
ESTE É O PRIMEIRO DE UMA SÉRIE DE POSTS SOBRE JUSTIFICATIVAS TÉCNICAS E ECONÔMICAS QUE A DIREÇÃO DO GRÊMIO DEVERIA UTILIZAR A FIM DE REJEITAR A ADAPTAÇÃO DO SEU MAIOR BEM INTANGÍVEL AO GOSTO DOS DESIGNERS DE MODA DOS FORNECEDORES DE MATERIAL ESPORTIVO.
OS LINKS SÃO EXPLICATIVOS. POR FAVOR, CLIQUEM NELES E LEIAM COM ATENÇÃO.
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Além de tantas que já doei, ainda possuo uma razoável coleção de camisetas do nosso Grêmio (embora meu acervo seja modestíssimo perto do link acima citado). Através dos tempos, notei uma série de incoerências e de contradições acerca do seu design. Em função da falta de um documento oficial do clube para direcionar a ação criativa e logística de seus fornecedores (neste caso em particular, falo sobre a Puma), a largura das listras, o formato da gola, o tom de azul, o tamanho e o posicionamento do distintivo, a cor e a borda do número e assim por diante.
Quando fiz parte do Movimento Grêmio Novo durante o final de 2004 e todo o ano de 2005, propus um estudo de programação visual cujo objetivo era criar um manual de identidade visual não apenas da marca mas, sobretudo, do tamanho e da posição do distintivo, do tom de azul, da largura das listras, do modelo, da cor, da espessura da borda (contorno) do número e dos patrocínios (a fim de melhorar a legibilidade na TV e rentabilizar também a marca de quem nos financia), da cor da gola e da delimitação e posicionamento da área destinada ao patrocínio na camiseta nº1, a tradicional tricolor.
Infelizmente, à época, essa peça de valorização da marca Grêmio não foi tocada como um projeto financeiramente viável. Naquele difícil momento de reconstrução do clube, essa importante peça de comunicação imediata da camiseta tricolor dos pampas como um símbolo sempre único no mundo do futebol não foi vista como prioridade.
Mais do que nunca, o mundo profissional e ultracompetitivo do futebol masculino profissional exige que a marca e os símbolos do clube sejam encarados como bens, isto é, como parte integrante (por vezes preponderante) do patrimônio intangível dos clubes: se bem explorado, esse patrimônio pode ter um valor bilionário.
Empresas e profissionais de design são especialistas com trajetória multidisciplinar contratados para criar, desenvolver, atualizar, aperfeiçoar ou transformar a identidade visual de uma marca. No conjunto de elementos que compõem a marca e que também estão sob sua responsabilidade, estão todos os demais símbolos, grafismos e modelos de legibilidade que deverão servir como um PADRÃO que define as regras do jogo: ou se desenha segundo a tradição do cliente propondo alterações pontuais, ou não estamos seguindo regra nenhuma.
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