
Espero que o ditado "Dize-me com quem andas..." não se aplique.
Infelizmente, depois de conversar MUITO com vários conselheiros, ex-conselheiros e associados bastante ativos, atuantes e responsáveis, concluo que o Conselho Deliberativo do Grêmio é composto por uma maioria silenciosa predominantemente omissa e incompetente.
Me perdoem os assíduos, os responsáveis e os experientes que não utilizam o clube em proveito pessoal. Porém, eles também tem culpa no cartório ao pensar que política é consenso e não dissenso. O silêncio dos bons, ao invés de evitar crises institucionais públicas e problemas sérios junto a credores, fornecedores, patrocinadores, associados e mídia especializada, só fortalece o inegável racha e os desmandos cada vez mais permitidos dentro de uma instituição centenária que, definitivamente, nunca soube conviver com o necessário estranhamento gerado por posições contrárias à maioria.
O quorum médio das reuniões costuma girar em torno de melancólicos 50%. Pelo que me conste, o estatuto do clube contém uma cláusula que trata de um número x de ausências justificadas e não-justificadas que, caso seja superado, elimina o faltante do Conselho Deliberativo. O caso Antônio Britto não gerou essa punição. Britto era homem de Odone no Grêmio, assim como Odone sempre foi homem de Britto na política partidária. E assim estabelece-se o clientelismo.
Em que isso contribui para o crescimento do clube? O que isso gera de trabalho, capital social e de influência POSITIVOS para toda a comunidade tricolor?
CONSELHEIROS, MOSTREM AS SUAS CARAS: parem de agir constrangidos por amizade ou gratidão àqueles que incluíram seus nomes em alguma chapa.
Se gostam de faltar às reuniões do CD ou de saírem mais cedo, por favor, peçam pra sair. Afinal de contas, há milhares de sócios inteligentes e dispostos a trabalhar pelo clube que merecem muito mais do que os senhores fazer parte desse seleto grupo de 307 gremistas.
Quem tem preguiça de ler documentos; quem confia em excesso nos poucos que leram, consentiram e planejaram o Projeto Arena; quem é cliente ou presta serviços para quem propôs essa caixa de Pandora versão 2.0 (a primeira foi a ISL), por favor: PEÇAM PRA SAIR!!!
Quem vota questões cruciais como essa na base do “diz-que-disse” ou – pior – ainda impressiona-se ao receberem espelhinhos e miçangas dos colonizadores não trabalha pelo Grêmio mas, sim, em troca de uma vantagem pessoal rasteira e de curto prazo. Isso é um misto de CHINELAGEM com INCOMPETÊNCIA.
A dilapidação do patrimônio do Grêmio e as terceirizações excessivas que foram feitas em excesso sobretudo nas gestões Guerreiro (QUE FOI POUPADO PELA COMISSÃO DE ÉTICA E POR TODOS OS SEUS PARES) e Odone e a tentativa de uso de torcedores como massa de manobra para criar massa crítica a favor desse “novo jeito de governar”. Supondo que não exista mais “jabá” nem corrupção no clube (e eu realmente creio que não exista), esse modelo de administração tido como o Santo Graal é, no mínimo, desatualizado, ineficiente, contraproducente e, consequentemente, incompetente.
Fico decepcionado ao ver que mais de 54 mil associados que pagam suas mensalidades em dia e garantem sempre um público mínimo de 12.ooo pessoas no Olímpico Monumental sejam tão mal representados. Afinal de contas, as listas fechadas, o reduzido número de chapas e o excesso de relações profissionais e familiares por si constrange qualquer ação firme porém necessária.
Infelizmente, esse é o peso que uma instituição de democracia propositalmente frágil carrega consigo…