
VICTOR: melhor goleiro das Américas. Ótimo para o Brasil, péssimo para o Grêmio
Nenhum clube pode ser dependente de um único jogador. Sabe-se, porém, que uns decidem muito mais do que os outros. Embora esta não seja necessariamente uma regra, costuma-se dizer que todo grande time começa por um grande goleiro. O ideal é que esse guarda-redes de qualidade ímpar não precise ser exigido. Quando o for, deve dar conta do recado.
Este rapaz de 25 anos é o maior legado do comando técnico de Vagner Mancini no Grêmio. Não fosse pelo seu ex-técnico no modestíssimo Paulista de Jundiaí, um título inesperado da Copa do Brasil 2005 e uma participação na Libertadores 2006 onde derrotou o outrora poderoso River Plate, na melhor das hipóteses, talvez estivesse em um time pequeno como um Coritiba, um Botafogo ou um Atlético-MG da vida.
[Diga-se de passagem, Victor ERA BANCÁRIO em ambas as conquistas...]
Sempre que surge um talento extraclasse no Olímpico, minha passionalidade egoísta me leva a pensar a curto prazo. Nesses momentos, o sentimento de perda, o lamento e a falta de chão ocasionada pela iminente negociação de um craque de passagem tão curta quanto marcante pelo Tricolor dos Pampas me fazem esquecer do lado bom da história.
Se é que há MESMO um lado bom na perda de um craque, nosso clube forrará os cofres. Muito provavelmente, Victor será homenageado pela Geral com um “trapo” tricolor com uma enorme serigrafia de sua efígie estampando esse pano (coisa que Lucas, Carlos Eduardo e Anderson ainda não receberam, mas mereciam bem mais do que Ronaldinho).
Não sinto prazer nem obrigação de torcer pela Seleção Brasileira desde o trauma de infância da Copa de 1982. Independentemente do meu sentimento pequeno e imaturo nesse sentido (permitam-me cultivar um resquício da minha infância, por favor), a CBF e seus seguidores tem tudo para ganhar uma lenda.
Sabe-se que, dentro de pouco tempo, o paredão Victor irá aparecer para todo o planeta disputando a Liga Europa ou, quem sabe, já entrará de cara na UEFA Champions League. Assistire-mo-lo nos canais SporTV ou ESPN nas manhãs de sábado ou de domingo por La Liga (Espanha), Ligue 1 (França), Lega Calcio (Itália), pela 1.Bundesliga (Alemanha) ou pela maravilhosa Premier League (Inglaterra).
Amigos, infelizmente, aproxima-se o fim da jornada do melhor goleiro que meus 36 anos de gremismo já viram desfilar com a até bem pouco tempo insofismável e indelével camiseta do hoje parcialmente combalido Exército de Ferro com a Alma Castelhana.
Enquanto Victor estiver defendendo o nosso pavilhão, devemos todos lotar o Olímpico Monumental em todo e qualquer jogo, esteja o Grêmio vindo de três derrotas consecutivas ou de cinco goleadas acachapantes.
E se resta alguma esperança de que nosso querido camisa 1 possa permanecer além da janela de contratações européias do verão que antecede a temporada 2010-2011 (isso se ele não for antes, no verão de 2009-2010 ou no inverno de 2010), quem ainda não se associou, deve se associar ao Grêmio o quanto antes.
Finalmente, sejam sócios ou não, todos os gremistas deveriam pressionar ao máximo os departamentos Jurídico, de Finanças e de Marketing do Grêmio a fim de fechar um contrato de patrocínio minimamente decente com alguma empresa de porte.
TUDO PELO VICTOR!!!
Hélio, uma correção: o Paulista de Jundiaí foi campeão da Copa do Brasil em 2005, e jogou a Libertadores em 2006.
E eu também não consigo torcer pela Seleção Brasileira – a masculina, pra feminina eu torço bastante. Tanto que chamo a seleção masculina de "time da CBF".
Abração
Rodrigo,
Bem lembrado: valeu pela correção! :)
E e tu somos jucakfourianos: ele também fala "seleção da CBF".
[]'s,
Hélio
Gelso,
A título de "corneta" e em função do grande sucesso colorado nos últimos clássicos, a perda do Victor para o Inter é motivo de comemoração. Todavia, ele já estará de volta para o GRENAL DO CENTENÁRIO.
[]'s,
Hélio
Jorge,
Saudade de te ler por aqui. Levei muito em consideração tua crítica quanto às cores do blog refletirem as cores vibrantes da minha logomarca (que é bem antiga e já deveria ter sido utilizada há mais tempo, pois tem conotações extra-futebol, academia e ativismo político) e tornei o layout mais discreto. Espero que tu e todos os demais amigos que passam pelo blog tenham gostado. :)
Voltando ao nosso Grêmio, concordo contigo: se, no post, citei o bordão "um grande time começa por um grande goleiro", agora assino embaixo do teu comentário. Todo grande goleiro tem sua excelência mascarada pelas deficiências técnicas do resto do plantel e pelas decisões equivocadas do treinador.
Por isso, defendo que o Grêmio passe a ser mais profissional e mais "esperto" ao negociar seus contratos de patrocínio.
[]'s,
Hélio
Caro Hélio!
Devo admitir que nosso guarda-metas é de um patamar superior, mas lamentavelmente ele não participa de um grande grupo, um grupo campeão, para isso faltam peças, especialmente uma característica nossa – a prata da casa. O grande Osvaldo Rolla dizia que defensor (ou zagueiro) se faz em casa.
Já tive a oportunidade de ver o Imortal com grande goleiros como o Leão, os carismáticos Mazaropi e Danrlei, o Victor está no mesmo nível desses. Caso habitasse um mínimo de inteligência na direção atual, deveria ser feita uma proposta ousada para segurá-lo para além da carreira de jogador. Esse cara tem tudo para ser um grande treinador, já é formado em Educação Física, articulado, calmo/centrado, faz um curso/estágio no exterior, e volta com tudo. Alemanha tem tradição na formação de treinadores, então vai lá, estuda/apreende com os carinhas, e volta com uma perspectiva para além da carreira de jogador.
Por último, parece que agora o blog estabilizou. Força
Jorge Vieira
Ótimo para nós colorados também, embora tenhamos Nilmar na mesma situção. Abração