Não tem a desculpa do fator local, do foco na Libertadores, do time reserva e nem do cansaço da viagem: ninguém pode dar jeito desse plantel fraquíssimo.
Enquanto o Grêmio for um clube endividado e preocupado com os especuladores imobiliários e com o desmanche consentido do Plano Diretor de Porto Alegre em função da Arena, seremos pobres.
Isso não é pessimismo nem cabeça quente: só lembro de times piores do que este na Série B de 1992 e nos que caíram em 1991 e em 2004.
Tá certo que os tempos são outros e que não se pode comparar alhos com bugalhos. Mas eu gosto de por as coisas nos seus devidos lugares: muitos pensam que “medíocre” significa “abaixo da média” só porque se trata de uma palavra “estranha”. Porém, medíocre não é nem acima, nem abaixo da média – é exatamente algo que está na média. Logo, o plantel do Grêmio é ruim, mesmo.
Nunca entendi a idolatria pelo “capitão” Tcheco: sou como o pessoal do Impedimento, que diz que um cara instável emocionalmente e de pouquíssimo brilho técnico não pode ser capitão de time grande.
Cada vez mais me convenço de que Celso Roth estava corretíssimo em relação a Douglas Costa. Não temos laterais (no máximo dos máximos um, Joílson) e o problema do Grêmio não é o 3-5-2 nem o 4-4-2 mas, sim, a necessidade de inventar por causa da tremenda falta de opções.
Muitos podem discordar de mim. Mas eu não passo a mão, não puxo o saco e não faço média.
Quando estava na 7ª série, disse a meu grande amigo Márcio De Camillis que eu não deixaria de ir aos jogos do Grêmio nem que ele caísse para a Segunda Divisão. Pois eu ainda não conheci um gremista que não tenha sido conselheiro ou parente de conselheiro que tenha ido a TODOS os jogos nas DUAS segundas divisões.
Vou ao Olímpico desde 1979, quando tinha 6 anos. Desde 1981, fora os meses em que morei no Rio de Janeiro (entre junho de 2000 e março de 2001), tenho uma assiduidade MÉDIA de 95% de presenças no estádio. Nunca xingo o time, nunca vaio o técnico e puxo o bonde. Muitos agregados (amigos próximos ou quase-parentes) que não teriam o porquê serem gremistas ou, então, que viraram a casaca, o fizeram por gostarem muito de mim e por sentirem-se contagiados pela minha paixão.
Eu vi o Flamengo de Zico, o Grêmio de Renato, o São Paulo de Cilinho, o Flamengo de Carlinhos, o São Paulo de Telê, o Cruzeiro de Ênio Andrade, o Grêmio de Felipão e o primeiro Palmeiras de Luxemburgo. De 39 edições do Brasileirão, sou testemunha atenta de 29.
[...] Quando o resultado de um trabalho não é percebido pelo consumidor como algo satisfatório, ninguém consegue ver outra saída que não a de criticar a cobertura e apenas supor acerca do recheio do bolo sem prová-lo. E – cá pra nós – por mais informações que repórteres e informantes internos tragam aos comentaristas, profissionais, estes não deixam de exercitar suas suposições. A única diferença entre como eles supõem e como um torcedor mais atento também faz as suas elocubrações acerca de um ambiente o qual não domina está nas referências de cada um. [...]
Não resisti: como era chato aquele tal de Márcio de Camillis, cá entre nós hein? Putz…insuportável!
Abração!