Não sei se o título deste post é o mais adequado. De qualquer forma, independentemente da classificação do Grêmio ao final deste Brasileirão, creio que o nosso plantel, mesmo estando entre os cinco melhores do país, continua desequilibrado em algumas posições na titularidade e carente de peças de reposição não digo à altura dos titulares, mas sem que soframos quedas bruscas após as substituições em determinados setores. Então, com o que temos, acho que Autuori está conseguindo – aos poucos – superar as convicções de seu antecessor.
O grosso da torcida não vai abraçar essa ideia comigo. Mas, se não der pra vir o título ou a vaga à Libertadores do ano que vem, caso o ritmo deste início de 2º turno seja mantido (ou até mesmo superado), me sentirei conformado em função da excelente perspectiva de termos um 2010 bem mais consistente.
A forma de comparação que considero como a mais plausível no futebol contemporâneo decorre da relação entre o desempenho do mesmo profissional sobre a sua própria performance pregressa cujas estatísticas tenham sido obtidas de preferência no mesmo clube e atuando junto a um contingente significativo de colegas que se repetem em pelo menos duas temporadas sucessivas.
Hoje em dia, apenas quem possui mais dinheiro pode se dar à necessidade de financiar a consistência que se adquire apenas com a continuidade. A repetição de padrões obtida após infindáveis tentativas e erros resultará em um processo no qual os acertos finalmente serão reconhecidos. Consequentemente, manter uma máquina funcionando é bem mais difícil do que fazer com que um equipamento desenvolvido para suportar uma determinada carga consiga se superar.
A defesa de Celso Roth que eu fazia anteriormente é também a defesa que preciso fazer de Autuori neste momento. Ambos são técnicos experientes. O currículo dos dois é bem diferente. Porém, não creio que as conquistas maiores de Autuori o tornem imune às críticas, nem que as conquistas menores de Roth impeçam que se reconheça eventuais avanços do time do Grêmio sob o seu trabalho.
Eu consigo perceber que, após a 25ª rodada do Brasileirão 2009, a perspectiva que se desenhou quando houve a decisão de renovar com Roth após o brilhante vicecampeonato em 2008 era bem menos esperançosa do que aquilo que se avizinha daqui a quatro meses.
Enfim… Caso o Grêmio não consiga acabar o campeonato no G4, apesar dos pesares, agora vejo um padrão definido bem desenhado. Percebo que os guris que sobem da base estão cada vez mais integrados à realidade profissional. Eles não são mais entregues aos tigres no Coliseu.
Essa sensibilidade faltava a Roth. Ele não é nem nunca foi um especialista em gurizada – apesar de ter tido o mérito de ter lançado Robinho nos profissionais do Santos. Saimon foi lançado na fogueira, assim como Douglas Costa. E há ainda outros exemplos.
CELSO ROTH COLOCOU O GRÊMIO COMO PRIMEIRO DO GRUPO NA LIBERTADORES, EU JÁ CONSIDERAVA O IMORTAL CAMPEÃO.
O PAULO AUTUORI FEZ O GRÊMIO DESCLASSIFICAR.
PRECISO DIZER MAIS ALGUMA COISA???????/
[...] considerei importante citar en passant as limitações inerentes ao Grêmio e fazer uma brevíssima comparação da gestão do futebol a partir dos técnicos – que são as figuras que mais aparecem na mídia durante esse processo. De qualquer forma, nunca [...]