Durante este ano de 2009, passei por uma série de provações.
A mais difícil de todas foi o fim do tratamento para tentar erradicar a hepatite C: o esforço para manter-me produtivo e confiante enquanto enfrentava os efeitos colaterais do interferon-A e da ribavirina coincidiu com o meu último ano de mestrado. isso gerou uma série de atrasos, depressão e falta de confiança no meu taco.
Ao contrário do que pensava, infelizmente não consegui nenhuma faculdade de Comunicação para lecionar no RS e em SC no 2º semestre. Isso me desanimou de tentar inscrever artigos para publicação em periódicos e também de participar em congressos, pois não tinha nem instituição para estar vinculado e tampouco dinheiro para poder pagar inscrição, hospedagem e alimentação.
A depressão foi aumentando, a ponto de eu passar a achar que nada do que eu fiz foi bom.
Aos poucos, fui tomando contato com teorias, autores e pessoas de outras áreas que me ensinaram mesmo sem saber ou sem querer uma série de conhecimentos que serão muito úteis mais adiante. Tudo isso graças ao Twitter, onde conheci pessoas sensacionais como @maria_fro, @miucci, @astrologobr, @1anonimo, @aarles, @caribe, @exucaveiracover, @julio_valentim, @fangelico, @tuliovianna, @soniabertocchi, @jornalismob e @omandachuva, além da presença de amigos como @caouivador e @minasi.
Salvo se surgir alguma quebra de paradigma, em princípio, por mais que eu já tenha tentado, não tenho tino comercial. Não me faz bem tentar vender produtos, mesmo que eu adore e creia neles. Ser dono ou funcionário de corporações também é algo bastante questionável, pois prefiro ajudar a melhorar a vida de quem tem menos. Finalmente, prestar algum concurso público para ter algumas garantias mas sem sentir o menor prazer em trabalhar em alguma “repartição” seria muito frustrante.
Não cheguei até aqui pra desistir. Porém, as barreiras de entrada no mundo acadêmico tem sido exaustivas, frustrantes e deprimentes. Sinceramente, esperava que a minha vida pudesse melhorar e que as oportunidades começassem a surgir. Infelizmente, o Brasil não possui políticas setoriais a fim de evitar a concentração de muitas pessoas da mesma área na mesma região e de desenvolver uma determinada especialidade – que aqui está saturada – lá adiante.
Alguns progressos – embora tênues – foram feitos: comecei a participar de eventos relacionados à economia política da Comunicação e conheci pessoas que trabalham com Informática na Educação, Sustentabilidade e política apartidária em mídias sociais. Não sei se isso irá me render uma vaga com bolsa CNPQ, CAPES tipo 1 ou alguma faculdade que pague o doutorado para mim em 2010. Também não sei se isso me renderá alguma colaboração remunerada em alguma ONG ou a possibilidade de poder ministrar palestras, oficinas e cursos de extensão.
Tive meu primeiro artigo aprovado para os anais de um congresso. De cara, um congresso multidisciplinar com mais pessoas da Educação e das Ciências Sociais do que de Comunicação (que é mais a minha cara) e, ainda por cima, internacional. Também estou redigindo um outro artigo para os anais de um importante evento nacional. Infelizmente, mesmo que venha a ser selecionado para apresentar meus trabalhos presencialmente, não poderei estar nem na Espanha, nem em São Paulo. Pelo menos a insignificância do meu Lattes irá diminuir um pouquinho… :P
Enfim… Nunca irei saber se aprendi a falar com as pessoas certas na hora certa e no lugar certo… Estou tentando espantar o inferno astral. Pra quem não sabe do que se trata, já escrevi sobre eles aqui e aqui.
Vamos ver no que dá! ;)