Não vi o jogo, pois recebemos visitas para almoçar e me neguei a pagar R$55,00 pra comprar o PPV. Embora o custo-benefício de pagar R$42,00/mês seja beeem menor do que o valor por jogo, mesmo assim, não estou podendo. Também acho que, para um casal, gastaríamos mais na rua pra assistirmos num bar.
Pelo que percebi, o Grêmio dominou o 1º tempo. Pelo pouco que ouvi, Tcheco, Jonas e Souza jogaram bem para uma partida fora de casa. Bem, mas nada de excepcional – apesar de eu ter assistido ao jogo no GloboEsporte.com e ter achado a jogada magnífica.
Com todo o respeito aos critérios (ou à falta de) dos dirigentes e do técnico Autuori e sobretudo ao profissional Túlio, sempre desaprovei a sua contratação. Infelizmente, trata-se de um atleta que, física e tecnicamente, acrescenta tanto quanto os já demitidos Ruy, Jadílson, Joílson e Makelele, ou seja, uma qualidade inferior à do pior dentre os guris dos juniores. Hoje, diria que, independentemente da necessidade do time, da estratégia do treinador e da sua atuação, considero-o como o pior jogador do plantel do Grêmio.
Prego que nenhum time vai pra frente com jogadores do Botafogo que assumiu quase que de maneira natural uma imagem de covarde, derrotado, mal treinado e sempre cheio de desculpas. Ruy, Joílson e Túlio formavam a espinha dorsal da zaga de um time do qual vingaram apenas três jogadores: o zagueiro André Dias, o meia Jorge Henrique e o atacante Wellington Paulista (mesmo assim, em relação aos dois últimos, tenho dúvida se estão dando certo apenas por terem chegado a times bem montados).
Não se contrata um centromédio de 34 anos lento e baixinho. Quando ouvi no rádio que Tcheco saiu para a entrada de Túlio, não vi apenas um erro de Autuori recuando o time a la Celso Roth mas, sim, a iminência da derrota pela simples entrada desse jogador em campo.
Pode parecer injusto crucificar e estigmatizar alguém. Mas Aquela agressão covarde de Túlio no Maracanã contra o São Paulo em 2007 quando chutou a cabeça de um adversário que estava deitado e fora de campo me trouxe uma péssima impressão acerca desse jogador.
Um Grêmio desbotafoguizado poderia indicar a nossa participação na Libertadores 2010. Já um Grêmio com resquícios do Botafogo coitadista quase determina o nosso adeus à nossa competição predileta no ano que vem.
O que confirma que essa minha hipótese não se trata de uma pegação de pé sobre o jogador? Simples: o fato de que a zaga do Grêmio quase sempre esteve mais vulnerável enquanto ele foi titular, além de, sempre que substituiu Tcheco no 2º tempo, o padrão de jogo do Grêmio sempre piorou. Embora ache que Adílson jogue melhor ao lado de Túlio do que de Rochemback, Rochemback contribui muito mais para o time do que Túlio em função de sua força física e de uma velocidade maior.
Hoje, mais uma vez, o Grêmio perdeu quando perdeu a ofensividade. E a substituição predominante que ocasionou resultados bastante passíveis de reversão nas últimas cinco rodadas fora de casa foi exatamente a de Tcheco por Túlio.
Finalmente, mesmo que as falhas individuais não tenham ocorrido por causa da presença de Túlio em campo, a sua entrada resultou na perda da posse de bola e na rarefação dos contra-ataques antes possíveis com dois homens e não apenas um na armação de jogadas.
A estratégia errada tem sido repetida. E isso nos custou, hoje, tanto o título como a vaga para a Libertadores. Não sou pessimista: apenas analiso a tabela e vejo que temos compromissos terríveis fora de casa.
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