Arquivos Mensais:August 2009
INVISTA NO DOCUMENTÁRIO SOBRE ASSASSINATO DE SEM-TERRA
O Coletivo Catarse dos meus amigos jornalistas Gustavo Türck, Têmis Nicolaidis, Júlio Valentim e Jefferson Pinheiro decidiu pegar a estrada e fazer um documentário sobre o assassinato de Elton Brum, militante do MST que estava acampado na antiga Fazenda Southall, em São Gabriel/RS.
A cooperativa de comunicação investiu seus poucos recursos próprios para iniciar a produção. Estima-se que, para manter equipamentos, veículo circulando mais diárias de hotel barato e alimentação simples para dois integrantes da Catarse por três dias/semana o custo seja de aproximadamente R$500,00.
O trabalho da Catarse é de altíssima qualidade. No site deles, vocês poderão encontrar matérias produzidas para a TV Brasil sobre homofobia com depoimentos colhidos em várias capitais do país e sobre o preconceito em relação aos quilombolas em Porto Alegre.
Quem puder contribuir com qualquer quantia terá seu nome incluído nos créditos. O trabalho já está em andamento. Eis os dados da conta:
GUSTAVO TÜRCK
BANRISUL
Agência 0075
c/c 3904206105
CPF 99821109004
Para aparecer nos créditos, envie e-mail para gustavo.turck@coletivocatarse.com.br com nome completo.
APELO A MEC, CAPES, CNPQ, PPGs EM COMUNICAÇÃO E UNIVERSIDADES EM GERAL
Um post do Raphael Tsavkko Garcia retrata as dificuldades que ele enfrenta para obter um trabalho fixo remunerado e legalmente reconhecido. Tais dificuldades referem-se à enorme – e injusta – discrepância entre a experiência que a esmagadora maioria das pessoas pode oferecer no momento e entre as exigências que empresas privadas e públicas (inclusive por meio de concurso) fazem para contratar pessoas de um perfil muitas vezes inexistente.
O jovem blogueiro, um universitário carioca, ressalta também que a exigência de experiência acima de seis meses é ilegal. Portanto, trata-se de mais uma lei não obedecida no Brasil.
Seu caso é angustiante. Porém, genérico e já explorado à exaustão pela mídia corporativa – infelizmente, sem muitos efeitos sociais relevantes. É sinal de que não existe nenhuma política de recursos humanos e de empregabilidade setorial-demográfica no país. Voltarei a este tema mais adiante.
Enfim, parto dese caso como princípio para uma situação pessoal que – certamente – aflige a dezenas de mestrandos, mestres, doutorandos e doutores em Comunicação desempregados no Brasil inteiro.
Defendi minha dissertação de mestrado no dia 05/03/2009 no PPGCC/UNISINOS. Antes do mestrado, já havia lecionado por dois semestres como professor substituto na FABICO/UFRGS (instituição na qual obtive meu bacharelado em Comunicação Social na habilitação em Publicidade e Propaganda) e por mais um semestre na UNIFRA, em Santa Maria/RS. Já fui orientador de dois TCCs e participei de mais três bancas. Tudo isso ainda sem titulação e sem nenhum vínculo empregatício permanente. Professores experientes, exigentes e bastante críticos disseram que eu fui muito bem na experiência da UFRGS.
Tentei a seleção para ingressar no mestrado nos anos de 2003, 2004, 2005, 2006 e 2007 no PPGCOM/UFRGS. Tentei, ainda, o mesmo PPGCC/UNISINOS que me acolheu em 2007 também em 2005 e, em 2007, tentei também o PPGCOM/PUCRS. Embora inseguro em uma série de questões, persistência e convicção acerca do que considero minha aptidão não falta. E consciência acerca das minhas limitações, do quanto preciso aprender para poder obter uma maior reputação também não falta.
Isso posto, definitivamente, não se pode dizer que a minha experiência até aqui é irrelevante. Tampouco pode-se dizer que sou um “aventureiro”.
Tive o privilégio de ter sido representante discente da minha turma de mestrado. Aprendi muito em termos burocráticos e institucionais – sobretudo quanto às exigências da CAPES para avaliar os cursos de pós-graduação no país. Obtive meu título em uma instituição de ponta não apenas no Brasil, como certamente também na América Latina. Fui aluno de sumidades inquestionáveis que são consultores ad hoc do CNPQ e da CAPES; ocupam ou ocuparam cargos diretivos na INTERCOM e na COMPÓS; publicaram artigos e já deram cursos de extensão e palestras inclusive no exterior – incluindo aí as minhas queridas orientadora e a coordenadora do curso. Estudei em uma instituição nota 5, que busca incessantemente atingir o nível 6 na área.
Com isso, não nego que posso – e devo – ser questionado e submetido a entrevistas, provas escritas e que pode-se divergir ou cobrar-me acerca da minha até agora modestíssima produção intelectual. Porém, as oportunidades tem sido bastante escassas.
Gostaria muito de poder sair do sul e do sudeste do país para ajudar regiões com carência de profissionais graduados em Comunicação Social. O país é imenso e as melhores oportunidades não estão necessariamente nos grandes centros econômicos ou próximas a eles. Todavia, desempregado (o investimento contínuo de tempo, dinheiro e o foco em um objetivo específico acabaram desqualificando-me profissionalmente e tirando o meu interesse na atuação em empresas do setor privado), não possuo fundos para poder percorrer o Brasil e bater de porta em porta nas universidades particulares para me oferecer.
Minha esposa larga tudo para me acompanhar. Porém, ela está trabalhando e estudando para poder fazer o que gosta e ingressar em um curso superior. Seu salário não é muito alto e, se não fosse pelo enorme coração da minha mãe ao permitir que um filho de 36 anos e uma nora de 42 morem com ela. Já passei por uma experiência de largar tudo sem possuir um lastro para chegar com certa estabilidade em outra cidade e em outro estado… Caso fosse solteiro e caso minha mãe fosse mais jovem e plenamente saudável, provavelmente arriscaria alguma vaga do Oiapoque ao Chuí.
Embora essa seja uma questão meramente pessoal e o problema não seja nem do MEC, nem da CAPES, nem do CNPQ, considero que o Governo Federal deveria ser muito mais direto, objetivo e explícito acerca do seu investimento em bolsas de pós-graduação: afinal de contas, de que adiantou investir cerca de R$36.000,00 no meu mestrado sem mostrar aonde eu posso atuar?!
Os concursos públicos para professor são altamente excludentes. Da mesma forma, as questões econômicas falam muito mais alto do que a qualidade para as instituições particulares pequenas do interior. Algumas observações que tenho feito a partir da minha procura são as seguintes:
1) Se o mestrado é exigência básica e se não há vagas disponíveis para lecionar na maioria das universidades particulares do sul e do sudeste do país e também nas capitais do Nordeste, por que a exigência mínima para a maioria dos concursos é o doutorado?
2) No sul e no sudeste, o nível de exigência está tão alto que nem mesmo mestrandos estão sendo contratados – exceção feita para os raríssimos cursos iniciantes e para alunos de graduação e bolsistas de iniciação científica que são da própria região da universidade;
3) Universidades particulares que precisam de professores de Publicidade acabam fazendo professores de Jornalismo acumularem funções ou, então, contratam como professores bacharéis sem titulação porque sai mais barato encontrar alguém com essas características na região onde se encontra a instituição do que investir provisoriamente em um mestre de outra cidade e atraí-lo com uma certa estabilidade;
4) Os concursos públicos quase sempre exigem graduação, mestrado E doutorado na mesma área. Antigamente, havia oferta para pós em áreas afins. O mundo está ficando cada vez mais multidisciplinar, com uma série de profissões novas. Ao mesmo tempo, as àreas da Comunicação, das Ciências Sociais e da Educação estão intrinsecamente ligadas a partir de um atravessamento técnico, político, econômico e social cada vez mais forte – inclusive na graduação. Segundo a exigência da esmagadora maioria dos concursos atuais nas universidades federais, se eu sou publicitário e mestre em Comunicação, preciso necessariamente fazer doutorado em Comunicação. Do contrário, estou inelegível para qualquer concurso. Esse erro é grave: afinal de contas, um professor multidisciplinar pode contribuir muito mais do que um especialista de base teórica mais ortodoxa.
Será que o Ministério da Educação possui uma política estratégica de descentralização e de qualificação do ensino, da pesquisa e da extensão em Comunicação? Pergunto isso porque, se um mestre não possui a chance de trabalhar na sua área em determinadas regiões do país, por que então o CAPES financiou o meu mestrado se não ajuda a fazer valer o seu próprio investimento?!
Sem poder lecionar, não tenho vínculo com universidade alguma. Isso significa que não posso sequer ser pesquisador remunerado, pois nenhuma instituição pode aceitar a minha presença formal. E, mesmo que eu pudesse me sujeitar a trabalhar sem remuneração em dinheiro, também não seria aceito porque as instituições tem medo de que eu possa entrar na Justiça do Trabalho contra elas.
Por questões financeiras, não participei de nenhum congresso porque não tenho como viajar. Então, não teria como apresentar trabalho. Nesse meio, quem não é visto, não é lembrado. E, quanto mais tempo fora, menores serão as minhas chances de colocação.
Outra questão gravíssima: assim como no “mercado” de trabalho empresarial, também nas universidades dá-se preferência por pessoas mais jovens. Bolsistas de iniciação científica já possuem experiência de pesquisa e tem professores de pós-graduação como tutores. Não-raro, possuem artigos em co-autoria com esses mesmos professores em uma quantidade impressionante antes mesmo de se decidirem por entrar no mestrado. Independentemente da sua competência e de nenhum fator ilegal ou antiético envolvido nessa questão, é preciso salientar que a dificuldade de quem é mais velho e não passou pela mesma experiência não poderia jamais ser critério de seleção.
Atualmente, é mais do que necessário que eu exerça uma atividade remunerada ou, então, que tenha a chance de receber uma bolsa CAPES. Porém, a produção científica e a participação em congressos são critérios fortes na seleção para o doutorado e na destinação de bolsas. Sou muito grato por ter podido cursar o mestrado com uma bolsa CAPES. Porém, neste momento, só seria possível eu ingressar no doutorado se recebesse uma bolsa CNPQ ou, então, uma CAPES especial.
A vida de quem não tem família para manter e de quem é bem maos jovem e possui lastro familiar para bancar o aprendizado acadêmico é muito mais fácil. Respeitadas as proporções, é uma situação tão desparelha e incômoca quanto um estudante da periferia vindo da escola pública que só pode entrar em uma faculdade se for na federal, onde irá concorrer contra estudantes de classe média alta oriundos de escolas particulares e de cursos pré-vestibular.
Além disso, deixo sugestões para a solução de problemas técnicos relacionados ao acesso às informações necessárias para se obter uma vaga de professor:
- Há dezenas de sites de universidades. Por questão de desinteresse ou de ignorância, a maioria dos coordenadores de cursos simplesmente não respondem e-mails. Nem sempre é possível investir em ligações telefônicas ou em viagens para conhecer instituições sem compromisso. Isso torna a busca extremamente frustrante para um candidato a professor, pois ele não obtém retorno algum sobre seu currículo, sobre o que precisa fazer para poder obter uma vaga naquela ou em outra instituição e assim por diante. Um banco de dados unificado entre as universidades com nome, e-mail, Lattes e links DIRETOS para os artigos e projetos de pesquisa dos coordenadores e de todos os professores deveria ser coordenado pela CAPES. Dessa forma, não precisaríamos entrar em um monte de sites ou termos que depender da boa vontade e de conhecer pessoas ligadas a todas as universidades para ter que pedir informações;
- Ao contrário da graduação, na pós cada PPG possui linhas de pesquisa totalmente diferentes. Até aí, nenhuma objeção. Porém, a busca e o estabelecimento de contatos instituição por instituição é um processo lento e complicado. Por exemplo: no meu caso, muito provavelmente terei que ir para a UFRJ, pois não possuo produção acadêmica suficiente para poder me candidatar a uma bolsa na UNISINOS nem na UFRGS. Tentarei também na PUCRS, mas os orientadores e a linha de pesquisa mais adequados estão no Rio de Janeiro;
- Tanto as faculdades de Comunicação das universidades públicas como das privadas poderiam estabelecer um padrão de editais no qual fosse divulgado o CURSO, a DISCIPLINA e a QUANTIDADE DE VAGAS em primeiro lugar ao invés de termos que baixar ou navegar por zilhões de PDFs chamados de “edital nº xxx-2009″. Isso precisaria ser acessado diretamente do site do da CAPES, através de um padrão semântico de nomenclatura de arquivos e de tags;
- Por que não se reescreve a interface de atualização do Currículo Lattes? Uma estrutura fundada na chamada “web 2.0″ evitaria o recarregamento e as rolagens d páginas desnecessárias, que tomam muito tempo, caso fossem utilizados formulários atualizados “on the fly”;
- Meu pai, quando formou-se com muita dificuldade em Engenharia de Minas e Metalurgia na então URGS, no distante ano de 1956, recebeu uma carta da Petrobras oferecendo-lhe emprego no Rio de Janeiro. Ele não foi, mas obteve facilidade de colocação na Viação Férrea do RS (posteriormente encampada pela RFFSA). Ora, se o Governo Federal precisa expandir a educação no país e se há uma vasta área repleta de cidades com deficiência de formação, por que não indicar os mestres recém-formados para essas áreas?
Recentemente, fiquei sabendo pela coordenadora do PPG em Ciências da Comunicação da UNISINOS, profª Christa Berger, que ela participou de uma banca na UFSC para uma vaga de professor de Jornalismo com 22 CANDIDATOS COM DOUTORADO E TODOS DESEMPREGADOS. Ora, se a intenção do Governo Federal é a de qualificar o ensino e a pesquisa, não deveria justamente encaminhar mestres e doutores para locais distantes e até mesmo abrir novas instituições onde há demanda? Não deveria obrigar as universidades a desvincular graduação, mestrado e doutorado da mesma área para aceitar candidatos de áreas afins?
Caso não haja demanda para a área de Comunicação no país, como é claro que o objetivo do Brasil é tornar-se um país desenvolvido e líder mundial, então sugiro que seja incentivada a exportação de professores para países do Terceiro Mundo e também para a Europa que, por mais rica que seja, por incrível que pareça, ainda tem muito a aprender conosco.
O tempo de formação é muito longo. Idade e falta de capacidade de investimento não podem ser um empecilho. Do contrário, estaríamos diante de um desperdício imensurável de mão-de-obra qualificada
EU QUERO PROVAR POR QUE MERECI MINHA BOLSA E POR QUE MEREÇO ENTRAR PARA O DOUTORADO.
E EU CONFIO NO BRASIL. Mas preciso poder participar mais desse lindo processo de inclusão social através da educação.
GRÊMIO: PROPOSTA DE ALTERAÇÕES ESTATUTÁRIAS
A discussão no blog GRÊMIO SEMPRE IMORTAL (que não possui nenhum cunho oficial relacionado nem ao Movimento Grêmio Imortal, nem ao Movimento Grêmio Sempre – que fique bem claro, pois já cometi esse equívoco antes) tem sido riquíssima. Desde as persistentes dúvidas, temores e disputas acerca da Arena do Grêmio como também ao que de mais grave ocorreu nesta semana: ainda não foi desta vez que caiu a cláusula de barreira de 30% para 20%.
Apesar de não utilizar termos jurídicos, sempre estou aberto para receber comentários e correções. O Minwer do Blog do Torcedor no Globoesporte.com já foi bastante sucinto e claro acerca da questão.
Diante de tudo o que foi exposto nos comentários do blog Grêmio Sempre Imortal, a persistir o atual estatuto e a cultura parlamentar bastante conservadora do CD, tenho algumas sugestões:
1) Segundo manifestação de vários comentadores, o art. 66 precisa SIM ser respeitado. Do contrário, hecha la ley, hecha la trampa: se uma lei existe para NÃO ser obedecida, logo, trata-se de um regulamento “pra inglês ver”. Porém, por si só, sem uma pequena alteração, seu efeito ainda não seria o desejado;
2) Às vezes, pode ocorrer de não haver mais do que oito reuniões por ano. Que tal propor reduzir para quatro alternadas, não podendo ser as quatro ausências contabilizadas no mesmo ano (entre 01/01 e 31/12)?
3) Outra mudança estatutária importante: “É vedada a inscrição do mesmo associado em mais de uma chapa concorrente tanto às cadeiras do Conselho Deliberativo como ao Conselho de Administração”;
5) “Caso algum integrante do Conselho de Administração renuncie ou seja destituído do cargo em função de infrações cometidas contra este estatuto, o seu substituto pertencerá necessariamente à respectiva comissão do Conselho Deliberativo responsável pela fiscalização da pasta pela qual o conselheiro administrativo respondia anteriormente”;
O que os amigos gremistas pensam sobre essas sugestões?
GRÊMIO: TORCEDOR QUER CAMISETAS HISTÓRICAS
Eis o pedido do grande gremista TARCISO SALVATORE, hoje residente em São Paulo. Ele deseja adquirir as seguintes camisetas tricolores em excelente estado de conservação:
“PessoALL, boa noite.
Estou aqui ouvindo o empate do Imortal com o palestra e gostaria de pedir a ajuda de vocês para encontra uma dessas camisas (anexo) para comprar.
Se alguém souber ou tiver alguma ideia onde encontrar, eu pago até 150 pilas (vai ser um presente do dia dos pais), mas a camisa precisa estar nova ou praticamente zerada. No Mercado Livre não encontrei nenhum desse modelos antigos no meu tamanho: G.
Meu comprade ai de PoA me disse que é possível encontrar alguma dessas camisas perdidas por ai. Como moro em SP peço a gentileza para caso algum de vocês ver uma camisa dessas, que me ajude a adquirí-la.
Abraço e muito obrigado!
Tarciso”



