Uma série de dúvidas poderiam ser averiguadas caso os associados (pelo menos aqueles das categorias patrimonial, proprietário e remido) tivessem acesso às atas e também às gravações (se é que são feitas) das reuniões do CD tricolor. Afinal de contas, quem elege o CD? Quem dá o aval para que a lista fechada que formou as chapas 1, 2 e/ou 3 os represente nas decisões técnicas, financeiras e patrimoniais do Grêmio?
De maneira geral, quem é escolhido como representante parlamentar acaba acostumando-se com o poder. Mesmo que seja honesto, competente, ágil e assíduo, pode sofrer uma picada da mosca azul. Quando isso acontece, deixa de decidir a favor da ampla maioria que o colocou como representante de uma verdadeira nação. Não é difícil prever o próximo passo: ele se sente uma sumidade ou – pior – um intocável.
Naturalmente, como em toda rede social, as pessoas unem-se a partir de afinidades. Os laços que se formam ou que se fortalecem podem ser de afeto, familiares, ideológicos, comunitários, religiosos, profissionais e assim por diante. Aqueles que possuem muitas semelhanças e poucas diferenças unem-se para que tenham um poder maior. Outra naturalidade das redes sociais e das relações de poder que as atravessam é o estabelecimento de trocas simbólicas (indicações, alianças, fama) e materiais (dinheiro) que, mais adiante, irão reforças o capital social (valor intangível relacionado à influência) de cada sujeito.
Isso posto, convites e indicações para o médico ou para o advogado da família; para o filho, para o fornecedor e para o deputado fazerem parte do Conselho Deliberativo, não deveriam ser o problema do pensamento quase único. No entanto, quando a lista (nominata) dos integrantes de uma chapa é fechada, isto é, quando não surge uma iniciativa a partir dos associados que ainda não pertencem a essa rede social, infelizmente, a representatividade torna-se apenas uma ação entre amigos.
Ações entre amigos apresentam apenas solidariedade entre si: as relações acabam por fazer do Grêmio um espaço não apenas de paixão e nem tampouco uma ágora na qual as decisões voltadas para o bem da instituição sejam importantes. Quando o valor maior de fazer parte do CD tricolor está nas trocas extra-Grêmio, temos um problema institucional grave.
Se serve de consolo, esse não é um defeito exclusivo do Grêmio. E não é no Grêmio que tal prática ocorre com maior frequência. Estamos em uma média. Porém, a média é muito alta se levarmos em conta a falta de cuidado e a falta de democracia com as quais aquilo que deveria ser feito pelo clube é de fato realizada.
Ora, se tal problema verifica-se desde clubes de chá de simpáticas velhinhas à gigantesca Microsoft, logo, a culpa é do sistema.
Teus post`s e do Guga deram uma chacoalhada na discussão da Arena, gostei muito. Fico impressionado com a argumentação empregada por alguns, tipo: ser contra a Arena é ser contra o Grêmio. Parece os anos 70 na ditadura – Brasil ame-o ou deixe-o.
Lamento não ter ido no Copacabana, fui convidado, subestimei e teria conhecido vocês.
Jorge,
Dia 25 haverá uma sabatina com o presidente Koff. Segundo conselheiros do Grêmio Acima de Tudo, ele hoje se posiciona contra o modelo de negócios proposto, mas, assim como o membro da Grêmio Empreendimentos e presidente do Movimento Grêmio Acima de Tudo Gabriel Fadel propõe, duvido que considere válido expor esse dissenso, desfazer o negócio (embora o ex-conselheiro Marco Antônio Souza diga ser legalmente possível) e arriscar a relação com o associado, com patrocinadores, com credores e com a mídia corporativa.
Mas que vou perguntar por que ele "arquivou" a expulsão de José Alberto Guerreiro do CD e do Quadro Social do Grêmio, ah, vou, sim!
Vê se aparece!
[]'s,
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