[Blog Action Day] CONTRA O AQUECIMENTO GLOBAL

O tema do BLOG ACTION DAY 2009 é o AQUECIMENTO GLOBAL. Toda a falta de respeito e de cuidado com o meio ambiente significa irresponsabilidade e descaso total com a vida no planeta. A ignorância gera o egoísmo, a intolerância e os maus hábitos.

Minha amiga Daiane Santana do Vivo Verde e algo que aprendi com o geógrafo Aziz Ab’Sáber há alguns anos atrás podem servir de ponto de partida para uma reflexão, assim como vários links que disponibilizo sobre sustentabilidade na lista que está na coluna à direita deste post.

TARANTINO E A GATEKEEPER HISTRIÔNICA

Espero que vários amigos interagentes consigam compreender o vídeo acima em inglês.

Em poucas palavras, o diretor Quentin Tarantino foi entrevistado por uma espécie de representante ou porta-voz das donas de casa ultraconservadoras. Esse grupo muitas vezes age com intolerância acerca de uma série de questões políticas, econômicas e sociais devido ao simplismo da sua visão de mundo.

Pessoalmente, minha personalidade foi sendo formada por uma curiosidade muito forte, que sempre me leva a querer conhecer cada vez mais nuances sobre muitos assuntos. Isso não me torna um gênio e nem tampouco um especialista em qualquer coisa. Mesmo assim, acho que posso falar pelo menos sobre a maneira com que muitos encaram a violência.

O bate-papo já começa mal: a entrevistadora demonstra de cara que quer ser engraçada impondo um estilo bonachão e dominador. Até aí, poderíamos dizer que é o jeito dela. Em parte, sim. Porém, aos poucos, ela não vai deixando o interlocutor terminar as suas exposições quando se vê contrariada ao perceber que ele não cede nas suas convicções e que ele não entra em nenhuma saia justa.

Apesar da elevação do tom de voz e das constantes intromissões de parte a parte, ela perde as estribeiras justamente porque Tarantino não se mixa e levanta a voz junto. O pulo do gato do cineasta está justamente no fato de que ele não ofende a entrevistadora e tampouco ofende o seu público.

Vale ressaltar que nenhum dos dois é psicanalista nem sociólogo. Porém, o fato do diretor deixar claro que está falando sobre ficção e a entrevistadora pretende apelar para uma comparação descabida com o “mundo real” já diz muita coisa. A dita cuja sequer deu-se o trabalho de fazer um mínimo de apuração e de pesquisa jornalística para poder contestar com argumentos sólidos a assertiva de Tarantino, que acha que seus filmes retratam tão-somente um mundo de ficção e que a violência não passa de um pano de fundo para satirizar o cinema a partir de clichês de filmes antigos. Depois da dispensa do entrevistado, ela seguiu aproveitando o seu espaço para enxovalhar a visão dele sem a possibilidade do direito de resposta imediata.

Não sei se ela é jornalista ou não. E, sendo ou não sendo, também não há nenhuma garantia que ela tenha agido como agiu em função de ter ou não diploma. Pode ser até que ela não seja titular de nenhum programa. Portanto, não inventem de dizer que eu digo que a maioria dos jornalistas é estúpida. O sentido deste post é levar a uma reflexão:

– A classe dos jornalistas (sobretudo aquele nicho que trabalha em veículos das grandes corporações midiáticas) precisa desvincular-se da onipotência, da onipresença, da megalomania e da sensação de poder “brincar de deus” apenas em função da hiperexposição da sua palavra.

Aliás, sensacionalismo, onipotência, onipresença, megalomania e tendência a querer dar uma de juiz e de advogado ao mesmo tempo são péssimos hábitos que colaboram ainda mais para a descrença na informação jornalística. O pior é que tais hábitos viciados também podem ser demonstrados sem levantar a voz, sem arregalar os olhos e deixando o interlocutor falar.

Neste caso em particular, a falta de educação dessa mulher e a sua ignorância não são necessariamente frutos da sua enorme vontade de grudar a dentadura no osso da legitimação do micropoder que a sua exposição na mídia de massa lhe traz: tal postura indica a mim que o conflito de gerações entre aqueles que se mantém alheios ao reconhecimento das metalinguagens e quem realiza mashups e produções remediadas por intuição parece tornar essa uma diferença ainda mais significativa do que a que separa o alcance intelectual dos analfabetos e dos letrados.

Sinceramente, não sei se vou conseguir um dia atingir um nível pedagógico suficientemente satisfatório na quebra desse tipo de choque de gerações. Mas vale a tentativa… ;)

O QUE É TWITTER?

Há muitas matérias e entrevistas na mídia de massa em diversas línguas sobre o Twitter – assim como uma quantidade cada vez maior de artigos, dissertações, teses e debates acadêmicos sobre o aplicativo.

Seja para uso solidário e cidadão, seja para uso noticioso, publicitário e corporativo (sobretudo em Relações Públicas), o Twitter é uma ferramenta que entra no rol das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs) como uma das mais significativas mídias sociais da atualidade.

A conferência que o CEO do Twitter, EVAN WILLIAMS (@ev no Twitter), concedeu no TED no vídeo acima é uma síntese muito bem feita sobre o que o serviço pretendia ser e em como os usuários apropriaram-se do meio técnico dando a ele novos usos.

A técnica faz o usuário, que refaz o uso da técnica – que refaz o usuário – e assim sucessivamente…

Essa é a mensagem que fica! ;)