TÉCNICAS DE REPORTAGEM NO TELEJORNALISMO

Embora simplista e até mesmo preconceituoso em alguns casos, infelizmente não posso negar que a minha observação acerca da reportagem em telejornalismo costuma desembocar na realidade vista acima.

A necessidade de o repórter saber empostar a voz, possuir um vocabulário com uma quantidade maior de sinônimos e de correção vernacular do que a média das pessoas e o trabalho de iluminação, roupa, maquiagem, pesquisa, apuração das versões e domínio do tempo na edição ficaram de fora do vídeo acima.

Mesmo assim, a mesmice e o tratamento “Homer Simpson” que a maior parte da audiência recebe por parte do emissor ignoram que os instrumentos e a prática sociotécnica estão cada vez mais acessíveis a todo bom observador.

Independentemente da escolaridade, somos todos muito mais interagentes do que receptores. A linguagem que irá nos convencer acerca da credibilidade, do carisma e da relevância da informação midiatizada possuem um sentido de percepção muito mais individual do que coletivo.

A era das massas está sendo, aos poucos, superada.