Tendo a crer na hipótese da fascinante Jane McGonical, desenvolvedora de games, blogueira e pesquisadora. Ela foi palestrante de mais um excelente TED (acima).
Seu discurso aponta que os gamers possuem uma energia e um potencial colaborativo enormes: imaginem se lhes concedêssemos tanto as ferramentas como um ponto de partida teórico-prático capaz de restabelecer a autoestima para aquela parcela de gamers que utiliza os jogos eletrônicos não como uma forma de compensar as suas dificuldades estudantis e de convivência…
Os jogos eletrônicos (a meu ver, sobretudo aqueles do estilo MMORPG como, por exemplo, o venerável World of Warcraft) incluem sociabilidade (só segue adiante quem interage com outros jogadores ou com personagens que estão no meio do caminho para fornecer informações preciosas), soluções de problemas, (tanto de sobrevivência como de locomoção), tarefas árduas, descoberta de novos elementos simbólicos e um aprendizado contínuo acerca das forças e das fraquezas da sua própria personagem e também das demais que fazem parte da equipe do jogador em questão.
Um game social complexo já faz parte do ambiente online, onde a colaboratividade e a ubiquidade são perenes. Portanto, constitui por si só um ponto de partida para o ativismo social e político para uma geração cuja vivência se dá mais em espaços urbanos de classe média alta e dentro de casa do que em um ambiente natural.
No caso, como a própria Jane McGonical fala brevemente no vídeo acima, o game que ela idealizou chamado EVOKE apresenta uma possibilidade de fazer com que os gamers iniciem um processo de judar a salvar o mundo. Entrarei com maior profundidade nele em outros posts – fica atento! ;)
Sugiro a todos os economistas, administradores, juristas, sociólogos, filósofos, comunicólogos, assistentes sociais, educadores e cientistas políticos que ainda consideram o ambiente forjado pela modernidade como a ágora política e social de uma comunidade de massas que passem a ver com carinho a possibilidade de encontrar um modus operandi baseado naquilo que os games podem trazer para a sociedade pós-moderna.
Afinal de contas, todo choque de gerações se dá muito mais pelo estranhamento e pelo conservadorismo dos mais velhos do que pela inconsequência, pela inexperiência e pela impetuosidade da juventude… ;)
[...] se fazer. Porém, as ferramentas já estão aí. Essa pode ser uma maneira bastante eficiente de empoderar os gamers e de torná-los tão heróis e tão competentes na solução de problemas sociais reais como o [...]