnica. Seu segundo tempo foi muito bom. Caso tivesse produzido com a mesma intensidade na primeira etapa e caso tivesse ou dado uma outra assistência ou marcado pelo menos um gol, teria levado um admirável 8,5.

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AUTUORI, 7,5: não é o salvador da pátria, mas, em uma semana de discursos francos e extremamente convictos, seguiu à risca tudo o que disse. Ainda falta tempo para o plantel assimilar uma nova cultura tática. De início, fico satisfeito com a zaga reorganizada, com o ímpeto de Ruy Geodésico devidamente controlado e com a recuperação de Léo e Tcheco. A tendência é a de que, mesmo sem reforços de peso, seja possível sonhar com a Libertadores e terminarmos o Brasileirão 2009 classificados à competição maior do continente em 2010. Ele não enrola, não demonstra insegurança, não procura justificar o injustificável e assume sua responsabilidade. Não interessa a ele aparecer mais do que o jogador. Liderança serena porém muito forte. Tem gente que grita e que cobra com veemência que não impõe respeito.

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Também é importante ressaltar que o Botafogo não é nenhuma galinha morta: afinal de contas, Ney Franco é um dos melhores técnicos do país – embora ainda não seja possível identificar se ele não incentiva tanto a ousadia de seus comandados porque nunca teve craques à sua disposição ou se é porque ainda possui um resquício de seus anos de clube pequeno ainda não muito distantes no tempo.

Fisicamente, o alvinegro de Marechal Hermes também demonstrou muita força: como ambos os times marcaram adiantado, mesmo que a iniciativa e o controle das ações tenham sido predominantemente gremistas ao longo de todos os 90 minutos, o Botafogo apertou pra valer, mas com lealdade. Tecnicamente inferior ao Grêmio, em nenhum momento se acovardou. Sequer resignou-se com o resultado adverso. Nisso, vejo um mérito especial para a atuação do Grêmio que, caso tivesse sido comandado por Roth ou por Rospide, dificilmente teria vencido, pois o Botafogo, mesmo com um ataque pior do que o do Santos, apresentou um equilíbrio entre os três setores mais nítido do que o do nosso último visitante.