Sou um cara muito difícil de ser convencido. Embora não tenha deixado meus valores, minhas crenças, meus princípios e a minha ideologia de lado e seja pouco flexível em relação a isso, estou sempre aberto ao diálogo. Independentemente do ambiente e das pessoas, o grande aprendizado que eu tive no mestrado foi exatamente o de aprender a argumentar e ouvir o argumento do outro. Para criticar, é necessário ter conhecimento de causa. E, para elogiar, é preciso reconhecer o mérito – falar bem só porque se acredita em algo ou em alguém ou por mera simpatia não contribui em nada para a sociedade.
Apesar de não poder revelar uma série de informações que poderiam ser utilizadas de uma forma nada favorável (e, aí sim, comprometedora não apenas para os interesses da torcida do Grêmio mas para aspectos verdadeiramente positivos para a nossa cidade), hoje, depois de quase três anos e meio de ceticismo, desconfiança e extrema preocupação, pude finalmente compreender a complexidade que é encontrar uma forma que não prejudique a cidade e tampouco a existência do Grêmio como clube.
Quem fique bem claro: assim como não ganhava e não perdia nada enquanto mantive a minha posição contrária à Arena do Grêmio, da mesma forma, não irei ganhar nem perder nada apoiando a sua realização (que está mais próxima do que se possa imaginar, além de não ser mais uma mera animação de computador).
Em princípio, eu não cria na gestão técnica, estratégica, administrativa e financeira da Arena do Grêmio tocada por Paulo Odone e Eduardo Antonini (assim como também não creio na sua forma de fazer política na Secretaria Municipal da Copa 2014, mesmo com interesses diferentes dos da relação da dupla com o Grêmio). Felizmente – a meu juízo e para meu gosto – a condução do projeto ficou a cargo de Adalberto Preis.
Aliás, preciso falar sobre o Preis não como conselheiro nem como presidente da Grêmio Empreendimentos Ltda.: me arrependo de ter apoiado Odone na eleição presidencial de 2004, pois o clube poderia estar em um outro patamar de confiabilidade e de respeitabilidade.
Com isso, não quero dizer que – para o Grêmio e exclusivamente dentro do Grêmio – Odone não tenha sido importante. E, inegavelmente, ele foi um dirigente vitorioso e capaz, sim. Contudo, sua personalidade e a sua atitude não dão indícios públicos de que ele seja suficientemente democrático, nem tampouco que ele permita uma ação transparente e independente de quem estiver subordinado a ele.
O fato de ele ter ameaçado largar a presidência do clube caso ele não viesse a ser o presidente da Grêmio Empreendimentos Ltda. e de ter tentado impor o nome do conselheiro omisso e segundo pior gestor público da história do Rio Grande do Sul Antônio Britto mostra que esgotou-se a sua contribuição direta nos altos escalões do clube. Então, mesmo que sempre mereça respeito como cidadão e como gremista, mesmo que haja algumas dezenas de conselheiros antigos que pensam e agem sob essa mesma dinâmica, esse é um tipo de caciquismo que não poderia mais ter espaço dentro do clube.
O conselheiro Carlos Josias (uma pessoa que conheço há pouco tempo, por quem nutro um grande apreço) descreveu muito bem as relações entre os próceres, caciques ou cardeais e alguns dos seus escudeiros mais próximos nos últimos 25 anos no blog Grêmio Sempre Imortal. Assim como em Brasília, que meu pai descreveu como uma grande confraria na qual o pau só canta na hora de propor e de votar alguma lei, no Grêmio também há relações que se estremecem mas que retornam a um bom termo e vice-versa a um ritmo espantoso.
Em relação à OAS, obviamente, jamais me esquecerei das informações que li na revista Caros Amigos. Também não deixo de me preocupar com as questões ambientais e urbanas de Porto Alegre. Todavia, um processo é um processo e um contexto é um contexto: enquanto não ocorrer nada comprovadamente favorável ou desfavorável no empreendimento em relação a Porto Alegre, ao Rio Grande do Sul, ao erário ou ao Grêmio, apesar de haver algumas considerações bastante graves no que tange à especulação imobiliária, à leniência e à ignorância dos vereadores e à omissão da sociedade, também é preciso admitir que o movimento feito por pessoas e entidades que resistem à esse tipo de pressão talvez associem elementos dissociados ou dissocie elementos que poderiam ser encaixados tanto para a compreensão desses fenômenos quanto para a articulação institucional e legal necessária a fim de evitar equívocos que perdurarão por muitas décadas prejudicando a nossa salubridade.
Há muito o que dizer. Porém, infelizmente, não tenho autorização para fornecer maiores detalhes. Na hora certa, vocês estarão a par de uma série de acontecimentos. O máximo que posso adiantar é o seguinte:
1) O Grêmio não vai acabar e tampouco se apequenar;
2) Muitos técnicos já fizeram a OAS reformular as suas pretensões leoninas: as receitas do Grêmio não serão canibalizadas enquanto o estádio pertencer à OAS, o número de vagas no estacionamento será parelho com o que hoje existe no Olímpico e o Grêmio terá mais votos com poder de veto nas reuniões de trabalho do que o que fora previamente anunciado;
3) A Arena terá alto padrão de qualidade e de materiais garantida. E, mesmo precisando seguir as normas técnicas da FIFA em termos de acomodações, estrutura de alimentação, vias de acesso, iluminação, limpeza, visibilidade, comodidade e segurança, não haverá luxo;
4) Embora a questão do associado ainda deva ser discutida somente mais adiante, a tendência é a de que a mesma hierarquização de direitos e deveres relacionados às modalidades hoje existentes e às mais antigas acabe sendo obedecida. Talvez essa seja o quesito que deva ser mais fiscalizado por todos os gremistas;
5) A imprensa mente, distorce, omite, ignora, informa mal e não possui interesse nem capacidade de traduzir a informação técnica necessária à compreensão do torcedor. Assim como nas questões política e econômica é mais do que certo de que o pior jornalismo do país é o gaúcho, o mesmo se reflete no esporte;
6) O projeto existe. O terreno está tapumizado. A posse está tomada. Os acordos de transferência das instituições com imóveis e atuação social no Humaitá já estão definidos;
7) A quantidade e a altura dos prédios do entorno da Arena terão altura menor do que a esperada. Isso não tem nada a ver com a Arena ou com o Grêmio, pois são projetos da OAS com escritórios de arquitetura e com empresários locais. Da mesma forma, o que será construído na Azenha assim que a Arena estiver pronta e a OAS tomar posse da área do glorioso Estádio Olímpico Monumental refere-se tão-somente à OAS e aos seus parceiros. Portanto, em termos de PDDUA, EIA-RIMA, cone de aproximação aérea, etc., qualquer desobediência – ou tentativa de – não terá relação alguma com o Grêmio Football Portoalegrense nem com a Grêmio Empreendimentos Ltda. (não, não será uma S.A.);
8) A Arena do Grêmio será meno sustentável do que se gostaria, porém muito mais sustentável do que se espera. Uma das empresas que foi contratada pelo Grêmio para fiscalizar o andamento do projeto e para fiscalizar também as ações tanto das empresas envolvidas como do poder público caracteriza-se pela enorme preocupação com o meio ambiente. Um dos diretores responsáveis conhece estádios sustentáveis ao redor do mundo e pretende interferir no projeto a fim de tornar realidade algumas possibilidades que já estão sendo desenhadas como, por exemplo:
a) Cisternas para aproveitamento da água das chuvas;
b) Uma empresa alemã especializada em placas fotovoltaicas já entrou em contato para implantar o seu trabalho na cobertura da Arena do Grêmio.
Diante de todas essas informações, mesmo sem partilhar daquela paixão e daquela torcida pela Arena sobre a Arena em si e sem JAMAIS desvalorizar ou desdenhar do pensamento do querido dr. Hélio Dourado a favor de uma reforma do Olímpico técnica e financeira inviável, considero necessária a atenção, a fiscalização e, acima de tudo, a necessidade de todos os gremistas procurarem fazer com que tudo corra melhor do que a encomenda.
Uma última atualização: embora seja comentador assíduo no blog Sempre Imortal e tenha participado de vários encontros presenciais junto a diversos grupos de conselheiros que compõem hoje o G6 (base de sustentação do presidente Duda Kroeff), infelizmente não soube de um encontro realizado em maio com o presidente da futura Grêmio Empreendimentos Ltda. Adalberto Preis. Marcos Almeida, Raul Iserhard e Eduardo Bernardon são três gremistas que conhecem várias nuances internas ao Grêmio e também possuem conhecimento técnico em áreas importantes que são cruciais para a confiabilidade no Projeto Arena.
Na seguinte entrevista, eles trazem informações mais antigas, de maio, sendo que algumas delas já evoluíram em uma direção ainda mais favorável ao Grêmio.
Se a questão do associado não for resolvida de maneira satisfatória, a culpa será única e exclusiva do conselho deliberativo do Grêmio Football Portoalegrense e não da OAS ou da Grêmio Empreendimentos Ltda.
Posso estar sendo otimista, mas, sinceramente, hoje duvido que o clube rasgue dinheiro, reputação e confiabilidade.
Portanto, leiam: parte 1, parte 2 e parte 3.
Finalmente, não considero que tenha desistido da luta. O que mudou foi o meu estado de espírito, pois creio que não se pode ser pessimista e desconfiado contra tudo e contra todos. O papel de informação e de fiscalização não pode ser realizado sem o reconhecimento de que o Grêmio não está pedindo penico. O Grêmio não é e nunca foi um coitado nessa questão.
amor euuu queroo um opiniões não a arena é bom pro gremioooo vo da zeru pra vs
pERGUNTADO pREISS RESPONDEU: SE A FALÊNCIA OCORRER O CONTROLE DA GESTÃO DA ARENA PASSARIA A SER DA MASSA FALIDA SOB SUPERVISÃO JUDICIAL, MAS ESTA HIPÓTESE É REMOTA.
HIPÓTESE REMOTA: O QUE QUER DIZER QUE PODE ACONTECER!
MAS NÃO RESPONDEU SE A MASSA FALIDA LEVARIA A ARENA À LEILÃO, OU, SE O GRÊMIO RECEBERIA DA MASSA FALIDA AS CHAVES DO BAGULHO.
QUEM VAI SE HABILITAR ?
Andam declarando que o Preiss esclareceu . Para mim ele enrolou. Porque nem ele sabe exatamente no que vai dar.
Disse não ter ainda uma conversa com a OAS sobre o abatimento dado recentemente nos impostos sobre material de construção. Se nós vamos obter algum desconto no custo da Obra. É uma aposta ordinária. Vamos entregar nossa casa, nossas tradições por uma aposta arriscada. Os ARENISTAS
dizem: temos que ser otimistas! Mas nem sabemos se poderemos colocar o emblema do grêmio na frente desta Arena.
Mas o que é esta coisa afinal ??? A DIGNIDADE, A HONRA A VIRTUDE, A LIBERDADE . Isto é o que vale,. O Conselho de Administração tem 3 deles contra 2 nossos. AFinal porque a torcida do Grêmio gosta tanto de cantar o hino Farroupilha.
POVO QUE NÃO TEM VIRTUDE ACABA POR SER ESCRAVO.
DA OAS…
Hélio, o Olímpico é garantia para várias dívidas do Grêmio, certo? Sendo assim, para desonerá-lo e entregá-lo à OAS seria necessário que o Grêmio antecipasse o pagamento de dívidas de longo prazo?
Também sou partidário que um futuro melhor para o nosso tricolor passa pelo novo estádio!
Parabéns pelos esclarecimentos e viva a Arena!
Hélio, parabéns por abrir os olhos para a importância da Arena no futuro do nosso clube. O Grêmio, para nós gremistas, sempre será o mais importante, mas tudo que vem para valorizá-lo e engrandecê-lo deve ser respeitado e apoiado.
A meu ver, a renda dos jogos da Arena não serão exclusivas da OAS e sim da OAS Superficiária, o que é bem diferente. Essas empresas não se confundem, porque a Superficiária existe para um propósito (e só para isso): gerir o negócio da Arena por 20 anos e está submentida as cláusulas do CONTRATO e as DIRETRIZES tanto do Grêmio, como da OAS.
Portanto o Grêmio não estará entregando as receitas de ingressos dos seus jogos para OAS, mas para a própria Arena. Do qual dividiremos com os lucros, conforme valores e percentuais já conhecidos. Como se espera que esses retornos seja bem maiores que no Olímpico (e previsões abalizadas confirmam isso), levamos vantagens em perder para depois ganhar (quase como o jogo contra o Flamento, mas isso é outra história).
Ganharemos mais também com a profissionalização da adminsitração do nosso estádio, pois gerentes especialistas procurarão aproveitar todos o seu potencial. Fato absulutamente necessário por envolver uma parceria entre duas entidades com objetivos tão distintos: uma construtora e um clube de futebol.
Isso sem contar os conhecidos benefícios (segurança,conforto, modernidade, acessibilidade…) para nós torcedores e sócios do Grêmio. Pagaremos mais por essas melhorias? Provavelmente sim, mas acho que menos do que muitos contrários ao projeto apregoam, já que a idéia é multiplicar as alternativas e o número de expectadores (com cadeiras vips, camarotes, restaurantes, shows, publicidade e oturas receitas) e, não só, simplesmente multiplicar as receitas e os lucros.
Enfim, quanto mais gremistas estiverem bem informados sobre a Arena, mais poderão contribuir para sua execução exitosa. Esse projeto do Grêmio já foi iniciado e é melhor lutar para que a sua condução vá pelo cominho correto, do que brigar para que ela se perca.
CARLOS: A área do Estádio Olímpico Monumental de 8,5 ha no bairro Azenha não é garantia mas, sim, moeda de troca. A resposta abaixo e a cota de 7 milhões que a OAS Superficiária destinará ao Grêmio (em princípio) me levam a crer que o valor do estádio será mais alto do que o valor do terreno – mesmo que tanto a avaliação independente como alguma alteração no PDDUA permitam o índice construtivo máximo possível para aquela região e também para os condomínios que a OAS pretente construir no Humaitá (que não possuem absolutamente NADA A VER com o Grêmio FBPA nem com a Grêmio Empreendimentos Ltda). Independentemente desse fato, não haverá nenhuma cobrança da OAS ou da OAS Superficiária em relação às dívidas do Grêmio FBPA: o que o clube deve fazer é pagar ou obter perdão de todas as dívidas que tenham a área do Olímpico como penhora judicial ou garantia de pagamento dessas dívidas antigas até um determinado prazo (que, de momento, não sei explicar exatamente qual é).
CLÁUDIO: De maneira simples e didática, o Preis informou na reunião que o formato de arrecadação do Grêmio FBPA via Quadro Social permanece exatamente igual. Isso significa que a OAS SUPERFICIÁRIA – isto é, a administradora do estádio – irá receber 65% do valor dos ingressos de bilheteria durante 20 anos como forma de pagamento pelo estádio. Isto significa que a receita que entra a partir do clube permanecerá integralmente com o clube.
Seja como for, o Grêmio FBPA e a Grêmio Empreendimentos Ltda. estão em constante negociação com as três esferas do Poder Público (municipal, estadual e federal), além de estarem vendo questões relacionadas ao marketing e à relação com fornecedores de outros insumos necessários que não estejam relacionados com o projeto de construção civil. Na correlação (ou co-relação, nao sei se é com ou sem hífen agora) de forças, o lado do Grêmio já obteve algumas conquistas que reduziram o poder da construtora OAS e da OAS Superficiária. Em outras palavras, o clube está comprando um novo estádio e está se cercando de todas as garantias jurídicas possíveis. A única questão que ainda está apenas na base da confiança e da crença de que não se pode correr o risco de perder sócios é a da preservação dos direitos e deveres do associado no que toca à sede atual (Azenha) e futura (Humaitá).
Portanto, essa é a questão que deve manter a torcida mais vigilante. Apoiar o projeto e confiar no Preis e no Fadel é uma coisa. Porém, há detalhes que eles não tem como se envolver neste momento, pois as atribuições da Grêmio Empreendimentos Ltda. são completamente diferentes das atribuições jurídicas e associativas do Grêmio FBPA.
Vejo que a fiscalização deve ser feita com maior veemência sobre esse tema junto ao Conselho Deliberativo, pois será preciso efetuar uma alteração estatutária. Afinal de contas, os direitos de ingresso em função da categoria associativa possuem vinculação literal com o Estádio Olímpico Monumental e precisaria ser alterada para “…será válida integralmente para qualquer estádio de propriedade ou mando do Grêmio FBPA em Porto Alegre.”
[]‘s,
Hélio
Joel,
Vamos por partes:
1) Os índices construtivos liberando prédios residenciais e/ou comerciais de até 72m de altura tanto na Azenha quanto no Humaitá podem – OU NÃO, de preferência – ser liberados. Isso depende da mobilização de ONGs, associações de bairro e demais representantes da sociedade civil organizada tanto perante as suas próprias comunidades como também pressionando o Poder Público. Com os desdobramentos futuros da CONFECOM (Conferência Federal das Comunicações), com a implantação de banda larga pública já garantida pelo Governo Federal e com a adesão de advogados melhores à causa da sustentabilidade, a bancada do concreto poderá ser desmascarada e ter o seu poder bastante reduzido, pois isso também desencadeará uma maior descrença acerca da mídia corporativa. E, nesse caso, a responsabilidade e o interesse serão todos da OAS. Isso não tem absolutamente nada a ver com o patrimônio do Grêmio. Como o pessoal envolvido nessa causa bem sabe, se não fosse a OAS, o pretexto da Copa do Mundo ou o governo de direita do RS e de Porto Alegre, o PT faria igualzinho com Maria do Rosário e Tarso Genro – a campanha eleitoral de 2008 já provou isso. Logo, viria outra grande incorporadora de práticas suspeitas para cá, com o mesmo objetivo de lotear um bairro inteiro;
2) A receita da bilheteria que pertencerá à OAS não se refere à receita do Quadro Social. A quantidade de ingressos avulsos vendidos é muito pequena perto do volume total. O que a OAS terá será boa parte dos 50% do valor dos ingressos de Sócio Torcedor e os poucos avulsos. Temos 53000 associados. A capacidade do Olímpico é de pouco mais de 51000 lugares e a Arena terá de 53000 a 58000 (retiradas as cadeiras de trás de uma das goleiras na arquibancada baixa da Arena para manter a Geral – isso não poderá ocorrer em jogos internacionais). Caso tenhamos uma quantidade grande de associados residentes na Grande POA E altamente frequentes na Arena, o dinheiro que irá para a OAS será muito menor do que o esperado;
3) Sou plenamente a favor da obrigatoriedade de não poder escolher jogar como mandante fora da Arena. Por que? Porque a casa, a cidade-sede e o local onde a esmagadora maioria da torcida que frequenta o estádio é de Porto Alegre e adjacências. Jogar na praia, no Sessinzão?! Aqueles 8 mil gatos pingados se obtém aqui, em um sábado de Carnaval. E o Grenal de Erechim, quando o mando era nosso e perdemos?! Com a nossa torcida, a pressão seria muito maior, assim como o público total e a arrecadação. Além disso, poderemos atrair grandes clubes europeus pra disputar torneios amistosos aqui;
4) Foram postos somente alguns tapumes – ainda não personalizados e não por toda a volta do terreno. Haveria uma cerimônia de oficialização da posse e do início dos trabalhos, que foi adiada em função do mau tempo e da ausência de vários convidados;
5) O Grêmio agora possui o poder de veto que antes não possuía: ao invés de apenas dois votos em cinco, agora terá três votos. Essa foi uma mudança significativa nos termos do contrato. Há várias outras, mas é melhor que sócios proprietários ou patrimoniais em dia procurem o Preis para conversar pessoalmente com ele e poder ler o contrato. Só não pode levar cópia;
6) Estão garantidos ao Grêmio sob pesadas multas a favor do clube e com fiscalização profissional vinculada à Associação dos Engenheiros do RS estrutura, acabamento e material de máxima qualidade. Pelo valor, não será um estádio luxuoso. No entanto, entendi que possíveis extras dependerão do valor da avaliação do terreno da Azenha em função dos índices construtivos. Enfim… Esses índices não dependem do Grêmio e não nos trarão nenhuma vantagem impressionante e nenhum prejuízo: servem como moeda de troca;
7) Caso os 1500 portadores de títulos de fundo social detentores do direito de faturar 1/1000 do valor total do terreno da Azenha sentissem que ou o clube ou seus interesses pessoais estivessem sendo lesados, certamente já teriam feito o maior bafafá na mídia e na justiça, pois quase todos são ricos e muitos fazem parte de famílias “colunáveis” do Estado;
8) Se o Grêmio for eficiente e esperto em termos jurídicos, financeiros, patrimoniais e associativos, haverá fila de espera e todos os ingressos farão parte do pacote de associação. Obviamente, a mensalidade irá subir. Mas espera-se que o país como um todo cresça em renda per capita e empregabilidade. Quanto aos serviços de copa, etc., tudo isso já é terceirizado hoje.
Enfim… Mais não lembro ou não estou autorizado a falar. Caso alguém se lembre de algum outro detalhe importante de ser investigado, manda que eu vejo se é possível ir adiante agora. Senão, mais adiante eu informo.
[]‘s,
Hélio
[...] http://heliopaz.com/2009/11/28/podem-confiar-a-arena-e-uma-boa-para-o-gremio/ [...]
Bruno,
Pelo contrato a renda dos jogos será totalmente da OAS.
O Grêmio terá direito a 65% do resultado líquido da OAS Superficiária, caso esta venha a ter algum lucro, depois de pagos os tributos (que hoje não pagamos) e a dívida ser contraída para construção da Arena da OAS e todas as depesas do estádio, etc, ou seja, poderemos ter 65% de nada.
Lembro que hoje o Grêmuio não aceita mais inscrição de sócio patrimonial, exatamente por que não terá estádio por 20 anos.
Leia o contrato.
Joel
Hélio,
sei que tu também é sócio, e como será o teu acesso na arena? Eles explicaram como será, se teremos que ser um “sócio torcedor” que paga entrada?
O bom nessa extensa história da Arena é não ter furos e fatos que não são reais, esses tapumes não existem. Moro no Humaita e não tem nada disto, alias, fui pra Unisinos de carros semana passada, de dia, e pela castelo branco e passei na lenta por ali, tá tudo igual, os campos dos padres(todos eles) e o colegio Santo Inacio e Oswaldo Vergará tudo igual. Dá um toque nos “catedraticos” do Olímpico.
[ ]‘s
Muito interessante o post. Acho que só não muda de opinião quem não a tem, o que nunca foi o teu caso, como bem pude acompanhar no transcorrer desses últimos anos.
Quanto ao segundo comentário do Joel, sem pretender ser definitivo ou reducionista, entendo que o Hélio foi bastante claro ao, no início do texto, referir expressamente não poder revelar uma série de informações que, divulgadas, atentarão contra o interesse da instituição.
Quanto ao comentário do Guga, sinto muito, mas, na qualidade de sócio patrimonial, penso que não devemos colocar a questão sob o ponto de vista tão-somente do associado.
Se a concepção do projeto serve ou não aos interesses dos sócios é algo a ser visto quando da implementação da realidade. O que existem hoje são apenas especulações por parte da imprensa e de alguns “formadores de opinião” sabidamente alinhados com outra coloração clubística.
Ademais, partindo do pressuposto que, SIM, o novo estádio não conemplará os direitos dos associados da mesma forma como ocorre hoje – o que também não parece verdadeiro, conforme foi colocado pelo Hélio – ainda assim devemos ter presente que o Grêmio é maior do que qualquer um de nós e o interesse individual JAMAIS deve suplantar o interesse coletivo. Assim, eu, como sócio – a exemplo do Guga – mesmo que me sinta prejudicado, devo apoiar o projeto em prol de um bem maior: o do Grêmio.
Penso que o novo estádio será bom para o clube e, muito provavelmente, para a cidade. Dependerá de cada um de nós, em ambos os aspectos, tomarmos a frente na fiscalização e nas opções peloas pessoas certas.
A propósito, os tapumes existem sim e são visíveis da free-way.
Abraço.
Caros Joel e Guga,
Na palestra do Dr. Adalberto Preis, que vocês poderiam ter ido, visto que vocês possuem tantas dúvidas, foi dito exatamente isso que vocês tanto indagam. A questão referente aos sócios. Como ele mesmo disse, não teria sentido o Grêmio capar os direitos dos sócios atuais, patrimonial e sócio-torcedor, já que ocasionaria uma morte do Grêmio como clube de futebol.
Quanto as indagações do Joel, acredito que tenha que se informar (muito) mais sobre o assunto. Quem é informado, sabe que o dinheiro da bilheteria será revertido totalmente para o Grêmio nos primeiros 7, ou mais, anos. Após esse período, 75% serão do Grêmio.
Quanto ao nome da Arena, não está absolutamente nada definido. Assim como pode se chamar Arena OAS, o clube pode comprar o naming rating e colocar o nome que quiser, a partir de uma concessão por um periodo determinado.
Sobre a utilização da Arena para treino, ela será usada tanto quanto é usado o Olimpico atualmente.
Abraço.
Terreno tapumizado???
Onde?
Eu passei pela área e vi meia dúzia de tapumes e as categorias de base do interzinho treinando num dos campos…
Só se eu errei de área, então.
Sou contra este projeto – que para mim permanece obscuro – da arena.
Gostaria que se fizesse um novo projeto – ou de remodelamento do patrimônio do clube, ou de modernização deste patrimônio, podendo ser em outra área.
Este projeto, da forma como foi concebido, não me serve enquanto sócio do Grêmio.
Preazo Hélio?
Poderias informar quais alterações foram feitas no contrato pró-Grêmio?
Seria a exclusão dos sócios nas previsões contratuais.
Sim, não há uma cláusula no contrato que se refira aos sócios, daí o temor quanto ao futuro do Grêmio como clube.
Por outra, não deves falar em Arena do Grêmio, a Arena é da OAS e deverá se chamar oficialmente Arena Santander (ou algo assim, menos Grêmio). O Grêmio só terá a obrigação de jogar na Arena OAS, com a entrega da bilheteira, e lá não poderá nem treinar. Achas isto um grande negócio?
Lamento que tenhas desistido da luta.
Lembro que a Arena pelo preço dos ingressos, como previsto no contrato, somente servirá a classe média alta e alta.
Caro Joel,
Pensava exatamente como tu. Basta digitar arena no campo de busca deste blog e ler todos os posts. Todavia, há um monte de desinformação na mídia e também dentro do Grêmio, pois as informações em geral estão desatualizadas.
A verdade é que o Beira-Rio está enfunerado e revelar isso fere muitos interesses bem menos confiáveis e críveis do que os que estão por detrás da Arena do Grêmio.
Eu preferia que o modelo de negócio fosse outro. Porém, dada a dívida do Grêmio e o fato de que Porto Alegre não é e nunca será o centro das atenções, as alterações pró-Grêmio que foram feitas no contrato e o contexto geral tornam a Arena algo necessário e muito menos inconfiável do que parecia ser.
Gostaria de soluções menos subordinadas, menos dependentes. Preferia uma condição diferente de contribuir para a sustentabilidade da cidade e espero pela certeza na garantia dos direitos dos associados.
É arriscado? É. Há temores? Muitos. Mesmo assim, não há como saber sem tentar. E o momento exige que se tente. Isso não tem nada a ver com a autocracia ou com as bravatas do Odone (e tampouco com a sua péssima conduta político-partidária) nem com o fato de o Preis ser altamente idôneo e capacitado. Também não creio em pensamento mágico e não possuo boas referências da OAS.
Eu pensava de maneira simplista, baseado na ausência de conhecimento técnico. Além disso, o contrato precisa ser compreendido como um todo. Não dá nem pra se entusiasmar, nem pra se escabelar tentando analisar as cláusulas isoladamente.
Te digo o seguinte: considero Porto Alegre uma cidade pouco salubre, sou contra a especulação imobiliária e acho que o PDDUA já foi bastante achincalhado. Sou de esquerda, já fui petista, mas hoje não creio mais na democracia representativa. Também acho que há carros demais nas ruas e que a classe média alta em geral é racista e arrogante. E também acho que o Grêmio não é maior ou melhor do que os interesses da cidadania, da colaboratividade, da vida social e coletiva.
Apesar disso, o fator identitário e econômico que o clube representa não pode nem se dissolver, nem tornar-se negativo. Não sei se tu sabes o quão difícil é contrabalançar tantas forças interdependentes. Não sei se tu sabes como é complicado resistir e lutar contra o poder econômico, político e coercitivo. E, ao mesmo tempo, é extremamente complicado conciliar necessidade com vontade.
Quem te fala isso é um cara que passou os últimos 20 anos sendo agredido, ignorado e tendo perdido uma série de oportunidades profissionais que não se vendeu e tampouco mudou a sua maneira de acreditar por um mundo melhor. A diferença é que, antigamente, eu fazia juízos de valor baseado unicamente nas minhas crenças e nos grupos de interesse a quem considerava mais justo defender. Hoje, conheço melhor o outro lado que, apesar de nocivo para a maioria, apresenta componentes que precisam estar integrados ao resto da sociedade.
Obrigado pelo comentário. Espero te ver mais vezes por aqui.
[]‘s,
Hélio
Vc sabe q a gestão da Arena será exclusiva da OAS, q ficará com toda a bilheteria dos jogos do Grêmio por 20 anos e q o contrato não prevê qualquer direito para os sócios.
O número de vagas de estacionamento é padrão FIFA?
Qt custará a Arena para o Grêmio?
O Olímpico foi trocado por uma Arena cujas chaves somente receberá dentro de 20 anos. 20 anos sem estádio próprio e sem bilheteria. Isto é bom?