GRÊMIO, NOVO TÉCNICO: PRESERVEM NOSSOS ÍCONES

É preciso não incentivar dois erros que custariam muito mais caro ao clube (e já tem blog gremista propondo isso):

1) Portaluppi não é técnico: só trabalha em clubes cariocas ou no Grêmio e é um mero motivador, que não entende nada de táticas. Seria direto à Série B sem escalas. Ídolo-mor dentro de campo. Façam uma estátua dele, mas deixem-no quieto. Além disso, foi o único ex-atleta que cobrou pelo depoimento ao filme “1983: O Ano Azul”(R$30 mil).

2) Felipão é caro demais e pretende ficar na Europa até o final de 2010. O SPFC deverá ficar com ele, caso Ricardo Gomes não dê certo. Além disso, Felipão nunca se deu bem em torneios de pontos corridos porque é muito mais motivador do que tático. Além disso, sua volta em um momento no qual não há um conjunto homogêneo nem numeroso de bons jogadores vindos da base e a falta de atitude de vários jogadores caros que deverão permanecer dificilmente fecharia com a sua personalidade forte. É outro risco grave de queimar um ícone que precisa permanecer intocável para, caso queira, tornar-se um grande presidente do clube um dia.

O futebol de longo prazo exige outro tipo de competência. Adilson Batista e Silas são os mais prováveis, mas não ficaria triste com Muricy, pois acho que ele não irá continuar no Palmeiras. Todavia, o técnico mais vitorioso da história dos pontos corridos está demonstrando uma certa incapacidade de trabalhar em um clube rival sem autobloquear-se.