O post anterior sobre um tema tão interessante quanto “chato” me lembrou de outro tema sobre o qual todo gremista que recebeu a distinção de representar uma nação de mais de SEIS MILHÕES de pessoas (sendo cerca de 50 MIL com direito a voto) deveria refletir.
Os movimentos políticos que dizem ter debatido tanto a respeito da questão mais séria de nossos 106 anos de história divulgaram a maioria de suas reuniões ditas “abertas” com uma incompetência absurda. Além disso, a maioria se esquece de que, por ética e por respeito, deveria, sim, prestar contas de suas decisões diretamente aos milhares de associados que votaram para que eles tenham hoje a INESTIMÁVEL honra e gigantesca responsabilidade de os representarem dentro do clube.
Isso deveria ocorrer independentemente da possibilidade do associado ter que se deslocar ao Olímpico para pedir a ata das reuniões ou, então, de conhecer tão-somente apenas a respeito de meros detalhes do que foi decidido apenas a partir da imprensa, que publica uma visão muito superficial sobre os acontecimentos.
Não posso ser absolutamente contrário a conselheiros de ilibada reputação com muitos serviços prestados ao clube durante décadas nem por serem ricos, nem por estarem no centro do poder tricolor depois de seus avós, pais, tios, primos, filhos, etc.
No entanto, não é ético nem justo que eles tenham sido eleitos nem a partir de listas fechadas, nem que seus nomes estejam presentes nas nominatas de mais de uma chapa ao mesmo tempo.
Outra questão complicada é a de ter que mendigar pela atenção ou ter que trocar favores para poder ter a chance de poder participar do processo. Pior do que isso é, após entrar no Conselho Deliberativo do Grêmio Football Porto-Alegrense dizendo “eu prendo e arrebento”, ser cooptado e dizer amém. Isso não é democracia nem debate mas, sim, clientelismo.
Outro grave erro é discutir o sexo dos anjos. Por exemplo: jovens conselheiros chamam alguns antigos de “velhos gagás”, que respondem com “noviços/nocivos”. De maneira geral, enquanto uns tentam se impor a partir de uma vitalidade, de uma transparência e de uma competência nem sempre fáceis de se identificar, os outros não podem jamais se comportar como se fossem capitães hereditários nem como senadores romanos.
Finalizo este post com uma indicação de leitura sobre os prós e os contras de vários modelos de democracia, sendo que a representativa é, via de regra, a menos participativa e a menos sujeita a transformações sociais fundamentais para o desenvolvimento de QUALQUER tipo de instituição ou comunidade:
Democracia e Mídias Sociais – Proposta de um novo modelo democrático
Seu autor é o jornalista e doutorando da UFRJ Júlio Valentim, graduado pela UFES.
[...] mensalidades em dia e garantem sempre um público mínimo de 12.ooo pessoas no Olímpico Monumental sejam tão mal representados. Afinal de contas, as listas fechadas, o reduzido número de chapas e o excesso de relações [...]