quinta-feira, 2 de julho de 2009 23:06:19, upload feito originalmente por heliop@z®.
A foto saiu fora de foco por dois motivos. Primeiro, o menos importante: a sensibilidade da câmera do celular Sony Ericsson W380 é muito fraca na captura de objetos no escuro e também em movimento.
O segundo motivo é o mais grave: minha Lu, que chegou atrasada a Grêmio 2×2 Cruzeiro na última quinta-feira no Estádio Olímpico Monumental em Porto Alegre em função da aula, quase não pode entrar para assistir ao 2º tempo.
Enquanto isso, assustada e tremendo, ela registrou algumas imagens bizarras.
Fui adolescente na década de 1980 e quase apanhei da FICO na saída do Grenal decisivo do Gauchão de 1988 na Av. Princesa Isabel pouco antes da esquina com a Rua Santana. No penúltimo Grenal do Gauchão de 1991, quase apanhei na saída do Beira-Rio. Ambas as vezes saindo em silêncio, apesar de duas vitórias tricolores, pois havia muitos colorados ao redor.
Foram momentos de horror: como frequentador assíduo do Estádio Olímpico Monumental desde 1979, ainda não havia visto tamanho descaso de uma diretoria do Grêmio contra o seu próprio associado ao aceitar passivamente (e, diga-se de passagem, com a sua própria conivência) a humilhação do maior patrimônio do clube (isto é, do seu próprio corpo associativo).
Digam o poder coercitivo da polícia e o poder econômico que sustenta a mídia corporativa o que disserem, apesar da banalização da violência e da intempestividade da juventude atual, quase sempre volto de ônibus do estádio e vou a todos os jogos. Briga e quebra-quebra, felizmente, são fatos isolados. Sou testemunha de que tanto os motoristas como os cobradores e fiscais da Carris sob um apoio RACIONAL da Brigada Militar tem apresentado um bom preparo: tanto é que as depredações e as batucadas nas portas dos veículos praticamente terminaram.
De cerca de seis anos atrás para trás, presenciei muitos Grenais nos quais colorados e gremistas se cruzavam dentro do pátio do Olímpico praticamente sem agressões. Quando ocorria algum incidente, seus protagonistas eram imobilizados e presos com rapidez e sem estardalhaço, preservando a sensação de segurança dos demais espectadores.
Isso posto, tanto a ordem quanto o método de repressão utilizados contra uma maioria de associados patrimoniais, proprietários e torcedores e de locatários de cadeiras em dia com o clube não se justificam sob hipótese alguma.
Seguirei o tema no próximo post.