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GRÊMIO: ARENA OLÍMPICO MONUMENTAL

Publicado em 10/08/2009 por Hélio Sassen Paz

Esse post foi publicado em grêmio e marcado arena, estadio, GRÊMIO, olimpico, projeto, proposta por Hélio Sassen Paz. Guardar link permanente.

Sobre Hélio Sassen Paz

Professor e pesquisador em Ciências da Comunicação EDUCAÇÃO/CIDADANIA = arte + esportes + mídias sociais + ciberativismo = DEMOCRACIA EMERGENTE
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Last reply was 905 days ago
  1. Raul F Iserhard
    View 905 days ago

    Não tenho idéia se a notícia afetará a vida do projeto Arena, mas o Santander (avalista financiador da OAS) cancelou todos os patrocínios esportivos no Brasil, mantendo no plano mundial apenas a F1 e a Libertadores.

    O fato de notícias se acumularem não significa que uma incida na outra. Podem ser apenas esparsas, sem conexão. Na contrapartida, podem indicar direções. Aguardemos.

    Reply
  2. Raul F Iserhard
    View 906 days ago

    Bem, mais alguns problemas de ordem econômico-financeira:
    1. Pelo 9º mes seguido cai a arrecadação federal (Correio do Povo);
    2. Cai o valor do Bolsa Total de R$1.180,00 para R$1.023,00 (Jornal Ciência Hoje e-mail, da SBPC);
    3. Governo cogita novamente restabelecer a ex-CPMF agora com o nome de CCS, com alíquota de 0,1%, a ser destinada para a Saúde (a desculpa são gastos com a gripe A; mas não comentam a total gratuidade de cirurgia de mudança de sexo, por exemplo, patrocinada pelo SUS, entre outros exemplos. Poderia citar ainda a isenção de imposto sobre renda a TODOS os diabéticos).

    O quadro geral parece piorar e a restrição de crédito para financiamento de estádios deve acontecer e acho que complica mais a OAS. Mas ninguém fala sobre isso. Que eu esteja errado.

    Reply
  3. Raul F Iserhard
    View 907 days ago

    Concordamos 100% com que nenhum governo deva investir qualquer centavo em estádio de clube de futebol.

    Quanto aos "deveres" do Grêmio, também estou de acordo e expressei isso mais de uma vez em meus Posts no GSI.

    Aliás, se algum clube for auxiliado e até financiado pelo poder público, isso só fará aumentar o grau de irresponsabilidade no trato das coisas do clube, especialmente as financeiras. A ISL (que fique bem longe) foi o exemplo mais claro e esse é um caminho que jamais deverá ser outra vez trihado. Mas a tentação da glória é impiedosa.

    Meu abraço,

    Raul (escrevo do netbook de minha esposa)

    Reply
  4. Hélio Sassen Paz
    View 907 days ago

    Raul,

    Muito obrigado pelas informações. Logo, até o que ora se sabe, é muito provável que ainda não haja uma política DE ESTADO (independente dos partidos e das pessoas que ocupem cargos políticos nos Executivos municipal, estadual e federal) relacionada à atualização da infraestrutura local cujo pretexto para execução seria a Copa 2014.

    Sem uma política de estado, não há nem previsão de financiamento público nem de agilização em processos legais relacionados ao PDDUA nem à indenização patrimonial. Sendo bem honesto, acho 100% justo que o Poder Público não invista em estádios nem force a barra para a realização de alterações urbanísticas insustentáveis. Isso é mais cidadão e mais abrangente do que pensar meramente no interesse do Grêmio.

    Por outro lado, todas as transformações necessárias à melhora da qualidade de vida a partir de investimentos públicos que não tenham a Copa do Mundo como pretexto serão sempre bem-vindas.

    Acredito que o Grêmio precisa:

    1) Garantir os direitos do associado, que é o principal financiador, o entusiasta mais assíduo, o principal formador de opinião e um "evangelista" gratuito – que é aquele mais capacitado na valorização da marca do clube;

    2) Pagar suas dívidas + manter um nível mínimo de qualidade no futebol;

    3) Não perder e restaurar o seu patrimônio (de preferência, valorizando-o);

    4) Se possível, construir um novo estádio com lisura.

    []'s,
    Hélio

    Reply
  5. Raul F Iserhard
    View 909 days ago

    Postei ontem resposta, mas por razão que desconheço, pelo jeito não foi enviada. Tento reproduzir aproximadamente. Quanto as tuas questões, não sei avaliar. Conheço praticamente nada dos planos, projetos, organização poara a Copa e outro tanto quanto a Arena (a não ser entrevista com Dr. Preis, leituras de revistas, artigos, colunas sobre o tema e relacionados). O que é fato é a restrição orçamentária de não vincular verbas do PAC às da Copa e de não repassar aos Estados o que é devido a eles pela Lei Kandir. Com isso, todos os planos e projetos da Copa ficam em suspenso, pois não há recurso ainda estabelecido para tal. Sabe-se também que houve contingenciamento em até 95% das verbas orçamentárias dos Ministérios do Esporte e do Turismo. Certamente isso também se refletirá na capacidade de financiamento do BNDES, com o estabelecimento de prioridades nacionais. Como os Municípios bancarão as necessárias obras, já que da União ainda nada veio e nada há neste horizonte, bem como dos Estados pouco virá, por restrição do repasse de R$1,3 bilhão da Lei Kandir. A luz vermelha acendeu nos Ministérios da Fazenda e Planejamento, pois as arrecadações federais continuam muito abaixo das despesas atuais, não contando os comprometimentos já autorizados. Assim, será viável pensar, por exemplo, numa linha 2 de metrô que vá do Centro a Agronomia (aérea? subterrânea?) em apenas 3 anos, quando não há projetos, licenciamentos, desocupação de terras (eventual) e recursos federais, estaduais e municipais específicos? Já há movimento para implantar a linha aérea (modelo Coester) do Aeroporto até a estação próxima do Metrô (ainda sem data), mas nada para o futuro estádio Arena; a Prefeitura terá verba para bancar ou será por conta também da OAS? Sem contar o entorno viário para além do limite das futuras terras da OAS no Humaitá. O coirmão da baixa Santa Teresa está em apuros financeiros, pois não consegue vender o campo dos Eucaliptos, não encontra financiamento e tenta obte-los a custo zero nos bancos públicos (BNDES, Caixa) via Congresso Nacional; com isso, as reformas estão paradas, a cobertura nem pensar (até já admitem a não cobertura). Em síntese, penso que é isso. Agora, cabe aos analistas um parecer adequado e seria bom que o fizessem.
    Meu abraço.

    Reply
  6. Raul F Iserhard
    View 909 days ago

    Não sei avaliar, não tenho conhecimento de planos, projetos relativos a Copa 2014, muito pouco conheço do Arena (entrevista com Dr. Preis e informações da Imprensa e de algum Blog). Mas essa desvinculação da receita orçamentária de obras Copa do PAC talvez tenha repercussão além do que se imagina. Inclusive de financiamento do BNDES e aqui entra o Grêmio diretamente (parece que há uma esperança em dinheiro oficial via Copa, mas não tenho como confirmar). Acabo de ouvir o Vice-Prefeito, que mostrou grande preocupação com a falta de informação sobre recursos da União e que todos os projetos ou estão atrasados ou em compasso de espera. A data limite de 2012 parece ficar comprometida. Não esquecer que o Governo tem tido quedas crescentes nas arrecadações, mas os gastos se mantem, quando não aumentam. E com a restrição aos Governos Estaduais no repasse da verba da Lei Kandir, estes ficam também prejudicados na sua contrapartida à Copa, o que, por via de conseqüência, incide sobre os Municípios. Pode-se imaginar uma linha de metrô (aérea? subterrânea?) do Centro até a Agronomia em 3 anos? Agora estão começando a discutir a linha Coester entre o Aeroporto e a estação Trensurb, sem prazo. Acaso a OAS está obrigada contratualmente às obras viárias de todo o entorno? Inclusive o co-irmão da baixa Santa Teresa está em apuros por não conseguir vender o outro campo e nem conseguir informações formais sobre dinheiro governamental que eles esperam a custo zero. É isso. Análises, por conta de especialistas.

    Reply
  7. Hélio Sassen Paz
    View 909 days ago

    Raul,

    Na prática, o que será considerado de interesse público em termos de infraestrutura para a Coa 2014 na cidade? Se a Arena do Grêmio não será estádio da Copa, até que ponto melhorias viárias, urbanísticas e ambientais com financiamento público serão efetivamente realizadas naquela região?

    Em princípio, creio que faz parte da política de desenvolvimento do município construir espigões na Azenha e revitalizar o Humaitá – principalmente no caso do cidadão manifestar-se contra construções na orla do Guaíba.

    []'s,
    Hélio

    Reply
  8. Raul F Iserhard
    View 911 days ago

    Informação que pode estar fora deste contexto, mas é pertinente, veiculada pela Agência Estado quinta-feira à noite, com relação a 20 vetos que o Presidente Luiz Inácio fez a LDO:
    “… Outro veto retirou do texto da LDO artigo que previa um acréscimo de R$ 1,3 bilhão, em relação a este ano, dos repasses que o governo faz aos estados para compensar isenções tributárias dadas à exportação (Lei Kandir). O governo também vetou o dispositivo que incluía as ações vinculadas à Copa do Mundo no PAC, o que daria tratamento prioritário a essas obras, que assim ficariam menos sujeitas a contingenciamento de recursos.” Mais pano para manga.

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